CID M41: Escoliose
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Definição
A escoliose é uma deformidade estrutural tridimensional da coluna vertebral, caracterizada por curvatura lateral com rotação vertebral, resultando em assimetria do tronco. É classificada como idiopática (causa desconhecida), congênita (devido a malformações vertebrais) ou neuromuscular (associada a condições como paralisia cerebral ou distrofia muscular). A fisiopatologia envolve alterações biomecânicas que levam à progressão da curva, com impacto na função pulmonar e qualidade de vida. Epidemiologicamente, a escoliose idiopática do adolescente é a forma mais comum, com prevalência de 2-3% na população, e maior incidência em mulheres.
Descrição clínica
A escoliose manifesta-se como uma curvatura lateral da coluna vertebral, frequentemente acompanhada de rotação das vértebras, resultando em assimetria dos ombros, cintura escapular e quadril. Pode ser assintomática em estágios iniciais, mas em casos avançados, causa dor nas costas, fadiga muscular e restrição da mobilidade. A progressão da curva pode levar a complicações respiratórias e cardíacas devido à deformidade torácica.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme a etiologia e gravidade. Sinais comuns incluem assimetria dos ombros, proeminência das escápulas, desnível da cintura pélvica e gibosidade (protuberância costal) ao teste de Adams. Sintomas como dor nas costas, fadiga e limitação funcional são frequentes. Em formas neuromusculares, pode haver fraqueza muscular e alterações neurológicas. A progressão é mais rápida durante surtos de crescimento, como na adolescência.
Complicações possíveis
Insuficiência respiratória
Redução da capacidade vital pulmonar devido à deformidade torácica.
Dor crônica nas costas
Desconforto persistente relacionado à sobrecarga muscular e articular.
Comprometimento neurológico
Compressão medular ou radicular, levando a déficits sensoriais ou motores.
Impacto psicossocial
Ansiedade, depressão ou baixa autoestima devido à deformidade visível.
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Epidemiologia
A escoliose idiopática do adolescente tem prevalência global de 2-3%, com predomínio feminino (razão 4:1). A incidência pico ocorre entre 10-18 anos. Formas congênitas e neuromusculares são menos comuns, representando cerca de 10-20% dos casos.
Prognóstico
O prognóstico depende da etiologia, magnitude da curva e idade do paciente. Curvas leves (50 graus podem progredir na vida adulta. Intervenções precoces melhoram os desfechos, mas formas neuromusculares têm pior prognóstico devido a comorbidades.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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