O CID é a base para registros clínicos, laudos e faturamento. Nosso sistema facilita a busca rápida e precisa do código certo, com sinônimos e filtros médicos atualizados.
Escolher o CID correto evita glosas e retrabalho. Com a nossa ferramenta, você encontra o código ideal em segundos, direto pela descrição clínica — sem abrir PDF ou manual extenso.
Use nosso buscador inteligente para encontrar o CID mais adequado com base no termo clínico, especialidade ou condição do paciente. Tudo validado com a CID-10 da OMS e atualizações nacionais.
CID A64: Doenças sexualmente transmitidas, não especificadas
A64
Doenças sexualmente transmitidas, não especificadas
Mais informações sobre o tema:
Definição
A doença sexualmente transmitida não especificada, codificada como A64 na CID-10, refere-se a uma condição infecciosa transmitida predominantemente por contato sexual, na qual o agente etiológico específico não foi identificado ou não é especificado no momento do diagnóstico. Esta categoria é utilizada quando há evidências clínicas ou epidemiológicas de uma infecção sexualmente transmissível, mas os exames laboratoriais não confirmam um patógeno em particular, ou quando a documentação é insuficiente para atribuir um código mais específico. A fisiopatologia envolve a transmissão de microrganismos através de membranas mucosas ou pele durante a atividade sexual, podendo resultar em inflamação local ou sistêmica, dependendo do patógeno subjacente. Epidemiologicamente, as DSTs são um problema de saúde pública global, com alta incidência em populações sexualmente ativas, especialmente em contextos de baixa adesão a medidas preventivas. O impacto clínico varia desde infecções assintomáticas até complicações graves como infertilidade, aumento do risco de transmissão do HIV e morbidades associadas, exigindo abordagem cautelosa para evitar subdiagnóstico e propagação.
Descrição clínica
A descrição clínica da DST não especificada é inespecífica e pode incluir uma variedade de manifestações, como úlceras genitais, corrimento uretral ou vaginal, dor pélvica, lesões cutâneas ou linfadenopatia, dependendo do patógeno envolvido. A apresentação pode ser aguda ou crônica, e muitos casos são assintomáticos, dificultando o diagnóstico precoce. A avaliação deve considerar o histórico sexual, fatores de risco e achados físicos, mas a falta de especificidade exige confirmação laboratorial para orientar o manejo adequado.
Quadro clínico
O quadro clínico é variável e inespecífico, podendo incluir sintomas como disúria, corrimento genital, prurido, dor abdominal baixa, úlceras ou verrugas genitais, e em casos sistêmicos, febre ou artralgias. Muitas infecções são assintomáticas, especialmente em mulheres, o que pode retardar o diagnóstico e aumentar o risco de transmissão. A apresentação depende do patógeno, mas a ausência de características distintivas é comum nesta categoria.
Complicações possíveis
Doença inflamatória pélvica
Complicação de infecções ascendentes não tratadas, podendo levar à infertilidade e dor crônica.
Aumento da transmissão do HIV
Ulcerações genitais facilitam a entrada do HIV, elevando o risco de infecção.
Infertilidade
Resultante de danos tubários ou testiculares por infecções crônicas não tratadas.
Complicações neonatais
Transmissão vertical durante o parto, causando conjuntivite ou pneumonia no recém-nascido.
Estenose uretral
Complicação de uretrites recorrentes, levando a obstrução urinária.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
As DSTs são prevalentes globalmente, com estimativas da OMS indicando mais de 1 milhão de novas infecções por dia. A categoria A64 é comum em settings com recursos limitados, onde o diagnóstico específico é desafador. Fatores de risco incluem múltiplos parceiros sexuais, uso inconsistente de preservativos, e acesso inadequado a serviços de saúde. No Brasil, as DSTs representam um significativo ônus para a saúde pública, com altas taxas em populações jovens e vulneráveis.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente bom com diagnóstico precoce e tratamento adequado, mas depende do patógeno subjacente e de fatores como adesão terapêutica e comorbidades. Complicações podem levar a sequelas a longo prazo, como infertilidade ou dor crônica. A detecção e manejo oportunistas reduzem significativamente a morbidade.
Critérios diagnósticos
Os critérios diagnósticos para A64 baseiam-se na suspeita clínica de DST, com histórico de exposição sexual de risco e achados clínicos compatíveis, na ausência de confirmação laboratorial de um agente específico. Diretrizes como as da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil recomendam a realização de testes para patógenos comuns, e se nenhum for identificado, o código A64 pode ser aplicado. A confirmação ideal envolve exames como PCR, culturas ou testes sorológicos, mas a falta de recursos ou resultados negativos justifica o uso desta categoria.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Uretrite não gonocócica
Inflamação uretral causada por patógenos como Chlamydia trachomatis, com sintomas semelhantes, mas com confirmação laboratorial específica.
OMS. Guidelines for the management of sexually transmitted infections. 2016.
Sífilis
Infecção por Treponema pallidum, que pode apresentar úlceras genitais e rash, diferenciada por testes sorológicos como VDRL.
Ministério da Saúde do Brasil. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis. 2020.
Herpes genital
Infecção viral por HSV, caracterizada por vesículas dolorosas recorrentes, confirmada por PCR ou cultura.
UpToDate. Clinical manifestations and diagnosis of genital herpes simplex virus infection. 2023.
Infecção por HIV
Pode apresentar sintomas inespecíficos como febre e linfadenopatia, exigindo teste sorológico para diferenciação.
OMS. Consolidated guidelines on HIV prevention, diagnosis, treatment and care for key populations. 2016.
Vaginose bacteriana
Desequilíbrio da flora vaginal com corrimento característico, não necessariamente transmitida sexualmente, diferenciada por critérios de Amsel.
Método de barreira eficaz para reduzir a transmissão da maioria das DSTs.
Redução de parceiros sexuais
Limitar o número de parceiros diminui o risco de exposição a patógenos.
Rastreamento regular
Realizar testes periódicos para DSTs em populações de risco para detecção precoce.
Educação sexual
Programas educativos para aumentar a conscientização sobre DSTs e prevenção.
Vigilância e notificação
No Brasil, as DSTs são de notificação compulsória para sífilis, HIV e hepatites virais, mas a categoria A64 não é especificamente notificada. A vigilância é baseada em sistemas como o SINAN, com foco em educação, rastreamento e controle de surtos. Profissionais de saúde devem notificar casos confirmados de DSTs específicas e promover aconselhamento para reduzir a transmissão.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
O código A64 é utilizado quando há suspeita clínica de DST, mas os exames laboratoriais não identificam um agente específico, ou quando a documentação é insuficiente para atribuir um código mais preciso, conforme diretrizes da CID-10.
Riscos incluem complicações como doença inflamatória pélvica, infertilidade, aumento da transmissão do HIV e sequelas a longo prazo, destacando a importância do rastreamento e tratamento empírico quando indicado.
Recomenda-se aconselhamento e encaminhamento de todos os parceiros sexuais recentes para avaliação e tratamento empírico, baseado em diretrizes como as do CDC, para interromper a transmissão e prevenir reinfecções.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...