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CID J10: Influenza devida a outro vírus da influenza [gripe] identificado
J100
Influenza com pneumonia devida a outro vírus da influenza [gripe] identificado
J101
Influenza com outras manifestações respiratórias, devida a outro vírus da influenza [gripe] identificado
J108
Influenza com outras manifestações, devida a outro vírus da influenza [gripe] identificado
Mais informações sobre o tema:
Definição
A influenza devida a vírus identificado é uma infecção respiratória aguda causada por vírus influenza tipados, como influenza A, B ou C, caracterizada por início súbito de febre, tosse, dor de garganta, mialgia e mal-estar geral. A doença é altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias ou contato direto, e pode evoluir para complicações graves, especialmente em grupos de risco como idosos, crianças, gestantes e indivíduos com comorbidades. A identificação do vírus permite a vigilância epidemiológica e a implementação de medidas de controle, incluindo o uso de antivirais específicos. Globalmente, a influenza causa surtos sazonais e pandemias, com significativo impacto na morbimortalidade e custos de saúde.
Descrição clínica
A influenza apresenta-se classicamente com início abrupto de febre alta (geralmente acima de 38°C), calafrios, cefaleia, mialgia intensa, artralgia, astenia, tosse seca ou produtiva, dor de garganta e coriza. Em casos não complicados, os sintomas persistem por 3 a 7 dias, com a tosse podendo durar até duas semanas. A doença pode ser assintomática ou leve em alguns indivíduos, mas em grupos vulneráveis, pode progredir para pneumonia viral primária ou bacteriana secundária, descompensação de doenças crônicas e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). A apresentação clínica varia com a idade e o estado imunitário, sendo mais grave em lactentes e idosos.
Quadro clínico
O quadro clínico típico inclui febre de início súbito, calafrios, cefaleia, mialgia (especialmente em costas e pernas), artralgia, fadiga, tosse (inicialmente não produtiva, podendo evoluir para produtiva), dor de garganta, coriza e congestão nasal. Sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e diarreia são mais comuns em crianças. Em formas graves, observa-se dispneia, taquipneia, hipoxemia, alterações do estado mental e sinais de pneumonia. A evolução para complicações é mais frequente em indivíduos com doenças cardiopulmonares crônicas, imunossupressão ou idade extrema.
Complicações possíveis
Pneumonia viral primária
Infecção pulmonar direta pelo vírus influenza, levando a infiltrados difusos, hipoxemia e insuficiência respiratória.
Pneumonia bacteriana secundária
Superinfecção por bactérias como Staphylococcus aureus ou Streptococcus pneumoniae, comum após a fase aguda da influenza.
Exacerbação de doenças crônicas
Descompensação de asma, DPOC, insuficiência cardíaca ou diabetes, devido ao estresse inflamatório e metabólico.
Miocardite e pericardite
Inflamação do miocárdio ou pericárdio, podendo resultar em arritmias, insuficiência cardíaca ou morte súbita.
Encefalite e mielite
Complicação neurológica rara, com confusão, convulsões ou déficits focais, associada a resposta imune ou invasão viral direta.
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A influenza ocorre globalmente, com surtos sazonais anuais no inverno em climas temperados e padrão menos definido em regiões tropicais. Estima-se que cause 3-5 milhões de casos graves e 290.000 a 650.000 mortes anualmente no mundo. No Brasil, a vigilância sentinela identifica picos entre abril e julho. Os vírus influenza A (H1N1 e H3N2) e B são os mais circulantes, com pandemias ocasionais devido a novas cepas. Grupos de maior risco incluem crianças <5 anos, idosos ≥65 anos, gestantes e indivíduos com condições crônicas.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente bom em indivíduos saudáveis, com resolução espontânea em 1-2 semanas. No entanto, a mortalidade é elevada em grupos de risco, como idosos, lactentes, gestantes e portadores de comorbidades, com taxas que variam conforme a virulência da cepa e a cobertura vacinal. Complicações como pneumonia e insuficiência respiratória aumentam significativamente a morbimortalidade. O início precoce de antivirais (dentro 48 horas do início dos sintomas) pode reduzir a duração da doença e o risco de complicações.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e laboratoriais. Critérios clínicos incluem início agudo de febre ≥38°C e tosse, na ausência de outro diagnóstico, durante períodos de atividade influenza. A confirmação laboratorial é essencial para vigilância e inclui detecção de antígenos virais por teste rápido de influenza, isolamento viral em cultura, detecção de RNA por RT-PCR (padrão-ouro) ou sorologia pareada mostrando aumento de quatro vezes nos títulos de anticorpos. Em surtos, a definição de caso da OMS ou do Ministério da Saúde pode ser aplicada, priorizando a confirmação em grupos de risco.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Resfriado comum
Infecção viral leve do trato respiratório superior, geralmente causada por rinovírus, com sintomas como coriza, espirros e congestão nasal, mas sem febre alta ou mialgia proeminente.
UpToDate: 'The common cold in adults'.
COVID-19
Infecção por SARS-CoV-2, que pode apresentar sintomas sobrepostos como febre, tosse e fadiga, mas com maior frequência de anosmia, ageusia e complicações trombóticas.
OMS: 'Clinical management of COVID-19'.
Pneumonia bacteriana
Infecção pulmonar bacteriana, frequentemente por Streptococcus pneumoniae, com início mais gradual, expectoração purulenta e consolidação à radiografia de tórax.
Diretrizes Brasileiras de Pneumonia Adquirida na Comunidade.
Síndrome respiratória aguda grave (SARS)
Doença viral causada por coronavírus, com febre, dispneia e infiltrados pulmonares, mas com maior letalidade e transmissibilidade em contextos epidêmicos.
CDC: 'Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS)'.
Mononucleose infecciosa
Infecção por vírus Epstein-Barr, caracterizada por febre, faringite, linfadenopatia e fadiga prolongada, com linfocitose atípica no hemograma.
UpToDate: 'Infectious mononucleosis'.
Exames recomendados
RT-PCR para influenza
Detecção de RNA viral em swab nasofaríngeo ou aspirado traqueal, com alta sensibilidade e especificidade para confirmação e tipagem viral.
Confirmação diagnóstica, vigilância epidemiológica e orientação terapêutica.
Teste rápido de antígeno
Detecção de antígenos virais em amostras respiratórias, fornece resultado em 15-30 minutos, mas com sensibilidade variável.
Triagem rápida em cenários clínicos, especialmente durante surtos.
Radiografia de tórax
Exame de imagem para avaliar infiltrados pulmonares, consolidações ou derrame pleural, indicando complicações como pneumonia.
Detecção de complicações pulmonares e diagnóstico diferencial.
Hemograma completo
Avaliação de leucócitos, que pode mostrar leucopenia ou linfocitose, auxiliando no diagnóstico diferencial com infecções bacterianas.
Avaliação de resposta inflamatória e exclusão de outras causas.
Gasometria arterial
Medição de pH, PaO2 e PaCO2 em pacientes com dispneia ou hipoxemia, para avaliar a gravidade da insuficiência respiratória.
Monitorização de oxigenação e suporte ventilatório.
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Lavagem frequente com água e sabão ou uso de álcool gel para reduzir a transmissão por contato.
Etiqueta respiratória
Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com lenço descartável ou braço.
Evitar aglomerações
Reduzir exposição em locais fechados durante períodos de alta circulação viral.
Quimioprofilaxia
Uso de antivirais como oseltamivir por 10 dias em contatos próximos de casos confirmados, especialmente em surtos.
Vigilância e notificação
A influenza é de notificação compulsória no Brasil para casos graves, óbitos e surtos, conforme Portaria MS nº 204/2016. A vigilância é baseada em unidades sentinelas que monitoram síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com coleta de amostras para confirmação laboratorial. A notificação deve ser feita ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), e em situações de pandemia, medidas adicionais como isolamento e quarentena podem ser implementadas. A OMS coordena a vigilância global através da rede FluNet.
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O período de incubação é tipicamente de 1 a 4 dias, com média de 2 dias, variando conforme a cepa viral e o estado imunitário do hospedeiro.
Não, a influenza é uma infecção viral, e antibióticos são ineficazes contra vírus. Eles só são indicados se houver suspeita de superinfecção bacteriana, como pneumonia secundária.
A vacinação é recomendada para todos a partir de 6 meses de idade, com prioridade para grupos de risco: idosos ≥65 anos, crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, profissionais de saúde e portadores de doenças crônicas.
Os adultos são contagiosos desde 1 dia antes do início dos sintomas até 5-7 dias após o início; crianças e imunocomprometidos podem transmitir por períodos mais longos.
Oseltamivir é geralmente bem tolerado; contraindicações incluem hipersensibilidade conhecida ao fármaco. Em pacientes com insuficiência renal, o ajuste de dose é necessário, mas não há contraindicação absoluta.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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