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CID C00: Neoplasia maligna do lábio

C000
Neoplasia maligna do lábio superior externo
C001
Neoplasia maligna do lábio inferior externo
C002
Neoplasia maligna do lábio externo, não especificado
C003
Neoplasia maligna do lábio superior, face interna
C004
Neoplasia maligna do lábio inferior, face interna
C005
Neoplasia maligna do lábio, sem especificação, face interna
C006
Neoplasia maligna da comissura labial
C008
Neoplasia maligna do lábio com lesão invasiva
C009
Neoplasia maligna do lábio, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia maligna do lábio é um tumor maligno originário do tecido epitelial dos lábios, predominantemente do lábio inferior, sendo classificado como um carcinoma de células escamosas em mais de 90% dos casos. Esta condição é caracterizada pela proliferação celular descontrolada, invasão local e potencial para metástase, principalmente para linfonodos cervicais. A exposição crônica à radiação ultravioleta (UV) é o principal fator de risco, tornando-a mais comum em indivíduos de pele clara, com histórico de exposição solar prolongada e tabagismo. Epidemiologicamente, representa cerca de 25-30% de todos os cânceres de cavidade oral, com incidência variável globalmente, sendo mais prevalente em regiões de alta insolação.

Descrição clínica

A neoplasia maligna do lábio geralmente se apresenta como uma lesão ulcerada, endurecida, de crescimento lento e persistente no lábio, frequentemente no vermelhão do lábio inferior. Pode ser acompanhada de eritema, descamação, sangramento espontâneo ou à palpação, e em estágios avançados, invasão de estruturas adjacentes como pele, músculos ou ossos. A lesão é tipicamente indolor inicialmente, mas pode evoluir com dor, parestesias ou dificuldade na mobilidade labial. A progressão pode resultar em linfadenopatia cervical devido a metástase linfonodal.

Quadro clínico

O quadro clínico varia desde lesões iniciais assintomáticas, como manchas eritematosas ou leucoplasias, até úlceras indolentes com bordas elevadas e endurecidas. Sintomas incluem dor local, sangramento, dificuldade na fala ou alimentação, e em casos avançados, linfadenopatia cervical palpável. A localização no lábio inferior é mais comum (90-95% dos casos), e a lesão pode ser única ou múltipla, com crescimento progressivo ao longo de meses a anos.

Complicações possíveis

Metástase linfonodal cervical

Disseminação do tumor para linfonodos do pescoço, piorando o prognóstico.

Invasão local avançada

Comprometimento de estruturas adjacentes como ossos, músculos ou nervos, levando a disfunções.

Recidiva local

Ressurgimento do tumor após tratamento, comum em margens inadequadas.

Déficit funcional

Dificuldade na fala, alimentação ou expressão facial devido à ressecção cirúrgica.

Síndromes paraneoplásicas

Manifestações sistêmicas raras associadas ao tumor.

Epidemiologia

A neoplasia maligna do lábio é mais comum em homens, com pico de incidência entre 50-70 anos. A incidência varia geograficamente, sendo maior em regiões de alta exposição solar, como países tropicais. No Brasil, é relativamente frequente, com estimativas de cerca de 2-3 casos por 100.000 habitantes/ano. Fatores de risco incluem exposição solar crônica, tabagismo, etilismo e história familiar.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente bom se diagnosticado precocemente, com taxas de sobrevida em 5 anos superiores a 90% para tumores localizados. Fatores de pior prognóstico incluem tamanho tumoral maior, envolvimento linfonodal, margens positivas na cirurgia e tipo histológico de alto grau. O estadiamento TNM é crucial para predizer desfechos.

Perguntas Frequentes

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