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CID C67: Neoplasia maligna da bexiga

C670
Neoplasia maligna do trígono da bexiga
C671
Neoplasia maligna da cúpula da bexiga
C672
Neoplasia maligna da parede lateral da bexiga
C673
Neoplasia maligna da parede anterior da bexiga
C674
Neoplasia maligna da parede posterior da bexiga
C675
Neoplasia maligna do colo da bexiga
C676
Neoplasia maligna do orifício uretérico
C677
Neoplasia maligna do úraco
C678
Neoplasia maligna da bexiga com lesão invasiva
C679
Neoplasia maligna da bexiga, sem outra especificações

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia maligna da bexiga refere-se ao desenvolvimento de tumores cancerígenos originários do epitélio de transição (urotélio) que reveste a bexiga urinária. Esta condição é caracterizada pela proliferação celular descontrolada, frequentemente associada a fatores de risco como tabagismo, exposição ocupacional a aminas aromáticas e infecções crônicas. A fisiopatologia envolve mutações genéticas, como nas vias do TP53 e RB1, que levam à desregulação do ciclo celular e invasão tecidual. Epidemiologicamente, é um dos cânceres urológicos mais comuns, com maior incidência em homens idosos e significativo impacto na morbimortalidade, exigindo abordagem multidisciplinar para diagnóstico e tratamento.

Descrição clínica

A neoplasia maligna da bexiga manifesta-se clinicamente com hematúria macroscópica ou microscópica, que é o sintoma mais comum, podendo ser indolor ou associada a disúria, urgência miccional e frequência aumentada. Em estágios avançados, podem ocorrer dor pélvica, obstrução ureteral com hidronefrose e sintomas constitucionais como perda de peso e fadiga. A progressão da doença pode envolver invasão muscular da parede vesical e metástases para linfonodos regionais, pulmões, fígado e ossos, com implicações prognósticas significativas.

Quadro clínico

O quadro clínico da neoplasia maligna da bexiga é variável, dependendo do estágio e grau do tumor. Sintomas comuns incluem hematúria (presente em 80-90% dos casos), que pode ser intermitente e indolor, disúria, urgência miccional, frequência urinária aumentada e dor suprapúbica. Em casos avançados, observam-se massa pélvica palpável, edema de membros inferiores por compressão venosa, e sintomas de metástase como dor óssea ou dispneia. A apresentação pode ser aguda ou insidiosa, necessitando de avaliação urológica imediata para confirmação diagnóstica.

Complicações possíveis

Obstrução ureteral

Bloqueio do fluxo urinário levando a hidronefrose e insuficiência renal.

Metástases

Disseminação para órgãos distantes como pulmões, fígado e ossos, com piora do prognóstico.

Hemorragia vesical

Sangramento significativo da bexiga, podendo requerer intervenções como coagulação ou cirurgia.

Incontinência urinária

Perda do controle vesical devido a invasão tumoral ou efeitos do tratamento.

Infecções do trato urinário

Complicação frequente relacionada a obstrução ou instrumentação urológica.

Epidemiologia

A neoplasia maligna da bexiga é a nona neoplasia mais comum mundialmente, com incidência anual estimada em 10-20 casos por 100.000 habitantes. É mais prevalente em homens (razão 3:1 em relação às mulheres) e em idosos acima de 65 anos. Fatores geográficos e ocupacionais influenciam a distribuição, com maiores taxas em regiões industrializadas. No Brasil, representa cerca de 3% de todos os cânceres, com mortalidade significativa, destacando a importância de estratégias de prevenção e diagnóstico precoce.

Prognóstico

O prognóstico da neoplasia maligna da bexiga varia conforme o estágio, grau histológico e resposta ao tratamento. Tumores não invasivos (estágio Ta) têm taxa de sobrevida em 5 anos superior a 90%, enquanto lesões invasivas (estágio T2 ou superior) apresentam sobrevida reduzida, cerca de 50-60% em 5 anos. Fatores como idade, comorbidades e presença de variantes histológicas agressivas influenciam os desfechos. Recidivas são comuns, exigindo vigilância contínua, e o manejo multidisciplinar pode melhorar a qualidade de vida e sobrevida.

Perguntas Frequentes

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