Redação Sanar
CID D23: Outras neoplasias benignas da pele
D230
Neoplasia benigna da pele dos lábios
D231
Neoplasia benigna da pele da pálpebra, incluindo o canto
D232
Neoplasia benigna da pele da orelha e do conduto auditivo externo
D233
Neoplasia benigna da pele de outras partes e de partes não especificadas da face
D234
Neoplasia benigna da pele do couro cabeludo e do pescoço
D235
Neoplasia benigna da pele do tronco
D236
Neoplasia benigna da pele dos membros superiores, incluindo o ombro
D237
Neoplasia benigna da pele dos membros inferiores, incluindo o quadril
D239
Neoplasia benigna da pele, não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria D23 da CID-10 refere-se a neoplasias benignas da pele que não se enquadram em classificações específicas como nevos melanocíticos ou tumores de anexos cutâneos. Neoplasias benignas são crescimentos celulares anormais que não invadem tecidos adjacentes nem metastatizam, sendo geralmente de crescimento lento e com baixo potencial de malignização. Inclui uma variedade de lesões, como dermatofibromas, angiomas, lipomas cutâneos, e tumores benignos de células de Merkel, entre outros. Essas condições são comuns na prática clínica dermatológica e, embora benignas, podem causar preocupação estética, desconforto local ou exigir diagnóstico diferencial com neoplasias malignas. A epidemiologia é ampla, com incidência variável conforme o tipo histológico, idade e fatores de risco, como exposição solar e genética.
Descrição clínica
As neoplasias benignas da pele classificadas em D23 apresentam-se como nódulos, pápulas ou placas bem circunscritas, de crescimento lento, geralmente assintomáticas, mas podendo causar prurido, dor ou sangramento em casos de trauma. A coloração varia conforme o tipo histológico: dermatofibromas são frequentemente acastanhados e firmes, angiomas são vermelhos ou azulados, e lipomas são amolecidos e móveis. A superfície pode ser lisa, verrucosa ou ulcerada, dependendo da lesão. A localização é predominante em áreas expostas ao sol, como face, tronco e membros, mas pode ocorrer em qualquer região cutânea. O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico e confirmação histopatológica, sendo essencial para excluir malignidade.
Quadro clínico
O quadro clínico é variável conforme o tipo de neoplasia: dermatofibromas apresentam-se como nódulos firmes, acastanhados, com sinal do "dimple" (retração ao pinçamento); angiomas como máculas ou nódulos vermelhos que branqueiam à vitropressão; lipomas como massas subcutâneas moles, indolores e móveis. Lesões como tumor de células de Merkel benigno podem simular carcinomas. Sintomas como dor, prurido ou ulceração são incomuns, mas podem ocorrer em lesões grandes ou sujeitas a trauma. O crescimento é tipicamente lento, ao longo de meses a anos, e a maioria das lesões é estável. Pacientes podem buscar avaliação por motivos estéticos ou preocupação com malignidade, exigindo exame dermatológico minucioso.
Complicações possíveis
Sangramento ou ulceração
Pode ocorrer em lesões sujeitas a trauma, levando a desconforto e risco de infecção secundária.
Alteração cosmética
Lesões visíveis podem causar impacto psicossocial, afetando a qualidade de vida do paciente.
Diagnóstico errôneo
Risco de confusão com neoplasias malignas, resultando em atraso no tratamento ou procedimentos desnecessários.
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Epidemiologia
Neoplasias benignas da pele são extremamente comuns, com prevalência estimada em até 30% da população geral, variando conforme idade, tipo histológico e fatores étnicos. Dermatofibromas e lipomas são frequentes em adultos jovens e de meia-idade, com predileção por mulheres para dermatofibromas. A incidência aumenta com a exposição solar e em indivíduos com história familiar. Dados do INCA e globais mostram que lesões benignas representam a maioria das consultas dermatológicas, com impacto significativo nos sistemas de saúde devido à necessidade de diagnóstico diferencial com câncer de pele.
Prognóstico
O prognóstico das neoplasias benignas da pele é geralmente excelente, com baixo risco de malignização. A maioria das lesões é estável ou de crescimento muito lento, e a excisão cirúrgica é curativa. Raramente, algumas lesões podem recorrer localmente se não completamente removidas, mas não há risco de metástase. A vigilância periódica é recomendada para lesões atípicas ou em pacientes com múltiplas neoplasias, devido ao potencial, embora raro, de transformação maligna em certos contextos, como em síndromes genéticas.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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