Redação Sanar
CID M41: Escoliose
M410
Escoliose idiopática infantil
M411
Escoliose idiopática juvenil
M412
Outras escolioses idiopáticas
M413
Escoliose toracogênica
M414
Escoliose neuromuscular
M415
Outras escolioses secundárias
M418
Outras formas de escoliose
M419
Escoliose não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A escoliose é uma deformidade estrutural tridimensional da coluna vertebral, caracterizada por curvatura lateral com rotação vertebral, resultando em assimetria do tronco. É classificada como idiopática (causa desconhecida), congênita (devido a malformações vertebrais) ou neuromuscular (associada a condições como paralisia cerebral ou distrofia muscular). A fisiopatologia envolve alterações biomecânicas que levam à progressão da curva, com impacto na função pulmonar e qualidade de vida. Epidemiologicamente, a escoliose idiopática do adolescente é a forma mais comum, com prevalência de 2-3% na população, e maior incidência em mulheres.
Descrição clínica
A escoliose manifesta-se como uma curvatura lateral da coluna vertebral, frequentemente acompanhada de rotação das vértebras, resultando em assimetria dos ombros, cintura escapular e quadril. Pode ser assintomática em estágios iniciais, mas em casos avançados, causa dor nas costas, fadiga muscular e restrição da mobilidade. A progressão da curva pode levar a complicações respiratórias e cardíacas devido à deformidade torácica.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme a etiologia e gravidade. Sinais comuns incluem assimetria dos ombros, proeminência das escápulas, desnível da cintura pélvica e gibosidade (protuberância costal) ao teste de Adams. Sintomas como dor nas costas, fadiga e limitação funcional são frequentes. Em formas neuromusculares, pode haver fraqueza muscular e alterações neurológicas. A progressão é mais rápida durante surtos de crescimento, como na adolescência.
Complicações possíveis
Insuficiência respiratória
Redução da capacidade vital pulmonar devido à deformidade torácica.
Dor crônica nas costas
Desconforto persistente relacionado à sobrecarga muscular e articular.
Comprometimento neurológico
Compressão medular ou radicular, levando a déficits sensoriais ou motores.
Impacto psicossocial
Ansiedade, depressão ou baixa autoestima devido à deformidade visível.
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Epidemiologia
A escoliose idiopática do adolescente tem prevalência global de 2-3%, com predomínio feminino (razão 4:1). A incidência pico ocorre entre 10-18 anos. Formas congênitas e neuromusculares são menos comuns, representando cerca de 10-20% dos casos.
Prognóstico
O prognóstico depende da etiologia, magnitude da curva e idade do paciente. Curvas leves (50 graus podem progredir na vida adulta. Intervenções precoces melhoram os desfechos, mas formas neuromusculares têm pior prognóstico devido a comorbidades.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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