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CID H68: Salpingite e obstrução da trompa de Eustáquio

H680
Salpingite da trompa de Eustáquio
H681
Obstrução da trompa de Eustáquio

Mais informações sobre o tema:

Definição

Os transtornos da tuba auditiva referem-se a um grupo de condições que afetam a função da tuba auditiva (trompa de Eustáquio), uma estrutura anatômica que conecta a nasofaringe à orelha média. A tuba auditiva é essencial para a equalização da pressão entre a orelha média e o ambiente externo, drenagem de secreções e proteção contra infecções ascendentes. Disfunções nessa estrutura podem resultar em alterações de pressão, acúmulo de líquido e predisposição a otites médias, impactando a audição e o equilíbrio. Esses transtornos são comuns na prática clínica, especialmente em crianças devido a fatores anatômicos e imunológicos, e podem ser agudos ou crônicos, com implicações significativas na qualidade de vida e no desenvolvimento da fala em populações pediátricas. A epidemiologia mostra uma alta prevalência em regiões com altas taxas de infecções respiratórias, e a compreensão da fisiopatologia é crucial para o manejo adequado.

Descrição clínica

Os transtornos da tuba auditiva manifestam-se clinicamente por sintomas como plenitude auricular, autofonia (percepção aumentada da própria voz), hipoacusia condutiva, zumbido e otalgia. Em casos de disfunção persistente, pode haver desenvolvimento de efusão na orelha média, caracterizando otite média com efusão. A obstrução da tuba pode ser funcional ou anatômica, com agravamento durante resfriados, alergias ou mudanças de altitude. Exame otoscópico frequentemente revela membrana timpânica retraída, com possível presença de nível hidroaéreo ou bolhas de ar na orelha média. A timpanometria é um exame chave, mostrando curvas tipo B ou C, indicando efusão ou pressão negativa, respectivamente.

Quadro clínico

O quadro clínico varia de agudo a crônico. Sintomas agudos incluem sensação de ouvido entupido, dor leve a moderada, zumbido e diminuição da audição, frequentemente associados a infecções respiratórias. Na forma crônica (como na otite média com efusão), a hipoacusia é o sintoma predominante, podendo ser intermitente ou persistente, com queixas de dificuldade de escuta em ambientes ruidosos. Crianças podem apresentar atraso no desenvolvimento da fala ou problemas de comportamento devido à perda auditiva. Sinais otoscópicos comuns são retração da membrana timpânica, perda do cone luminoso, mobilidade reduzida e, em alguns casos, efusão visível. Não há febre ou sinais sistêmicos, a menos que haja superinfecção.

Complicações possíveis

Otite média com efusão crônica

Acúmulo persistente de líquido na orelha média, levando a hipoacusia significativa e possível atraso no desenvolvimento da fala em crianças.

Otite média aguda recorrente

Episódios repetidos de infecção da orelha média devido à disfunção tubária que facilita a ascensão de patógenos.

Perfuração timpânica

Rara, mas pode ocorrer em casos de pressão negativa extrema ou infecções superpostas.

Colesteatoma

Formação de pele na orelha média devido a retração crônica da membrana timpânica, podendo causar erosão óssea e complicações graves.

Epidemiologia

Os transtornos da tuba auditiva são altamente prevalentes, especialmente em crianças menores de 6 anos, com estimativas de que até 80% das crianças experimentem pelo menos um episódio de otite média com efusão até os 10 anos. Fatores de risco incluem idade pediátrica, história familiar, exposição à fumaça de tabaco, atendimento em creches, e condições como rinite alérgica ou síndromes craniofaciais. A incidência é maior em países em desenvolvimento devido a altas taxas de infecções respiratórias. Em adultos, é menos comum, mas associado a alergias, obesidade e alterações anatômicas.

Prognóstico

O prognóstico geralmente é bom, com muitos casos resolvendo espontaneamente, especialmente em crianças à medida que a tuba auditiva amadurece. Em adultos, a resolução depende da causa subjacente; disfunções relacionadas a infecções agudas tendem a melhorar com o tratamento da causa, enquanto formas crônicas podem persistir e requerer intervenções como ventilação tubular ou cirurgia. Complicações como otite média crônica ou colesteatoma podem piorar o prognóstico, necessitando manejo prolongado. O acompanhamento regular é essencial para prevenir sequelas auditivas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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