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CID C08: Neoplasia maligna de outras glândulas salivares maiores e as não especificadas

C080
Neoplasia maligna da glândula submandibular
C081
Neoplasia maligna da glândula sublingual
C088
Neoplasia maligna das glândulas salivares maiores com lesão invasiva
C089
Neoplasia maligna da glândula salivar maior, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria C08 do CID-10 refere-se a neoplasias malignas de glândulas salivares maiores não especificadas ou de outras localizações além das principais (parótida, submandibular, sublingual). Inclui tumores malignos em glândulas salivares acessórias, como as presentes na mucosa oral, faringe ou seios paranasais, quando não classificadas em códigos mais específicos. Essas neoplasias são caracterizadas por crescimento celular descontrolado, com potencial para invasão local, metástase e significativa morbidade, representando um desafio diagnóstico e terapêutico devido à sua raridade e heterogeneidade histológica. A fisiopatologia envolve transformações genéticas e epigenéticas que levam à proliferação anormal de células epiteliais das glândulas salivares, com fatores de risco incluindo exposição à radiação ionizante, tabagismo e certas infecções virais. O impacto clínico varia conforme o tipo histológico, localização e estágio, podendo resultar em disfunção salivar, dor, paralisia facial ou obstrução das vias aéreas, exigindo abordagem multidisciplinar para manejo adequado. Epidemiologicamente, os tumores malignos de glândulas salivares representam menos de 5% de todas as neoplasias de cabeça e pescoço, com incidência anual global em torno de 0,4 a 2,6 casos por 100.000 habitantes. A distribuição é bimodal, com picos em adultos jovens e idosos, e há ligeiro predomínio no sexo masculino. A sobrevida é influenciada pelo subtipo histológico, sendo os carcinomas mucoepidermoides e adenoides císticos os mais comuns, com prognóstico variável de acordo com o grau de diferenciação e extensão da doença.

Descrição clínica

As neoplasias malignas das glândulas salivares maiores e não especificadas manifestam-se tipicamente como massas palpáveis, firmes e indolores em estágios iniciais, podendo evoluir para dor, ulceração, fixação a estruturas adjacentes e paralisia de nervos cranianos (como o facial). Sintomas adicionais incluem xerostomia, disfagia, otalgia referida e, em casos avançados, obstrução das vias aéreas ou metástases linfonodais. A apresentação clínica é inespecífica, mimetizando condições benignas, o que pode retardar o diagnóstico.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui massa palpável em região cervical ou oral, geralmente de crescimento lento, mas pode apresentar rápida progressão em tumores de alto grau. Sintomas como dor, parestesias, paralisia facial (devido ao envolvimento do nervo facial), trismo, disfonia e sangramento oral são sugestivos de malignidade. Em estágios avançados, podem ocorrer metástases à distância, com sintomas sistêmicos como perda de peso e fadiga.

Complicações possíveis

Paralisia facial

Resultante da invasão ou compressão do nervo facial, levando a assimetria facial e comprometimento funcional.

Obstrução das vias aéreas

Devido à extensão tumoral para faringe ou laringe, podendo causar dispneia e necessitar de intervenção urgente.

Metástases à distância

Disseminação hematogênica para pulmões, ossos ou fígado, associada a pior prognóstico e necessidade de terapia sistêmica.

Xerostomia severa

Perda da função salivar após tratamento, resultando em dificuldades de mastigação, deglutição e aumento do risco de cáries.

Epidemiologia

Neoplasias malignas de glândulas salivares representam aproximadamente 3-5% dos tumores de cabeça e pescoço, com incidência anual de 0,4-2,6 casos por 100.000 pessoas globalmente. São mais frequentes em homens (razão 1,5:1) e em idosos, com pico de incidência entre 50-70 anos. A parótida é o sítio mais comum (70-80%), seguida por submandibular (10-15%) e glândulas menores (5-10%).

Prognóstico

O prognóstico é variável, dependendo do subtipo histológico, estágio TNM, margens cirúrgicas e presença de invasão perineural. Tumores de baixo grau (e.g., carcinoma mucoepidermoide grau I) têm sobrevida em 5 anos superior a 90%, enquanto os de alto grau ou com metástases podem ter sobrevida inferior a 50%. Fatores adversos incluem idade avançada, recidiva local e envolvimento linfonodal.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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