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CID A56: Outras infecções causadas por clamídias transmitidas por via sexual

A560
Infecções por clamídias do trato geniturinário inferior
A561
Infecção por clamídias, pelviperitonial e de outros órgãos geniturinários
A562
Infecção por clamídias do trato geniturinário, localização não especificada
A563
Infecção do ânus e do reto por clamídias
A564
Infecção da faringe por clamídias
A568
Infecção por clamídias transmitida por via sexual, de outras localizações

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria A56 da CID-10 refere-se a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) causadas por espécies de Chlamydia, excluindo aquelas classificadas em códigos específicos como A55 (linfogranuloma venéreo) ou A74.0 (conjuntivite por clamídia). A Chlamydia trachomatis é o principal agente etiológico, sendo uma bactéria intracelular obrigatória que afeta predominantemente o trato urogenital, mas pode causar infecções em outros sítios, como reto ou faringe. Essas infecções são caracterizadas por um amplo espectro clínico, variando de assintomáticas a manifestações inflamatórias agudas ou crônicas, com significativo impacto na saúde pública devido a complicações como doença inflamatória pélvica, infertilidade e aumento do risco de transmissão do HIV. Epidemiologicamente, são altamente prevalentes em populações sexualmente ativas, com picos de incidência em adultos jovens, e subnotificação é comum pela frequência de casos assintomáticos.

Descrição clínica

As infecções por Chlamydia trachomatis no contexto de A56 manifestam-se principalmente no trato urogenital, com sintomas que podem incluir disúria, corrimento uretral ou vaginal, dor pélvica e sangramento intermenstrual. Em homens, a uretrite é comum, enquanto em mulheres, a cervicite é frequente e pode evoluir para doença inflamatória pélvica. Infecções extragenitais, como proctite ou faringite, também podem ocorrer, especialmente em práticas sexuais específicas. A apresentação clínica é muitas vezes inespecífica ou assintomática, dificultando o diagnóstico precoce e favorecendo a transmissão silenciosa.

Quadro clínico

O quadro clínico varia de assintomático a sintomático. Em mulheres: corrimento vaginal mucopurulento, sangramento anormal, dor abdominal baixa e dispareunia. Em homens: corrimento uretral, disúria e prurido uretral. Complicações incluem epididimite em homens e doença inflamatória pélvica em mulheres, com potencial para abscesso tubo-ovariano e gravidez ectópica. Infecções anorretais podem causar proctite com dor, secreção e tenesmo; faringite é geralmente assintomática ou leve.

Complicações possíveis

Doença inflamatória pélvica (DIP)

Infecção ascendente causando salpingite, peritonite e aderências, levando a dor crônica e infertilidade.

Infertilidade

Resultante de dano tubário e oclusão devido à inflamação crônica não tratada.

Gravidez ectópica

Aumento do risco por alterações tubárias pós-inflamação.

Epididimite

Inflamação do epidídimo em homens, causando dor e inchaço escrotal.

Síndrome de Reiter

Artrite reativa pós-infecciosa, though rara, associada a infecções por clamídia.

Epidemiologia

As infecções por Chlamydia trachomatis são uma das ISTs bacterianas mais comuns globalmente, com estimativas da OMS indicando mais de 127 milhões de novos casos anuais. A prevalência é maior em adultos jovens (15-24 anos), mulheres e populações com comportamentos de risco. Subnotificação é significativa devido à alta taxa de casos assintomáticos. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram tendência de aumento na detecção, refletindo melhorias no rastreamento.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente bom com tratamento precoce e adequado, com resolução dos sintomas e prevenção de complicações. No entanto, infecções não tratadas ou recorrentes podem levar a sequelas a longo prazo, como infertilidade, dor pélvica crônica e aumento do risco de transmissão de HIV. A detecção e tratamento de parceiros são cruciais para evitar reinfecções. Em populações com acesso limitado à saúde, o prognóstico pode ser pior devido ao diagnóstico tardio.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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