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CID H66: Otite média supurativa e as não especificadas

H660
Otite média aguda supurativa
H661
Otite média tubotimpânica supurativa crônica
H662
Otite média ático-antral supurativa crônica
H663
Outras otites médias supurativas crônicas
H664
Otite média supurativa não especificada
H669
Otite média não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A otite média supurativa e não especificada refere-se a um processo inflamatório agudo ou crônico da orelha média, caracterizado pela presença de secreção purulenta ou mucopurulenta, frequentemente associada a infecções bacterianas. Esta condição envolve a inflamação da mucosa da cavidade timpânica, podendo resultar em efusão e supuração, com impacto significativo na audição e qualidade de vida. A fisiopatologia está ligada à disfunção da tuba auditiva, que favorece a colonização por patógenos como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. Epidemiologicamente, é comum em crianças, com pico de incidência nos primeiros anos de vida, e representa uma das principais causas de consulta médica em atenção primária, com implicações para saúde pública devido a possíveis complicações como perfuração timpânica e mastoidite.

Descrição clínica

A otite média supurativa e não especificada manifesta-se clinicamente com otalgia, otorreia purulenta, hipoacusia condutiva e, em casos agudos, febre e mal-estar. A otoscopia pode revelar abaulamento ou perfuração da membrana timpânica, com secreção no conduto auditivo externo. Em formas crônicas, a otorreia pode ser persistente ou recorrente, associada a alterações timpânicas como retração ou miringosclerose. A condição pode ser unilateral ou bilateral, e a gravidade varia de episódios autolimitados a infecções complicadas que exigem intervenção cirúrgica.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui otalgia intensa, otorreia purulenta ou sanguinolenta, hipoacusia, zumbido e, em crianças, irritabilidade e puxar a orelha. Sinais sistêmicos como febre, cefaleia e mal-estar podem estar presentes. Na otoscopia, observa-se membrana timpânica hiperêmica, abaulada ou perfurada, com secreção no meato acústico externo. Em episódios recorrentes ou crônicos, pode haver história de otite média prévia, com secreção persistente e perda auditiva progressiva.

Complicações possíveis

Perfuração timpânica

Ruptura da membrana timpânica devido à pressão ou infecção, podendo levar à otorreia crônica e hipoacusia.

Mastoidite

Extensão da infecção para a apófise mastoide, com risco de abscesso e necessitando intervenção cirúrgica.

Labirintite

Inflamação do labirinto vestibular, causando vertigem, náuseas e perda auditiva sensorioneural.

Abscesso intracraniano

Complicação rara com formação de abscesso cerebral ou epidural, associada a alta morbimortalidade.

Hipoacusia permanente

Perda auditiva condutiva ou mista devido a danos ossiculares ou fibrose da orelha média.

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Epidemiologia

A otite média supurativa é uma das infecções mais comuns na infância, com pico de incidência entre 6 meses e 2 anos de idade. Estima-se que até 80% das crianças tenham pelo menos um episódio até os 3 anos. A prevalência é maior em populações com baixo nível socioeconômico, exposição à fumaça de tabaco e em creches. Globalmente, contribui significativamente para custos em saúde e absenteísmo escolar.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, com resolução em 7-10 dias na maioria dos casos agudos. Em formas crônicas ou recorrentes, pode haver sequelas como hipoacusia persistente ou perfuração timpânica. Fatores de pior prognóstico incluem atraso no tratamento, comorbidades e resistência antimicrobiana. A monitorização audiológica é essencial para prevenir deficiências a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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