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CID B21: Doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV], resultando em neoplasias malignas

B210
Doença pelo HIV resultando em sarcoma de Kaposi
B211
Doença pelo HIV resultando em linfoma de Burkitt
B212
Doença pelo HIV resultando em outros tipos de linfoma não-Hodgkin
B213
Doença pelo HIV resultando em outras neoplasias malignas dos tecidos linfático, hematopoético e correlatos
B217
Doença pelo HIV resultando em múltiplas neoplasias malignas
B218
Doença pelo HIV resultando em outras neoplasias malignas
B219
Doença pelo HIV resultando em neoplasia maligna não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) resultando em tumores malignos, codificada como B21 na CID-10, refere-se a condições em que a infecção pelo HIV leva ao desenvolvimento de neoplasias malignas, diretamente associadas à imunossupressão induzida pelo vírus. Esta categoria abrange tumores que são considerados doenças definidoras de AIDS, como sarcoma de Kaposi, linfoma não Hodgkin e carcinoma invasivo do colo do útero, entre outros, que surgem devido à falência progressiva do sistema imune, particularmente da imunidade mediada por células T CD4+. A fisiopatologia envolve a replicação viral persistente, ativação imune crônica, e desregulação de mecanismos de controle tumoral, facilitando a oncogênese. Epidemiologicamente, esses tumores são mais prevalentes em indivíduos com contagem de CD4+ abaixo de 200 células/μL e estão associados a maior morbimortalidade, representando uma complicação significativa na evolução da infecção pelo HIV.

Descrição clínica

A descrição clínica inclui a apresentação de tumores malignos em pacientes com infecção pelo HIV confirmada, frequentemente com manifestações sistêmicas como febre, sudorese noturna, perda de peso e linfadenopatia. Os tumores podem ser cutâneos, viscerais ou linfoides, dependendo do tipo específico, e geralmente exibem comportamento agressivo e rápido crescimento devido ao estado imunocomprometido. A progressão é influenciada pelo grau de imunossupressão, carga viral do HIV e adesão à terapia antirretroviral.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme o tumor: no sarcoma de Kaposi, observam-se lesões cutâneas ou mucosas violáceas, nodulares ou em placas; nos linfomas, há linfadenopatia, sintomas B (febre, sudorese, perda de peso), e envolvimento de órgãos como SNC, trato gastrointestinal ou medula óssea; no carcinoma do colo do útero, podem ocorrer sangramento vaginal anormal e dor pélvica. Sintomas constitucionais são comuns, e a apresentação pode ser atípica ou disseminada em imunossuprimidos.

Complicações possíveis

Progressão tumoral avançada

Crescimento local invasivo ou metástase, levando a falência de órgãos.

Infecções oportunistas concomitantes

Como pneumonia por Pneumocystis jirovecii ou tuberculose, agravando o estado clínico.

Toxicidade ao tratamento

Efeitos adversos de quimioterapia, radioterapia ou TARV, como mielossupressão ou hepatotoxicidade.

Síndrome de emaciação

Perda severa de massa muscular e gordura, associada a pior prognóstico.

Epidemiologia

Globalmente, a incidência de tumores malignos em pessoas vivendo com HIV é elevada, com sarcoma de Kaposi e linfomas sendo os mais comuns. Dados da OMS indicam que até 40% dos pacientes com AIDS desenvolvem neoplasias. A prevalência é maior em regiões com alta endemicidade de HIV e coinfecções virais, e diminuiu com o acesso à TARV, mas permanece uma causa significativa de morte.

Prognóstico

O prognóstico é reservado, dependendo do tipo de tumor, estágio ao diagnóstico, contagem de CD4+, carga viral e adesão à TARV. Com terapia combinada (TARV e oncologia), a sobrevida pode melhorar, mas tumores agressivos em imunossupressão avançada têm alta mortalidade. A introdução precoce da TARV reduz a incidência e melhora os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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