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CID A83: Encefalite por vírus transmitidos por mosquitos

A830
Encefalite japonesa
A831
Encefalite eqüina ocidental
A832
Encefalite eqüina oriental
A833
Encefalite de St. Louis
A834
Encefalite australiana
A835
Encefalite da Califórnia
A836
Doença pelo vírus de Rocio
A838
Outras encefalites por vírus transmitidas por mosquitos
A839
Encefalite não especificada por vírus transmitida por mosquitos

Mais informações sobre o tema:

Definição

A encefalite viral transmitida por mosquitos é uma doença infecciosa aguda do sistema nervoso central, caracterizada por inflamação do parênquima cerebral, resultante da invasão viral por arbovírus transmitidos por vetores artrópodes, principalmente mosquitos. Esses vírus pertencem a famílias como Flaviviridae (ex.: vírus da encefalite japonesa, vírus do Nilo Ocidental) e Togaviridae (ex.: vírus da encefalite equina oriental), e a infecção ocorre através da picada de mosquitos infectados, que atuam como vetores biológicos. A doença é endêmica ou epidêmica em regiões tropicais e subtropicais, com impacto significativo na saúde pública devido ao potencial de surtos e sequelas neurológicas graves. A fisiopatologia envolve replicação viral inicial em tecidos periféricos, seguida de viremia e invasão do sistema nervoso central, desencadeando resposta inflamatória com edema cerebral, necrose neuronal e dano tecidual, o que pode levar a manifestações clínicas variando desde sintomas leves até coma e morte.

Descrição clínica

A encefalite viral transmitida por mosquitos apresenta um espectro clínico que varia de infecções assintomáticas a formas graves com envolvimento neurológico. O início é geralmente abrupto, com fase prodrômica de febre, cefaleia, mialgia e mal-estar, evoluindo para sinais de encefalite como alteração do nível de consciência, confusão mental, convulsões, déficits motores (ex.: paralisia flácida), e em casos graves, coma. Manifestações específicas podem depender do vírus envolvido; por exemplo, a encefalite japonesa frequentemente causa parkinsonismo e movimentos anormais, enquanto a do Nilo Ocidental pode associar-se a fraqueza muscular aguda semelhante à poliomielite. O curso clínico é agudo, com resolução em semanas ou persistência de sequelas neurológicas em sobreviventes.

Quadro clínico

O quadro clínico típico inclui início agudo com febre alta, cefaleia intensa, náuseas, vômitos e fotofobia, evoluindo em dias para sinais de encefalite como letargia, confusão, agitação psicomotora, convulsões focais ou generalizadas, rigidez de nuca, e déficits neurológicos focais (ex.: hemiparesia, afasia). Em formas graves, observa-se progressão para coma, edema cerebral e insuficiência respiratória. Sintomas específicos variam com o agente: na encefalite japonesa, parkinsonismo e tremor; na do Nilo Ocidental, fraqueza muscular aguda e paralisia flácida. A recuperação pode ser completa ou deixar sequelas como deficits cognitivos, epilepsia, ou paralisias.

Complicações possíveis

Edema cerebral

Aumento da pressão intracraniana devido à inflamação, podendo levar a herniação e morte.

Sequela neurológica permanente

Deficit cognitivo, motor ou comportamental, como demência, paralisia ou epilepsia.

Insuficiência respiratória

Comprometimento do centro respiratório no tronco cerebral, requerendo suporte ventilatório.

Estado de mal epiléptico

Convulsões prolongadas refratárias, com risco de dano neuronal irreversível.

Epidemiologia

A encefalite viral transmitida por mosquitos é endêmica em regiões tropicais e subtropicais, com incidência variável; por exemplo, a encefalite japonesa causa cerca de 68.000 casos anuais no Sudeste Asiático. Surtos ocorrem sazonalmente, associados a chuvas e aumento de mosquitos. Grupos de risco incluem crianças, idosos e imunossuprimidos. No Brasil, casos são esporádicos, mas vigilância é crucial devido ao potencial de introdução de vírus como o do Nilo Ocidental.

Prognóstico

O prognóstico varia com o agente viral, idade do paciente, e rapidez do tratamento. Formas leves podem resolver sem sequelas, mas casos graves têm mortalidade de 5-30% (ex.: até 30% na encefalite equina oriental). Sobreviventes frequentemente apresentam sequelas neurológicas em 30-50% dos casos, como deficits cognitivos, movimentos anormais ou fraqueza residual. Fatores de bom prognóstico incluem idade jovem, ausência de coma inicial, e tratamento suporte precoce.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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