A tecnologia sempre foi aliada do diagnóstico e de todos os
processos relacionados a melhoria das condições de saúde da população. A cada
dia a medicina avança, utilizando ferramentas e melhores técnicas para
identificação precoce das patologias. Os métodos terapêuticos e resolução dos
problemas de saúde caminham de mãos dadas com o avanço dos equipamentos
eletrônicos e de todas as inovações tecnológicas.
No atual momento, vivenciamos a transição tecnológica em que
o consumo de equipamentos eletrônicos, redes sociais e aplicativos com fins
médicos são cada vez mais utilizados com a finalidade de monitoramento e maior
aproximação entre o paciente, que está em sua residência, e o profissional, em
um centro médico.
Não estamos distantes de possuirmos uma “unidade de saúde residencial”,
onde a inteligência artificial, conectada a sistemas operacionais, fará avaliações
precisas e rápidas da nossa saúde. Há alguns anos, realizar um simples teste de
glicemia plasmática em um paciente diabético necessitava de um grande aparato
técnico, além de mão obra especializada através de um laboratório de análises
clínicas. O advento de equipamentos simples, como os glicosímetros, proporcionou
uma enorme comodidade para o paciente, além de ajudar diretamente no controle e
acompanhamento da patologia. Em breve, uma série de outras análises de
parâmetros biológicos se popularizou no Brasil, facilitando ainda mais a
avaliação domiciliar do paciente.
A coleta, logo pela manhã, de uma quantidade ínfima de sague
a ser analisada de forma instantânea, por um equipamento eletrônico simples,
portátil e conectado a sua rede de internet, possibilitará o acesso imediato do
seu médico aos exames analisados, o qual poderá, de forma virtual, não só
acessar os resultados mas também lhe passar informações sobre as análises.
Caso você tenha achado invasiva a coleta de “uma gota de
sangue”, podemos mudar isso e evoluir ainda mais. O ar dos seus pulmões servirá
para análise, simplesmente assoprando em um curto tubo associado a um aparelho
eletrônico. Os parâmetros voláteis relacionados aos nossos principais sistemas biológicos
serão analisados pela inteligência artificial conectada ao aparelho, fornecendo
todas as informações sobre a nossa condição de saúde.
Com o envelhecimento da população a cada dia temos um
desafio maior. Com a necessidade de possuirmos um auxílio de cuidados de saúde dos
pacientes idosos, os robôs se tornarão nossos apoiadores nas tarefas diárias de
cuidados aos nossos idosos. Eles atuarão na informação sobre horários de
tratamentos, uso de medicamentos, manipulação de alimentos especiais, cuidados
diários de saúde além de análises da saúde geral do paciente.
Os males menores, problemas de saúde autolimitados, não
levarão a filas de atendimentos nos estabelecimentos de saúde pública, pois o
emprego da inteligência artificial viabilizará uma análise rápida e precisa da
condição de saúde do paciente, direcionando o caminho da terapêutica adequada,
não necessitando que o paciente saia de casa para se direcionar ao serviço de
saúde. Ao ligar para um serviço de emergência, equipamentos eletrônicos
residenciais poderão direcionar o atendimento ao serviço, agilizando os
procedimentos emergenciais para salvar a vida do paciente.
Cada vez mais as cirurgias e os procedimentos de assistência
médica poderão ser feitos à distância. Você poderá, por exemplo, consultar o
especialista a kms de distância da sua residência ou ser operado pelo melhor
cirurgião plástico do país sem precisar sair da sua cidade.
A terapêutica medicamentosa sofrerá avanços incríveis nos
próximos anos, pois o uso da nanotecnologia nos trará a possibilidade de
tratamentos mais precisos, sem a presença de eventos adversos, além da
possiblidade da substituição de tecidos e órgãos por sistemas sintéticos. Nanorrobôs
ingeridos em casa poderão entrar no nosso organismo e realizar reparos
teciduais, análises e auxílio no diagnóstico de doenças, além de serem úteis na
terapêutica paciente.
Ao ler este texto, você pode pensar que isso vai demorar ou
que muitos destes equipamentos ainda não foram inventados. Garanto que não,
tudo que foi citado aqui já está em andamento e muito do que foi discutido já foi
implementado. O futuro não é no futuro, ele já é presente e está acontecendo
agora.
Porém, tem um fator que não vai mudar: apesar de toda a evolução tecnológica, a medicina ainda será exercida na sua essência por médicos e muitos outros profissionais da saúde, afinal, somente um ser humano pode cuidar da plenitude de um outro ser humano. Assim, torcemos para que a tecnologia possa facilitar, cada vez mais, a melhora da condição de saúde da população e que também diminua as desigualdades na assistência, trazendo benefícios para todos.
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