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Caso Clínico: Oftalmologia – Mucocele Gigante

Imagem de um médico atendendo um paciente no consultório

Índice

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Introdução

O muco nasal é fisiologicamente produzido pelo epitélio ciliado que reveste os seios paranasais, desempenhando funções de proteção contra os elementos nocivos do ambiente que, permanentemente, atingem o interior destas cavidades. Em indivíduos normais há contínua renovação deste muco, porém em determinadas condições patológicas, este material pode não ser eliminado, permanecendo retido dentro das cavidades. Este acúmulo leva a uma dilatação dos seios paranasais com o consequente adelgaçamento de suas paredes. Em situações extremas pode ocorrer até erosão das tábuas ósseas e compressão de estruturas vizinhas, com manifestações oftalmológicas semelhantes às de um tumor orbitário. O caso em especial o paciente apresentava-se com uma proptose unilateral à esclarecer.

 

Relato do Caso

Paciente, sexo masculino, 33 anos, natural de Camocim/CE, chega ao consultório com queixas de edema palpebral e obstrução nasal à direita de evolução lenta e progressiva. Negava baixa da acuidade visual e diplopia. Negava ainda qualquer outra doença sistêmica e/ou uso de medicamentos. Ao exame: acuidade visual sem correção de 20/20, protrusão palpebral superior e inferior, globo ocular com visível deslocamento ântero-ínfero-lateral (Fig 1). A dução era preservada em ambos os olhos. Reflexos pulilares sem alterações. Na levoelevação e levodepressão apresentou diplopia a qual não relatava. Foi solicitado tomografia computadorizada de crânio que evidenciou uma imagem com efeito de massa em fossa nasal, seio etmoidal e esfeinoidal à direita, penetrando a cavidade orbitária, de bordos bem delimitados (Fig 2-4). Foi encaminhado para avaliação com cirurgião de cabeça e pescoço e otorrinolaringologista. Durante a cirurgia foi evidenciado grande volume de substância mucosa e o histopatológico foi compatível com mucocele.

 

Fig 1.

Fig 2.

Fig 3.

Fig 4

Fig 5.

Discussão

A mucocele dos seios paranasais é lesão benigna, cística, expansiva, limitada pela própria mucosa do seio paranasal comprometido, contendo, no seu interior, secreção mucosa, transparente, espessa e, usualmente, estéril. A retenção de material líquido no interior do seio pode eventualmente se contaminar, passando a ser chamada de mucopiocele. Este processo é, em geral, de caráter progressivo, levando ao adelgaçamento e erosão das paredes ósseas2,3. O seguinte relato serve para exemplificar uma possível causa de proptose ocular associado ou não à diplopia que é a mucocele. Neste caso específico, chamou a atenção a extensão alcançada pela lesão cística.

Referências

1. Prandini M N, Tella O I, Lacanna S N, Antunes A C M, Roithmann R. Visão neurocirúrgica. Relato de dois casos. Arq Neuropsiquiatr 2005;63(2-B):535-538.

2. Smoot EC, Bowen DG, Lappert P, Ruiz J A. Delayed development of an ectopic frontal sinus mucocele after pediatric cranial trauma. J Craniofac Surg 1995;6:327-331.

3. Wang L, Kim J, Hallman CB. Intracranial mucocele as a complication of endoscopic repair of cerebrospinal fluid rhinorrhea: case report. Neurosurgery 1999;45:1243-1246.

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