Área: Oftalmologia
Autora: João
Victor Araújo Vieira
Revisor: Ana Elizabeth Pereira
Barbosa
Orientadora: Anamaria Coutinho
Liga: Liga Acadêmica de Oftalmologia Clínica e Cirúrgica da Universidade Católica de Pernambuco (LAOCC-UNICAP)
Caso Clínico
Paciente:
M.A.C, 25 anos, natural do sul do país (RS)
QPD:
duplicidade na imagem à leitura de perto e certo embaçamento visual de longe
mais acentuado à direita há 3 meses
HDA:
Refere o paciente que apresenta episódios de embaçamento visual de longe, mais
acentuado em olho direito, sendo o primeiro episódio há cerca de 2 anos, com
duração de poucas semanas. Há cerca de 3 meses notou duplicidade na imagem na
leitura de perto.
AP:
Nunca usou óculos, nega HAS e DM, não sabe sobre alergia medicamentosa,
episódio de herpes zoster na adolescência sem sequelas aparentes e dores do
tipo furadas em coluna cervical com formigamento em mãos e braços. Taxas boas,
exceto baixa vitamina D.
AF: Mãe
com “ fraqueza muscular “ e osteoporose, tendo desenvolvido catarata pelo uso
de remédios (não sabe qual). Pai com diabetes tipo 2 e hipertensão arterial
leve. Nega câncer e glaucoma.
EXAME
FÌSICO:
Paciente hígido, boa deambulação.
Leve exoforia com
hipofunção RM direito. O RFM direto parece algo reduzido à direita, o
consensual parece normal. Boa simetria
de face, ausência de ptose.
Notamos incômodo ao movermos o pescoço do paciente para a
frente, referindo leves “choques “ que descem pelas costas.
Perfusão periférica normal.
Ao retornar após cicloplegia, temos:
AVL OD +1,75 -0,75 cil
90º = 20/25
OE +1,75
-0,50 cil 90º = 20/20
Biomicroscopia: OD
anexos normais, várias glândulas meibomius obstruidas, pl pérvio, opacidade
estromal paracentral leve sem NV, cristalino transparente but 9 segundos
OE quadro
semelhante
Tonometria: 12 mmHg em AO (09:48)
Fundo
de olho: Meios claros. Percebemos palidez temporal nervo óptico
mais acentuada em olho direito. Vasos e mácula normais.
HD:
- Foria com ppc remoto
- Meibomite AO
- Palidez NO a esclarecer (doença
desmielinizante?)
Conduta:
- Parecer neurologia
- PVE e Angiofluoresceínografia
- Campimetria computadorizada
Perguntas:
- Qual
a razão do BUT alterado? - Qual causa para a opacidade estromal corneana?
- Quanto de grau deverá ser prescrito para o paciente?
- O que esperamos encontrar no potencial evocado?
- A campimetria tem algum valor no caso citado?
Respostas:
- Desequilíbrio
camada externa lagrima; - Lesão pelo zoster;
- Astigmatismo total e 30 por cento da
hipermetropia; - Retardo na velocidade de resposta ao estimulo
pela lesão do N.O; - Sim pois pode
mostrar a gravidade da lesão do nervo óptico e sua localização.