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Caso clínico de Acromegalia.|Liga

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Área: Neuroendócrino Autor: Alice de
Carvalho Barbosa e Vasconcelos Revisor: Lúcio Soares e Silva Neto Orientador:
José Roberto Capote da Frota Júnior Liga: Liga de Metabologia e Endocrinologia
de Sobral (LIEMS). CE 

Apresentação
do caso clínico 

A.C. B, 35 anos, sexo feminino, natural e residente de
Sobral-Ceará, casada chega ao ambulatório de endocrinologia com queixas de
cefaleia intensa, alterações visuais e artralgia. Durante o interrogatório
sintomatológico, relata também que os seus ciclos menstruais tornaram-se
irregulares, vem sentindo bastante fadiga e sonolência. Percebeu ainda
crescimento de extremidades e alterações na pele, com hiperidrose. Afirma que
os primeiros sintomas começaram há cerca de 7 anos, mas se intensificaram há
aproximadamente 6 meses. Nega doenças prévias, hospitalizações, transfusões
sanguíneas anteriores ou alergia. 

Ao exame físico, a paciente encontrava-se em bom estado geral,
lúcida e orientada no tempo e espaço, afebril, anictérica e acianótica.
Apresentava frequência cardíaca de 70 bpm e pressão arterial de 150 X 110
mmHg. 

Ritmo cardíaco regular, em 2 tempos, bulhas normofonéticas,sem
sopros. 

À ausculta pulmonar, murmúrio vesicular universal bilateral
presente, sem ruídos adventícios. 

Abdome atípico, com ruídos aéreos presentes, sem maassas, mas com
hepatomegalia palpável. 

A tireoide estava
normopalpável. 

A realização de exames complementares mostrou GH e IGF-I elevados.
A dosagem de GH durante o teste oral de tolerância a glicose foi maior que 1
Ug/ litro. TSH e 

T4 livre estavam dentro dos parâmetros de normalidade. Foi
realizada uma ressonância magnética com contraste da hipófise que mostrou a
presença de um adenoma hipofisário. A radiografia do crânio mostrou aumento dos
seios da face e protrusão da mandíbula. A radiografia das mãos mostrou aumento
de partes moles e a radiografia dos pés mostrou aumento do índice
calcâneo. 

Dessa forma, o endocrinologista fechou o diagnóstico de
acromegalia devido a um adenoma hipófisário. O tratamento de escolha foi a
cirurgia transesfenoidal. 

QUESTÕES PARA ORIENTAR A DISCUSSÃO 

1.Quais os diagnósticos
diferenciais? 2.Por que dosar, além de GH, IGF? 3.Quais as principais
complicações da acromegalia? 4. Por que ocorrem alterações visuais? 5.Quais as
opções de tratamento? 

Respostas 

1.Outras causas de hipersecreção
de GH: Diabetes melito descompensado, cirrose, anorexia nervosa, uremia,
doenças agudas, AIDS, desnutrição. Patologias que cursam com manifestações
clínicas similares: hipotireoidismo grave, 

paquidermoperiostose,
uso crônico de minoxidil em excesso e pseudoacromegalia. Causas de estatura
elevada: alta estatura familiar, redundância do cromossomo sexual, síndrome de
marfan, homocistinúria, gigantismo cerebral, hiperplasia ou adenoma de células
somatotróficas, hiperinsulinismo, diabetes lipoatrófico, hipertireoidismo,
excesso pré puberal de esteróides sexuais. 2.Diferentemente do GH, o IGF-1
reflete a secreção integrada do GH, não apresentando flutuação circadiana nem
secreção pulsátil, o que o torna uma ferramenta mais consistente e robusta para
a caracterização da atividade da doença. 3.Doenças vasculares, respiratórias e
neoplásicas que respondem, respectivamente, pó 60, 

25 e 15%
das mortes nos acromegálicos. Complicações cardiovasculares: Hipertensão,
cardiomegalia, hipertrofia ventricular, 

arritmias
e acidente vascular cerebral. Complicações respiratórias: obstrução das vias
aéreas superiores, depressão dos centros respiratórios centrais, defeitos da
ventilação- perfusão, calcificação traqueal e artropatia da junta
cricoaritenóidea. Neoplasias benignas: tireoide, pólipos ( estômago, cólon)
Neoplasias malignas: cólon, mama, estômago, tireoide, esôfago 4.Os pacientes
podem apresentar perda visual se ocorrer compressão do quiasma e vias 

ópticas pelo tumor. 

5.O tratamento
pode ser cirúrgico, clínico (feito com agonistas dopaminérgicos, como a
carbegolina, bromocriptina e quinagolida; análogos da somatostatina, como a
octreotida e lanretotide; antagonista do receptor de GH, o pegvisomant, o qual
tem efeito periférico, mas não sobre o tumor) ou radiológico( última opção
terapêutica). 

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