Uma vez acionado o Atendimento Pré-Hospitalar (APH), o primeiro passo da equipe é fazer a avaliação geral da cena e assim entender as condições da cena, número de vítimas, gravidade dos ferimentos e a segurança do local.
Nesse texto iremos traçar um panorama geral sobre essa avaliação, usando como base o capítulo de Atendimento Pré-Hospitalar ao Trauma, escrito por Maria Renata Mencacci Costa, do livro Cirurgia do Trauma.
Avaliação Geral da Cena
Além do que já foi dito, a avaliação estuda a necessidade de convocação de outras unidades de atendimento móvel. Ou mesmo, dependendo da situação, de outras equipes de emergência, como a polícia ou bombeiros.
Todo o seu processo se dá com base na impressão da central reguladora, no entendimento da causa e dos resultados do acidente e nas observações de familiares e testemunhas.
Para isso, é necessário entender a cinemática do trauma. Visando assim compreender quais as possíveis lesões que deverão ser tratadas e quais recursos serão necessários.
Da mesma forma, é fundamental conhecer o número de vítimas. Em incidentes com múltiplas vítimas, deve-se analisar calculadamente se há recursos suficientes para todos ou se será necessário realizar uma triagem como protocolo de catástrofe.
É importante ressaltar que para realização do atendimento deve-se tirar as vítimas de riscos secundários, mas garantindo que não haja vitimização dos socorristas.
Quando há exposição a químicos, risco de explosão ou de armas é necessário que seja realizada a liberação do local por equipes especializadas antes do início do atendimento.
Sendo assim, o atendimento da vítima deve ser postergado até que a cena esteja segura.
Muitas vezes, o atendimento não se dá em ambientes ideais, como em meio a vias públicas ou sem iluminação. Para isso, existem medidas de segurança que devem ser corriqueiramente adotadas.
É importante frisar que, para redução de riscos, apenas o número necessário de socorristas fica na zona quente, bem como apenas uma ambulância deve ficar neste local. Enquanto as demais unidades de apoio ficam em zonas frias.
Cirurgia do Trauma: Fundamentos e Técnicas

O livro de Cirurgia do Trauma é o mais novo lançamento da Sanar! Nele você vai aprender os princípios básicos para construir a base do seu conhecimento e desenvolver na prática suas habilidades cirúrgicas.
Vai aprender os princípios do APH, os passos e as prioridades do atendimento inicial na emergência e as particularidades dos traumas de cada segmento do corpo.
Encontrará, também, capítulos individualizando o atendimento de populações particularmente vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes e preceitos de atendimento a múltiplas vítimas em situações de catástrofes.
E ainda poderá estudar o passo a passo dos principais procedimentos realizados no trauma, como a obtenção de via aérea cirúrgica, a drenagem do tórax, a toracotomia de reanimação, a pericardiocentese, entre outros.
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Manual de Atendimento Pré-Hospitalar

A 2ª Edição do Manual de APH apresenta um total de 80 capítulos voltados a temas relevantes no APH.
A primeira parte, com 36 capítulos, apresenta casos clínicos e pontos de discussão, a fim de fortalecer os principais aspectos do atendimento de urgências e emergências clínicas e traumáticas.
Por motivo didático, os cenários são apresentados no início do capítulo já com as avaliações primária e secundária do paciente e segue com: pontos de discussão; discussão; diagnósticos diferenciais; objetivos de aprendizagem e pontos importantes, seguidos da solução do(s) cenário(s) exposto no início do capítulo.
A segunda parte conta com fluxogramas de atendimento sobre as principais temáticas do pré-hospitalar, sistematizando os passos das avaliações primária e secundária, do manejo inicial, da condução e do transporte das vítimas até a chegada ao hospital de referência.
Como novidade desta edição, apresentamos uma terceira parte com 8 capítulos que apresentam aos leitores, de forma objetiva e didática, alguns dos principais procedimentos realizados em emergências.