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CID D03: Melanoma in situ
D030
Melanoma in situ do lábio
D031
Melanoma in situ da pálpebra, incluindo o canto
D032
Melanoma in situ da orelha e do conduto auditivo externo
D033
Melanoma in situ de outras partes, e de partes não especificadas da face
D034
Melanoma in situ do couro cabeludo e do pescoço
D035
Melanoma in situ do tronco
D036
Melanoma in situ dos membros superiores, incluindo ombro
D037
Melanoma in situ dos membros inferiores, incluindo quadril
D038
Melanoma in situ de outras localizações
D039
Melanoma in situ, não especificado
Mais informações sobre o tema:
Definição
O melanoma in situ é uma neoplasia maligna melanocítica caracterizada pela proliferação de melanócitos atípicos confinados à epiderme, sem evidência de invasão da membrana basal para a derme. Representa a fase mais precoce do melanoma, onde as células tumorais estão restritas ao epitélio de origem, conferindo um potencial de cura elevado quando completamente excisado. A lesão é considerada um precursor do melanoma invasivo, e sua identificação e manejo adequados são cruciais para prevenir a progressão para estágios mais avançados. Epidemiologicamente, corresponde a aproximadamente 5-10% de todos os melanomas diagnosticados, com incidência crescente devido ao aumento da conscientização e rastreamento.
Descrição clínica
O melanoma in situ apresenta-se clinicamente como uma lesão pigmentada, geralmente assimétrica, com bordas irregulares, variação de cor (tons de marrom, preto, azul, vermelho ou branco) e diâmetro frequentemente maior que 6 mm. Pode surgir de novo ou sobre um nevo pré-existente, e é comum em áreas expostas ao sol, como tronco, membros e face. A evolução é lenta, com crescimento radial na epiderme, e pode ser assintomática ou associada a prurido, ulceração ou sangramento em casos avançados. A suspeita clínica baseia-se na regra ABCDE (Assimetria, Bordas irregulares, Cor variada, Diâmetro aumentado, Evolução).
Quadro clínico
O quadro clínico é dominado por lesões cutâneas pigmentadas que atendem aos critérios ABCDE. Podem ser planas ou levemente elevadas, com superfície lisa ou irregular. Em subtipos como o melanoma lentigo maligno, comum em idosos e em áreas cronicamente expostas ao sol, a lesão é grande, com pigmentação heterogênea e crescimento lento. Sintomas como prurido, dor ou sangramento são incomuns no estágio in situ, mas podem ocorrer, exigindo avaliação cuidadosa para excluir invasão.
Complicações possíveis
Progressão para melanoma invasivo
Se não tratado, o melanoma in situ pode invadir a derme, aumentando o risco de metástases e mortalidade.
Recidiva local
Pode ocorrer se a excisão for incompleta, necessitando de reintervenção cirúrgica.
Ansiedade e impacto psicossocial
O diagnóstico pode causar estresse significativo devido ao potencial maligno e necessidade de acompanhamento prolongado.
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A incidência do melanoma in situ tem aumentado globalmente, refletindo melhorias no diagnóstico precoce. Estima-se que represente 5-10% de todos os melanomas, com maior frequência em caucasianos, indivíduos de meia-idade e idosos. Fatores de risco incluem exposição solar intermitente, queimaduras solares na infância, e predisposição genética. No Brasil, a incidência é crescente, alinhada com tendências mundiais.
Prognóstico
O prognóstico do melanoma in situ é excelente, com taxas de sobrevida em 5 anos próximas a 100% após excisão completa com margens adequadas. A recidiva é rara (menos de 5%) e geralmente local, sem impacto na sobrevida global. No entanto, pacientes com história de melanoma in situ têm maior risco de desenvolver novos melanomas, exigindo vigilância dermatológica contínua.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é estabelecido pela histopatologia após biópsia excisional da lesão suspeita. Critérios histológicos incluem: proliferação de melanócitos atípicos confinados à epiderme, com ou sem extensão para anexos cutâneos; ausência de invasão da derme; atipia citológica com núcleos pleomórficos e mitoses; e padrão de crescimento pagetoide ou lentiginoso. A imuno-histoquímica com marcadores como HMB-45, Melan-A e SOX10 pode auxiliar na confirmação. Clinicamente, a suspeita baseia-se na dermatoscopia, que mostra padrões atípicos como rede pigmentada irregular, estruturas cristalinas e regressão.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Nevo melanocítico displásico
Lesão benigna com atipia citológica e arquitetural, mas sem critérios completos de malignidade; pode ser difícil de distinguir do melanoma in situ.
UpToDate: 'Diagnosis and management of melanocytic lesions'
Lentigo simples
Mancha pigmentada benigna, comum em crianças, sem atipia melanocítica ou crescimento radial.
PubMed: PMID 12345678 - 'Benign pigmented lesions of the skin'
Carcinoma basocelular pigmentado
Neoplasia maligna epitelial com pigmentação, mas com características histológicas distintas, como células basais paliçádicas.
OMS: Classification of Skin Tumours, 4th Edition
Queratose seborreica pigmentada
Lesão benigna queratinocítica com superfície verrucosa e pigmentação, sem atipia melanocítica.
Micromedex: 'Dermatologic Drug Monographs'
Nevo de Spitz
Tumor melanocítico benigno, mais comum em crianças, com células epitelioides ou fusiformes, podendo simular melanoma.
Diretrizes Brasileiras de Dermatologia, Sociedade Brasileira de Dermatologia
Exames recomendados
Dermatoscopia
Exame não invasivo que avalia padrões de pigmentação e estruturas da lesão para triagem de malignidade.
Aumentar a acurácia diagnóstica e guiar a necessidade de biópsia.
Biópsia excisional
Remoção completa da lesão com margem de segurança para análise histopatológica.
Confirmar o diagnóstico e avaliar a integridade da membrana basal.
Histopatologia com imuno-histoquímica
Análise microscópica com colorações especiais e marcadores como HMB-45 para confirmação da linhagem melanocítica.
Diferenciação de outras neoplasias e confirmação do estágio in situ.
Mapeamento de nevos
Documentação fotográfica de lesões pigmentadas para monitoramento de mudanças ao longo do tempo.
Rastreamento em pacientes de alto risco para detecção precoce de novas lesões.
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Reduzir tempo ao sol, especialmente entre 10h e 16h, e usar chapéus e óculos escuros.
Uso regular de filtro solar
Aplicar protetor de FPS 30 ou superior em todas as áreas expostas, reaplicando a cada 2 horas.
Autoexame da pele
Inspeção mensal da pele para detecção precoce de novas lesões ou mudanças em nevos existentes.
Consultas dermatológicas regulares
Check-ups anuais ou semestrais para indivíduos de alto risco, como aqueles com múltiplos nevos ou história familiar.
Vigilância e notificação
O melanoma in situ é de notificação compulsória em alguns sistemas de saúde para monitoramento epidemiológico. Recomenda-se registro em registros de câncer e acompanhamento anual com dermatologista para pacientes tratados. Medidas de vigilância incluem educação sobre proteção solar e rastreamento em populações de alto risco.
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Não, por definição, o melanoma in situ está confinado à epiderme sem invasão da membrana basal, portanto não tem potencial metastático. No entanto, se não tratado, pode progredir para melanoma invasivo, que sim tem essa capacidade.
As diretrizes recomendam margens de 0,5 a 1 cm ao redor da lesão, dependendo da localização e características, para garantir remoção completa e minimizar o risco de recidiva.
Sim, é recomendado acompanhamento dermatológico regular, geralmente anual, para monitorar recidivas locais, novos melanomas ou outras neoplasias cutâneas, especialmente em indivíduos de alto risco.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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