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CID L25: Dermatite de contato não especificada

L250
Dermatite de contato não especificada devida a cosméticos
L251
Dermatite de contato não especificada devida a drogas em contato com a pele
L252
Dermatite de contato não especificada devida a corantes
L253
Dermatite de contato não especificada devida a outros produtos químicos
L254
Dermatite de contato não especificada devida a alimentos em contato com a pele
L255
Dermatite de contato não especificada devida a plantas, exceto alimentos
L258
Dermatite de contato não especificada devida a outros agentes
L259
Dermatite de contato não especificada, de causa não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A dermatite de contato não especificada é uma condição inflamatória da pele resultante da exposição a agentes externos, caracterizada por uma reação cutânea que não é classificada como alérgica ou irritante específica. Esta categoria é utilizada quando a natureza exata da dermatite de contato (alérgica ou irritante) não pode ser determinada com base na apresentação clínica ou nos testes disponíveis. A fisiopatologia envolve a ativação de vias imunes ou dano direto à barreira epidérmica, levando a eritema, edema, vesiculação e prurido. Epidemiologicamente, é comum em ambientes ocupacionais e na população geral, com impacto significativo na qualidade de vida devido ao desconforto e potencial para cronicidade.

Descrição clínica

A dermatite de contato não especificada manifesta-se como uma reação cutânea aguda ou crônica, com lesões que podem incluir eritema, pápulas, vesículas, exsudação, crostas e liquenificação. A distribuição é frequentemente localizada em áreas de contato com o agente causal, mas pode se generalizar em casos de exposição disseminada. O prurido é um sintoma proeminente, e a evolução pode variar de resolução espontânea após a remoção do agente a persistência com recidivas.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui o início súbito ou gradual de eritema, edema, e prurido intenso na área de contato. Lesões podem progredir para vesículas, bolhas, exsudação e formação de crostas. Em formas crônicas, observa-se espessamento da pele, liquenificação e fissuras. A localização é tipicamente assimétrica e relacionada à exposição, como mãos, face ou membros. Sintomas sistêmicos são raros, mas o desconforto local pode ser incapacitante.

Complicações possíveis

Infecção secundária

Sobreinfecção bacteriana ou fúngica devido à barreira cutânea comprometida.

Liquenificação

Espessamento crônico da pele com aumento das marcas superficiais devido ao coçar persistente.

Hiperpigmentação pós-inflamatória

Escurecimento da pele após a resolução da inflamação.

Impacto psicossocial

Ansiedade, depressão ou prejuízo na qualidade de vida relacionado ao prurido e aparência.

Epidemiologia

A dermatite de contato é comum, com prevalência estimada em 15-20% da população geral, sendo a forma não especificada frequente em contextos ocupacionais. Afeta ambos os sexos e todas as idades, com picos em adultos expostos a irritantes no trabalho. Dados do SUS indicam alta incidência em serviços de dermatologia.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente bom com a identificação e evitação do agente causal, com resolução em dias a semanas. Casos crônicos ou com exposição contínua podem levar a recidivas e necessidade de tratamento prolongado. Fatores como adesão às medidas preventivas e comorbidades cutâneas influenciam a evolução.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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