O CID é a base para registros clínicos, laudos e faturamento. Nosso sistema facilita a busca rápida e precisa do código certo, com sinônimos e filtros médicos atualizados.
Escolher o CID correto evita glosas e retrabalho. Com a nossa ferramenta, você encontra o código ideal em segundos, direto pela descrição clínica — sem abrir PDF ou manual extenso.
Use nosso buscador inteligente para encontrar o CID mais adequado com base no termo clínico, especialidade ou condição do paciente. Tudo validado com a CID-10 da OMS e atualizações nacionais.
CID D04: Carcinoma in situ da pele
D040
Carcinoma in situ da pele do lábio
D041
Carcinoma in situ da pele da pálpebra, incluindo o canto
D042
Carcinoma in situ da pele da orelha e do conduto auditivo externo
D043
Carcinoma in situ da pele de outras partes e de partes não especificadas da face
D044
Carcinoma in situ da pele do couro cabeludo e do pescoço
D045
Carcinoma in situ da pele do tronco
D046
Carcinoma in situ da pele dos membros superiores, incluindo ombro
D047
Carcinoma in situ da pele dos membros inferiores, incluindo quadril
D048
Carcinoma in situ da pele de outras localizações
D049
Carcinoma in situ da pele, não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
O carcinoma in situ da pele é uma neoplasia intraepitelial maligna caracterizada pela proliferação atípica de queratinócitos confinada à epiderme, sem invasão da membrana basal. Representa um estágio pré-invasivo do carcinoma espinocelular (CEC) ou, menos comumente, do carcinoma basocelular (CBC), onde as células neoplásicas exibem atipia citológica, perda da maturação normal e potencial para progressão a carcinoma invasivo se não tratado. A fisiopatologia envolve dano cumulativo ao DNA das células epidérmicas, frequentemente induzido por exposição à radiação ultravioleta (UV), levando a mutações em genes supressores de tumor como TP53. Epidemiologicamente, é mais prevalente em indivíduos de pele clara, idosos e com história de exposição solar crônica, sendo um marcador de risco aumentado para câncer de pele invasivo. O impacto clínico reside na necessidade de diagnóstico precoce e tratamento para prevenir complicações e mortalidade associadas à progressão da doença.
Descrição clínica
O carcinoma in situ da pele manifesta-se clinicamente como lesões cutâneas bem demarcadas, frequentemente assintomáticas, que podem variar em aparência: placas eritematosas, descamativas ou crostosas; lesões verrucosas ou papilomatosas; ou áreas de eritroplasia com bordas irregulares. Comum em áreas fotoexpostas como face, couro cabeludo, orelhas, pescoço e dorso das mãos. A evolução é lenta, com crescimento progressivo ao longo de meses a anos, e pode ser associada a queimadura solar prévia ou immunosupressão.
Quadro clínico
Lesões cutâneas únicas ou múltiplas, tipicamente como placas eritematosas, descamativas, com crostas ou de aspecto verrucoso; podem ser assintomáticas ou associadas a prurido leve, sangramento ao trauma ou ulceração superficial. Localizações comuns: face, lábios, orelhas, couro cabeludo, pescoço e membros superiores. Em imunossuprimidos, pode apresentar curso mais agressivo e múltiplas lesões.
Complicações possíveis
Progressão para carcinoma invasivo
Evolução para carcinoma espinocelular ou basocelular invasivo com potencial para metástase e aumento da morbimortalidade.
Recidiva local
Ressurgimento da lesão no mesmo sítio após tratamento inadequado, exigindo reintervenção.
Desfiguração cosmética
Sequela de tratamentos cirúrgicos ou crioterapia, especialmente em áreas visíveis como face.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Mais comum em idosos (pico na 6ª-8ª décadas), indivíduos de pele clara (fototipos I-III) e com história de exposição solar crônica. Prevalência aumenta com a latitude e altitude, sendo frequente em regiões tropicais. Incidência anual estimada em 10-20 casos por 100.000 habitantes em populações caucasianas. Homens são mais afetados que mulheres.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente excelente com tratamento adequado, com taxas de cura superiores a 95%. Sem tratamento, há risco de progressão para carcinoma invasivo em 3-5% dos casos em 1 ano, dependendo de fatores como immunosupressão e localização. O seguimento regular é recomendado devido ao risco de novas lesões em indivíduos de risco.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é estabelecido pela combinação de achados clínicos sugestivos e confirmação histopatológica através de biópsia cutânea, que demonstra atipia citológica, perda da maturação epidermal e confinamento das células neoplásicas à epiderme sem invasão da membrana basal. Critérios incluem: lesão persistente e progressiva em área fotoexposta, histologia compatível com carcinoma in situ (e.g., doença de Bowen para CEC in situ), e exclusão de neoplasias invasivas.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Queratose actínica
Lesão pré-maligna com atipia queratinocítica confinada às camadas basais da epiderme, sem envolvimento total da espessura epidermal, diferindo do carcinoma in situ pela menor atipia e risco de progressão.
Rigel DS, et al. Actinic keratosis: A patient perspective. J Am Acad Dermatol. 2017.
Carcinoma espinocelular invasivo
Neoplasia maligna com invasão além da membrana basal para a derme, distinguível pela histologia que mostra infiltração do estroma.
Alam M, Ratner D. Cutaneous squamous-cell carcinoma. N Engl J Med. 2001.
Ceratoacantoma
Neoplasia de crescimento rápido com histologia semelhante ao CEC, mas frequentemente regride espontaneamente; pode ser diferenciado pela evolução clínica e características histológicas.
Schwartz RA. Keratoacanthoma: A clinico-pathologic enigma. Dermatol Surg. 2004.
Psoríase
Doença inflamatória crônica com placas eritemato-descamativas, sem atipia celular, diferenciada pela histologia que mostra acantose regular e infiltrado inflamatório.
Griffiths CEM, et al. Psoriasis. Lancet. 2021.
Dermatite de contato
Reação inflamatória aguda ou crônica a alérgenos ou irritantes, com eczema e sem características neoplásicas, distinguível pela história e teste de contato.
Usatine RP, Riojas M. Diagnosis and management of contact dermatitis. Am Fam Physician. 2010.
Exames recomendados
Biópsia cutânea
Procedimento de escolha para confirmação diagnóstica, preferencialmente biópsia excisional ou punch para avaliação histológica completa da epiderme e derme.
Confirmar o diagnóstico de carcinoma in situ e excluir invasão.
Dermatoscopia
Exame não invasivo com dermatoscópio para avaliação de padrões vasculares e estruturas, auxiliando na diferenciação de lesões benignas e malignas.
Triagem e caracterização inicial de lesões suspeitas.
Histopatologia
Análise microscópica do tecido biopsiado, demonstrando atipia queratinocítica, perda de maturação e confinamento à epiderme.
Estabelecer o diagnóstico definitivo e graduação histológica.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Limitar atividades ao ar livre entre 10h e 16h, usar chapéus, óculos escuros e roupas de proteção.
Uso regular de filtro solar
Aplicar filtro solar de amplo espectro (UVA/UVB) com FPS ≥30 em todas as áreas expostas, reaplicando a cada 2 horas.
Autoexame da pele
Inspeção mensal da pele para detecção precoce de novas lesões ou mudanças em lesões existentes.
Consultas dermatológicas regulares
Exames anuais ou semestrais em indivíduos de alto risco, como imunossuprimidos ou com história prévia de câncer de pele.
Vigilância e notificação
Não é de notificação compulsória no Brasil, mas recomenda-se registro em sistemas de saúde para monitoramento de câncer. Vigilância ativa em grupos de risco (e.g., imunossuprimidos) com exames dermatológicos anuais. Programas de rastreamento em populações expostas ao sol são incentivados.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Sim, é considerado uma neoplasia maligna em estágio inicial, confinada à epiderme sem invasão, mas com potencial para progressão se não tratado.
Depende da localização e características da lesão; opções incluem excisão cirúrgica, curetagem com eletrodissecção ou crioterapia, com taxas de cura elevadas.
Não, por definição não há metástase, pois as células neoplásicas não invadem a membrana basal; no entanto, a progressão para carcinoma invasivo pode levar a metástase.
Recomenda-se consultas dermatológicas a cada 6-12 meses para monitoramento de recidivas e novas lesões, especialmente em pacientes de alto risco.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...