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CID I42: Cardiomiopatias

I420
Cardiomiopatia dilatada
I421
Cardiomiopatia obstrutiva hipertrófica
I422
Outras cardiomiopatias hipertróficas
I423
Doença endomiocárdica (eosinofílica)
I424
Fibroelastose endocárdica
I425
Outras cardiomiopatias restritivas
I426
Cardiomiopatia alcoólica
I427
Cardiomiopatia devida a drogas e outros agentes externos
I428
Outras cardiomiopatias
I429
Cardiomiopatia não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

Cardiomiopatia é um grupo de doenças do miocárdio caracterizadas por anormalidades estruturais e funcionais, na ausência de doença arterial coronariana, hipertensão, valvulopatia ou cardiopatia congênita que justifiquem o comprometimento miocárdico observado. Engloba diversas formas, como cardiomiopatia dilatada, hipertrófica, restritiva e arritmogênica do ventrículo direito, cada uma com características patológicas e fisiopatológicas distintas. A cardiomiopatia pode resultar em disfunção sistólica, diastólica ou ambas, levando a insuficiência cardíaca, arritmias e aumento do risco de morte súbita. Sua etiologia é variada, incluindo fatores genéticos, infecciosos, tóxicos e idiopáticos, com impacto significativo na morbimortalidade cardiovascular global.

Descrição clínica

A cardiomiopatia manifesta-se clinicamente por sintomas de insuficiência cardíaca, como dispneia, fadiga, ortopneia, edema de membros inferiores e intolerância ao exercício. Podem ocorrer palpitações, síncope ou morte súbita devido a arritmias ventriculares. Ao exame físico, observam-se sinais de congestão venosa (ingurgitamento jugular, hepatomegalia), terceira bulha (B3) ou quarta bulha (B4), sopros cardíacos (especialmente na forma hipertrófica) e edema periférico. A progressão é variável, podendo ser insidiosa ou rápida, dependendo do tipo e causa subjacente.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme o tipo: na dilatada, predominam sintomas de insuficiência cardíaca de baixo débito (dispneia, fadiga); na hipertrófica, angina, síncope e dispneia, com possível morte súbita; na restritiva, sinais de insuficiência cardíaca direita (edema, ascite); e na arritmogênica, palpitações e síncope. Exacerbações podem ocorrer por fatores desencadeantes como infecções, anemia ou arritmias.

Complicações possíveis

Insuficiência cardíaca congestiva

Progressão da disfunção ventricular levando a sintomas debilitantes e hospitalizações recorrentes.

Arritmias ventriculares

Taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular, com risco aumentado de morte súbita.

Embolia sistêmica

Formação de trombos intracardíacos, especialmente em cardiomiopatia dilatada, podendo causar acidente vascular encefálico ou embolia periférica.

Morte súbita cardíaca

Evento fatal devido a arritmia maligna, particularmente em cardiomiopatia hipertrófica ou arritmogênica.

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Epidemiologia

A cardiomiopatia tem prevalência global estimada em 1-2% da população, sendo a cardiomiopatia dilatada a forma mais comum (cerca de 60% dos casos). A incidência anual de cardiomiopatia dilatada é de 5-8/100.000 pessoas, e da hipertrófica, 1/500 indivíduos. É mais frequente em homens e em certos grupos étnicos (ex.: maior prevalência de cardiomiopatia hipertrófica em afrodescendentes). Fatores de risco incluem história familiar, infecções virais, exposição a toxinas e condições metabólicas.

Prognóstico

O prognóstico varia conforme o tipo, etiologia e resposta ao tratamento. Na cardiomiopatia dilatada, a sobrevida em 5 anos é de aproximadamente 50% sem terapia otimizada, melhorando com medicamentos e dispositivos. Na hipertrófica, a mortalidade anual é de 1-2%, com morte súbita como principal causa. Fatores de mau prognóstico incluem FEVE reduzida, classe funcional avançada (NYHA III-IV), arritmias complexas e comorbidades. Intervenções como terapia farmacológica, cardiodesfibrilador implantável e transplante cardíaco podem modificar favoravelmente o curso.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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