Sistema esquelético: tudo o que você precisa saber para gabaritar sua prova!
O sistema esquelético é um dos principais sistemas do corpo humano que possui componentes que propiciam a proteção de órgãos e estruturas, além do movimento e locomoção, suporte estrutural, armazenamento de minerais e algumas outras funções essenciais.
Entre seus principais componentes, estão os ossos, as cartilagens, os ligamentos, as articulações, a medula óssea, os músculos e o periósteo.
Devido sua importância e sua dinamicidade, é preciso conhecer esse sistema e estar ciente de suas funções. Por isso, preparamos esse resumo completo sobre o sistema esquelético para te ajudar em suas provas!
Anatomia óssea
Para compreendermos a anatomia óssea, é preciso estarmos cientes que o esqueleto é composto por cartilagens e ossos.
É de suma importância conhecer a anatomia óssea, porque a partir dela podemos ter os ossos como pontos de referência para a localização de órgãos e outras estruturas importantes e que podem ser identificados durante o exame físico.
As cartilagens do sistema esquelético
A cartilagem, um tipo resiliente e semirrígido de tecido conjuntivo, constitui partes do esqueleto onde é necessária maior flexibilidade, como nas áreas onde as cartilagens costais conectam as costelas ao esterno.
A proporção de osso para a cartilagem no esqueleto varia conforme o corpo cresce; quanto mais jovem a pessoa, maior a quantidade de cartilagem presente. Já nos recém-nascidos, os ossos são flexíveis devido à predominância de cartilagem em sua composição.
A cartilagem é avascular – isto é, não é penetrada por vasos sanguíneos. Por isso, suas células obtêm oxigênio e nutrientes por meio de difusão.
Os ossos
Compreendemos que os ossos são tecidos vivos, embora possuam uma forma mais rígida. Eles são formados por tecido conjunto altamente especializado que compõe a maior parte do sistema esquelético.
Os ossos possuem características peculiares intrínsecas que exploraremos mais abaixo.
Descrição das características gerais dos ossos
Existem dois tipos distintos de osso: compacto e esponjoso (ou trabecular). A diferenciação entre eles é determinada pela quantidade relativa de material sólido e pelo número e tamanho dos espaços que contêm.
A arquitetura e a distribuição relativa de osso compacto e esponjoso variam de acordo com a função específica. O osso compacto desempenha um papel crucial na resistência para suportar peso.
Terminologias importantes
Em qualquer lugar dos ossos onde exista a inserção de tendões, ligamentos e fáscias, ou onde artérias penetrem os ossos ou estejam intimamente relacionados, ocorrem os acidentes ósseos.
O corpo é como nomeamos a massa principal de um osso.
O capítulo se refere a cabeça articular pequena e redonda, localizada geralmente na extremidade do osso, como ocorre no úmero.
Forame é uma passagem aberta através de um osso. O forame magno, localizado na base do crânio, na parte posterior, por exemplo, serve como uma passagem para a medula espinhal.
O maléolo é um processo arredondado. Existem maléolos em vários ossos, como o maléolo tibial.
Sistema esquelético: classificação dos ossos conforme o formato
A categorização dos ossos conforme o formato é importante porque facilita a compreensão a respeito da função e da localização desses ossos. Podemos classificá-los como longos, curtos, planos, irregulares e sesamoides.
Ossos longos
Além das funções que já conhecemos sobre os ossos, os ossos longos funcionam como um armazém de minerais essenciais como o cálcio e fósforo que são mobilizados para garantir o equilíbrio de funções metabólicas.
Ossos longos apresentam proeminências, como túberes, cristas e tubérculos, que atuam como contrafortes, oferecendo suporte para a fixação de grandes grupos musculares.
Vale ressaltar que os ossos em estado vivo possuem certa elasticidade, conferindo-lhes flexibilidade, ao mesmo tempo em que mantêm uma considerável rigidez.
São exemplos de ossos longos: fêmur, tíbia, fíbula, úmero, rádio e a ulna.
Ossos curtos
São os cubóides, localizados no tarso e no carpo (tornozelo e punho, respectivamente). Como exemplo, podemos citar: tálus, calcâneo, navicular – presentes no tarso; e o escafoide, semilunar, pisiforme – presentes no carpo.
Ossos planos
Os ossos planos são muito importantes para o sistema esquelético por terem uma função protetora em relação aos órgãos. Como exemplo, podemos citar os ossos planos do crânio, que atuam na proteção das estruturas nobres do encéfalo.
Ossos irregulares
Os ossos irregulares possuem vários formatos além de longos, curtos e planos. Um ótimo exemplo são os ossos da face, como o osso zigomático e o temporal.
Ossos sesamoides
Se desenvolvem em tendões e estão localizados onde os tendões cruzam as extremidades dos ossos longos. Eles funcionam como protetores dos tendões contra o desgaste excessivo e mudam o ângulo dos tendões. Como exemplo, temos a patela.
Estrutura óssea: epífise, diáfise e a medula óssea
As cartilagens se ossificam após o processo de multiplicação celular no tecido cartilaginoso. Nesse cenário, ocorre o crescimento de capilares periosteais. Quando os capilares foram o centro de ossificação primário, o tecido ósseo é formado e substitui a cartilagem.
Diáfise
O corpo de um osso a partir do centro de ossificação primário é chamado de diáfise. Esse centro cresce enquanto o osso se desenvolve.
Em ossos longos, notadamente rígidos e localizados como pontos de fixação para músculos e ligamentos, a quantidade de osso compacto é mais pronunciada nas proximidades da parte média da diáfise, especialmente onde os ossos tendem a curvar-se.
Epífise
Quando os centros de ossificação secundários começam a surgir em outras partes do osso, suas partes ossificadas são chamadas de epífise. Isso ocorre principalmente após o nascimento.
Os ossos desenvolvidos a partir da diáfise não se fundem com os originados da epífise até sua fase adulta devido a presença das lâminas epifisiais, que separam esses dois centros.
Medula óssea
Todos os ossos possuem uma fina camada superficial de osso compacto ao redor de uma massa central de osso esponjoso, exceto nas áreas em que o osso esponjoso é substituído por uma cavidade medular.
Dentro dessa cavidade medular nos ossos adultos e entre as espículas (trabéculas) do osso esponjoso, encontramos a medula óssea, que pode ser amarela (rica em gordura) ou vermelha (responsável pela produção de células sanguíneas e plaquetas), ou uma combinação de ambas.
Os ossos que contém medula óssea vermelha têm veias calibrosas. São neles onde são realizadas punções para coletar a medula óssea para tratar condições como a leucemia. Um exemplo desse tipo de osso é o esterno.
Articulações que fazem parte do sistema esquelético
As articulações são conexões entre dois ou mais ossos ou partes rígidas do esqueleto, apresentando uma variedade de formas e funções.
Em relação a sua capacidade de movimentos, existem articulações:
- Sem mobilidade, como as lâminas epifisiais entre a epífise e a diáfise de um osso longo em crescimento;
- Que possibilitam apenas movimentos limitados, como os dentes em seus alvéolos;
- Com ampla mobilidade, como a articulação do ombro.
Quanto à forma ou tipo de material que une os ossos, as articulações podem ser classificadas em três tipos: articulações sinoviais, articulações fibrosas e articulações cartilagíneas.
Articulações sinovais
Nas articulações sinoviais, os ossos são conectados por uma cápsula articular, composta por uma membrana fibrosa externa revestida por uma membrana sinovial serosa. Essa cápsula envolve e reveste a articulação ou cavidade articular.
Um exemplo desse tipo de articulação é a presente no joelho. Nela, a cavidade articular representa um espaço potencial contendo uma pequena quantidade de líquido sinovial lubrificante, secretado pela membrana sinovial.
Articulações fibrosas
Nas articulações fibrosas, os ossos são conectados por tecido fibroso. O grau de movimento numa articulação fibrosa é determinado pelo comprimento das fibras que unem os ossos.
A sindesmose é um tipo de articulação fibrosa, une os ossos por meio de uma lâmina de tecido fibroso, que pode ser um ligamento ou uma membrana fibrosa, conferindo mobilidade parcial. A membrana interóssea no antebraço é um exemplo de sindesmose, unindo o rádio e a ulna.
A gonfose, conhecida como sindesmose dentoalveolar, é uma articulação fibrosa na qual um processo semelhante a um pino encaixa-se numa cavidade entre a raiz do dente e o processo alveolar da maxila.
A mobilidade de uma gonfose, por exemplo, evidenciada por um dente solto, indica distúrbios nos tecidos de sustentação do dente.
Articulações cartilagíneas
Nas articulações cartilagíneas, as estruturas são conectadas por cartilagem hialina ou fibrocartilagem. Nas articulações cartilagíneas primárias, conhecidas como sincondroses, os ossos são unidos por cartilagem hialina, permitindo uma leve flexibilidade no início da vida.
Essas articulações primárias são geralmente uniões temporárias, como aquelas presentes durante o desenvolvimento de um osso longo, onde a epífise e a diáfise são conectadas por uma lâmina epifisial.
As sincondroses possibilitam o crescimento ósseo em comprimento. À medida que o crescimento é concluído, a lâmina epifisial transforma-se em osso, resultando na fusão das epífises com a diáfise.
As articulações cartilagíneas secundárias, chamadas sínfises, são articulações robustas e levemente móveis, unidas por fibrocartilagem.
Os discos intervertebrais fibrocartilagíneos, localizados entre as vértebras, são formados por tecido conjuntivo que conecta as vértebras. Essas articulações conferem à coluna vertebral resistência, absorção de choque e uma considerável flexibilidade.
Músculos e a relação com o sistema esquelético
O sistema muscular é composto por todos os músculos presentes no corpo, sendo que a grande maioria é constituída por músculos esqueléticos voluntários. Esses são caracterizados por um tipo específico de tecido muscular.
A relação entre os músculos e o sistema esquelético é fundamental para o funcionamento adequado de uma série de movimentos e funções. As principais formas em que esses sistemas estão conectados são:
- Fixação e estabilização das articulações;
- Contração muscular e movimento;
- Anexação aos ossos, por meio dos tendões – que transmitem a força desenvolvida pela contração muscular para os ossos;
- Proteção das estruturas ósseas;
- Sustentação e postura.
Alguns músculos, como os ciliares e o detrusor, além dos músculos eretores dos pelos, são formados por outros tipos de tecido muscular e desempenham papéis importantes em órgãos de diversos sistemas, incluindo circulatório, digestório, genital, urinário, tegumentar e visual.
Visão geral sobre as principais patologias ósseas
As patologias ósseas, de forma geral, não atingem apenas o sistema esquelético. Muitas delas provocam reações locais que envolvem nervos, músculos e estruturas adjacentes e podem provocar manifestações sistêmicas, além das locais.
São alguns exemplos:
Osteomielite
A osteomielite é um processo infeccioso dos ossos, geralmente provocada por bactérias. Essa condição tende a comprometer a porção cortical e a porção esponjosa dos ossos, além do canal medular.
O quadro clínico geralmente reúne um conjunto de repercussões locais e sistêmicas como dor, edema, febre, mal-estar, entre outras.
Osteoporose
A osteoporose é uma condição que promove fraturas de fragilidade devido a diminuição da resistência óssea. É uma patologia mais comum em mulheres após a menopausa e idosos e que resulta do aumento exagerado da reabsorção óssea em relação a formação dos ossos.
Artrite reumatóide
A Artrite Reumatóide é uma doença inflamatória sistêmica e autoimune crônica que atinge a membrana sinovial. Por consequência, provoca erosão óssea e destruição de cartilagens, provocando deformações irreversíveis.
Fraturas
As fraturas são lesões ósseas que ocorrem por trauma, queda ou reforço repetitivo. São especialmente mais preocupantes quando envolvem ossos longos como o fêmur devido às complicações vasculares, possibilidade de lesão de nervos e serem mais desafiadoras para a estabilização.
Sistema esquelético: o que é cobrado nas provas da faculdade de medicina?
Devido a relevância e importância do sistema esquelético, é importante conhecer as principais estruturas que compõem esse sistema e suas patologias mais comuns.
Para isso, conhecer as correlações anatômicas é indispensável e você pode utilizar de técnicas adequadas para estudar anatomia para potencializar sua capacidade de aprendizado e ir muito bem em suas provas.
Embora exista uma variedade de conteúdos que compreendem o sistema esquelético, os assuntos mais comuns são:
- Anatomia do sistema esquelético;
- Patologias que afetam os ossos, os músculos e as articulações;
- Identificação dos ossos e suas funções principais;
- Anatomia radiológica.
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Referência bibliográfica
- MOORE, Keith L et al. Anatomia orientada para a clínica. 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.
- OLSON TR, et al. Ger’s Essentials of Clinical Anatomy, 3rd ed. New York, Cambridge University Press, 2009.
- STANDRING, S. Gray’s Anatomy: The Anatomical Basis of Medicine and Surgery, 41st British ed. London, Churchill Livingstone/Elsevier, 2016.