Anúncio

Você sabe estratificar o risco cardiovascular em pacientes pediátricos? | Colunistas

Você sabe estratificar o risco cardiovascular em pacientes pediátricos

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

De acordo com Ferranti et al. (2019), a doença cardiovascular é
a maior causa de morte nos EUA. Em um estudo com 380 adolescentes de 10 a 14
anos, sendo 177 meninos e 203 meninas, 5,1% dos garotos tiveram a pressão
arterial (PA) limítrofe, 6,2% tinham obesidade e 0,6% apresentaram uma alta
glicemia em jejum (RODRIGUES et al.,
2009).

 Nas garotas, 11,8% tiveram a PA limítrofe, 4,9%
tinham obesidade e 0,5% apresentaram uma alta glicemia em jejum (RODRIGUES et al., 2009). Esses dados mostram que a
exposição aos fatores de risco está alcançando pacientes mais jovens e, por
isso, é necessário que o profissional de saúde saiba o algoritmo de
estratificação do risco cardiovascular na pediatria e de tratamento, o qual
consiste nas seguintes etapas (FERRANTI et
al.
, 2019):

Primeira
etapa:
Classificar de acordo com os fatores de risco em três
grupos:

  • Alto
    risco:
    Doença renal em último estágio, diabetes
    mellitus
    tipo 1, doença de Kawasaki com aneurismas persistentes e
    sobrevivência ao câncer na infância;

    • Risco
      moderado:
      Obesidade moderada, diabetes mellitus
      tipo 2, hipertensão diagnosticada e coartação;
    • Baixo
      risco:
      obesidade, resistência insulínica com
      comorbidades e hipertensão pulmonar.

Segunda
etapa:
Verificar se o paciente tem perfil lipídico em jejum,
passado de tabagismo, história familiar de CAD em parentes de primeiro grau
(homens: acima de 55 anos e mulheres: acima de 65 anos), 3 medidas da pressão
sanguínea (em ocasiões diferentes), glicose em jejum e história de atividade
física. Se tiver 2 ou mais fatores de risco, isto eleva o grau do risco do
paciente.

Terceira
etapa:
Alcançar asmetas
de tratamento

  • Alto
    risco:
    LDL igual ou menor que 100 mg/dL; HbA1c menor
    que 7%; PA igual ou menor que 120×70 mmHg; FG menor que 100 mg/dL

    • Risco
      moderado:
      LDL igual ou menor que 130 mg/dL; HbA1c menor
      que 7%; PA igual ou menor que 120×70 mmHg; FG menor que 100 mg/dL
    • Em
      risco:
      LDL igual ou menor que 160 mg/dL; HbA1c menor
      que 7%; PA igual ou menor que 120×70 mmHg; FG menor que 100 mg/dL

Quarta etapa: Para
pacientes de baixo e moderado risco, deve-se iniciar apenas a mudança de estilo
de vida (MEV). Já para os de alto risco, o manejo inicial deve ser estimular
MEV e terapia medicamentosa específica para a doença base.  Para ocorrer a MEV, é necessária a adoção de uma
alimentação mais saudável. Um bom exemplo de prato saudável é aquele que
apresenta a seguinte conformação (HARVARD T.N. CHAN, 2019):

  • Metade
    do prato (1/2):
    Vegetais e legumes. Lembre-se que quanto mais
    colorido e diverso melhor!
  • Um
    quarto do prato (1/4):
    Esse grupo é composto por grãos
    integrais, como arroz integral, pão integral, aveia e entre outros. É
    importante limitar grãos refinados, ou seja, carboidratos feitos por farinha
    branca.
  • Um
    quarto restante (1/4):
    Esse grupo é composto por proteínas, como
    peixe, frango, feijão e nozes. Deve-se reduzir o consumo de carne vermelha e
    queijo. Deve-se evitar bacon e carnes embutidas.
  • Algumas
    orientações:
    Use óleos saudáveis, como azeite de oliva e
    canola na salada. Limite o uso da manteiga e evite o consumo de margarina. Em
    relação aos líquidos, beba bastante água. A ingestão de chá e café deve ser
    feita com pouca ou nenhum açúcar. Evite bebidas açucaradas, como refrigerante.

Além disso, para as pessoas de
5 a 17 anos, MEV também inclui a prática de atividade física que deve ser
aeróbica e ter uma duração mínima de 60 minutos, 3 vezes na semana (WHO, 2011).

            Quinta etapa:

  • Hiperlipidemia
    familiar (FERRATI, 2019):
    O tratamento não medicamentoso
    envolve MEV. Já o tratamento medicamentoso, consiste em baixas doses de
    estatina para crianças de 8 a 10 anos de idade (quando nota-se benefício no uso
    da droga) para alcançar uma redução de 50% ou ter um LDL menor que 130 mg/dL.
    Se essa redução não foi alcançada, deve-se adicionar a ezetimiba.

    • Diabetes mellitus tipo 2 (CALABRIA, 2019): O
      tratamento também envolve MEV associado a farmacoterapia. Os medicamentos
      utilizados são a metformina (único fármaco anti-hiperglicêmico oral aprovado
      para pacientes pediátricos e deve ser introduzido em doses baixas para alcançar
      a meta de HbA1c < 6,5%) e a insulina (deve ser introduzida para pacientes
      graves com HbA1c > 9% e se não tiver acidose, deve-se iniciar a insulina
      junto com a metformina).

Hipertensão (MAGALHÃES et al, 2002): Além da mudança de estilo de vida, o tratamento medicamentoso deve ser introduzido. Inicialmente, deve-se usar inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) e bloqueadores de canais de cálcio (BCC), sendo que o primeiro deve ser monitorado por causa do seu efeito teratogênico. Caso haja doença renal, associa-se diurético.

Conheça o curso de Pediatria do Sanarflix!

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Comece os estudos com o apoio certo, desde o Ciclo Básico até o R1

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀