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Caso clínico: Eczema disidrótico

caso clínico

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Apresentação do caso clínico

Homem com 27 anos de idade comparece ao seu consultório com uma história de 3 dias de evolução de prurido e queimação intensos em mãos, associado a surgimento de vesículas localizadas e alterações semelhantes, porém menos intensas nos pés.

Apesar do quadro descrito, ele está bem, embora haja relato de asma na infância e episódios ocasionais de febre do feno. Não faz uso regular de medicação.

Ele trabalha como designer e seus hobbies são ciclismo e futebol americano; não teve exposição a alérgenos ou irritantes. Não se lembra de nenhum fator que possa ter desencadeado o quadro atual.

Exame físico

Paciente apresenta vesículas difusas, que coalescem formando bolhas sobre as faces palmares das mãos e se estendem aos espaços interdigitais e ao dorso dos quirodáctilos e da mão. Além disso, possui eritema, maceração, fissuras e descamação entre o quarto e o quinto pododáctilos à esquerda e pústulas bilaterais, embora assimétricas (pior à esquerda do que à direita), sobre o dorso dos pés.

Questões para orientar a discussão

  1. Qual o diagnóstico?
  2. Quais investigações devem ser feitas?
  3. Quais tratamentos você indicaria?
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Respostas

O diagnóstico é pônfolix ou eczema disidrótico, as vesículas simétricas e difusas nas palmas das mãos associadas ao prurido são altamente sugestivas e o diagnóstico é baseado em aspectos clínicos. Outros diagnósticos diferenciais a serem considerados incluem dermatite de contato (irritante ou alérgica), bolhas relacionadas com fricção (por exemplo epidermólise bolhosa simples), infecção por herpes simples e psoríase pustulosa palmoplantar.

A atopia parece ser um fator de predisposição ao Eczema disidrótico. Existem vários possíveis fatores desencadeadores do Eczema disidrótico, incluindo estresse e uma reação do tipo “ide” a uma infecção a distância por dermatófito. Nesse caso, os achados de maceração interdigital associada a vesículas e pústulas no dorso dos pés são altamente sugestivas de tinea pedis inflamatória.

A investigação deve incluir raspado cutâneo dos pés (espaços interdigitais e áreas afetadas nas plantas) e das mãos para teste micológico (microscopia direta e cultura). Nesse caso, o raspado dos pés mostrou hifas e esporos à microscopia direta com cultura subsequente, confirmando a presença de fungo zoofílico, o Trichophyton mentagrophytes var. mentagrophytes. Não existia infecção fúngica das mãos.

O tratamento de uma reação do tipo “ide” com Eczema disidrótico envolve o tratamento da tinea pedis bem como o trtamento do Eczema disidrótico propriamente dito. A tinea pedis inflamatória é normalmente tratada com terapia antifúngica sistêmica (itraconazol, terbinafina ou fluconazol). Escamas infectadas podem estar presentes nas roupas ou nos calçados, portanto é recomendado lavá-los frequentemente.

A drenagem da maior bolha com uma agulha estéril reduzirá o desconforto. Compressas ou banhos com permanganato de potássio diluído ajudarão a secar as vesículas e a prevenir infecção secundária bacteriana. Corticoides tópicos potentes ou superpotentes são o ponto principal da terapia. A curto prazo uma combinação de corticoide tópico com um agente antibacteriano será útil. Ocasionalmente, corticoides sistêmicos são necessários.

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Perguntas frequentes sobre Eczema disidrótico

  1. Como se caracteriza?

Ocorre como manifestação de eczema de mão, dermatite irritativa ou alérgica e como uma reação do tipo “ide” a uma infecção distante por dermatófito.

2. Possui relação com atopia?

A atopia parece ser um fator de predisposição ao Eczema disidrótico.

3. Qual o objetivo do tratamento?

O objetivo principal do tratamento é a prevenção de infecção secundária e o uso de corticoide tópico potente ou superpotente, bem como a identificação ou erradicação do fator desencadeante.

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