Anatomia dos ossos do crânio: tudo o que você precisa saber para gabaritar sua prova!
Os ossos do crânio fazem parte do esqueleto axial, conjunto de ossos que protege o sistema nervoso central. O neurocrânio é a parte do crânio que envolve o encéfalo e as meninges cranianas, sendo formado por 8 ossos: frontal, parietais (2), occipital, temporais (2), etmoide e esfenoide.
Anatomia dos ossos do crânio: ossos parietais
Os ossos parietais são dois grandes ossos localizados nas laterais e na parte superior do crânio. Classificados como ossos laminares ou planos, apresentam uma estrutura delgada e um formato retangular levemente curvado, o que lhes confere grande resistência e leveza ao mesmo tempo. Juntos, formam a maior parte da calota craniana, protegendo o cérebro e contribuindo para o contorno arredondado da cabeça.
Suturas
Além de compor a maior porção da região superior do crânio, os ossos parietais desempenham papel essencial na formação da abóbada craniana, funcionando assim como uma verdadeira “cúpula” óssea de proteção. Dessa forma, estão posicionados de maneira simétrica, um de cada lado da cabeça, sendo separados pela sutura sagital, que percorre o centro da calota no sentido anteroposterior.
Assim, cada osso parietal se articula com outros importantes ossos do crânio através de linhas de junção conhecidas como suturas. Essas suturas são articulações imóveis que permitem o encaixe perfeito entre os ossos, garantindo estabilidade à estrutura craniana. Além disso, na frente, os parietais se unem ao osso frontal pela sutura coronal; na parte posterior, articulam-se com o osso occipital pela sutura lambdoide; lateralmente, ligam-se ao osso temporal pela sutura escamosa. Todas essas conexões são fundamentais para manter a integridade da caixa craniana e proteger o encéfalo.
Durante o desenvolvimento humano, especialmente na infância, essas suturas permitem certo grau de mobilidade, facilitando assim o crescimento do crânio e o parto. Com o tempo, elas se tornam ossificadas, proporcionando maior rigidez e proteção à cabeça. Portanto, os ossos parietais e suas articulações desempenham funções estruturais e protetoras indispensáveis para a anatomia e o funcionamento do sistema nervoso central.
Os locais onde os ossos parietais se articulam com outros ossos do crânio são chamados de sutura. As quatro suturas principais do crânio estão expostas na figura abaixo:
Anatomia dos ossos do crânio: osso frontal
O osso frontal é um osso pneumático que forma a testa (fronte) e o teto da órbita. Um dos principais pontos de destaque desse osso é a glabela, parte lisa na linha mediana do osso que possui importância clínica pelo fato de ser um local de passagem de muitas estruturas nervosas, ou seja, é um ponto de avaliação de resposta à dor.
O osso frontal participa da formação da fossa anterior do crânio, onde se apoiam o lobo frontal do cérebro.
Acima das órbitas encontram-se os arcos supraciliares, local altamente vascularizado e, quando traumatizado, sangra bastante. Na margem superior supraorbital possui um forame pelo qual passam nervos e artérias que suprem a fronte.
O osso frontal possui, nas regiões laterais à glabela, seios pneumáticos (seios frontais), preenchidos por ar e, quando inflamados, causam sinusite.
Anatomia dos ossos do crânio: osso occipital
O osso occipital é plano e forma a base posterior da calota craniana e da base do crânio. Ele articula-se com os ossos parietais na sutura lambdóide e com os ossos temporais nas suturas occiptomastóideas.
A protuberância occipital externa é uma saliência na região mediana do crânio, que localiza-se na junção entre a base e a parede posterior da calota craniana.
A crista occipital externa estende-se anteriormente, a partir da protuberância occipital externa na direção do forame magno. Essa crista auxilia na fixação do ligamento nucal, ligamento elástico que se situa no plano mediano da região posterior do pescoço e conecta as vértebras cervicais ao crânio.
As linhas nucais e as regiões ósseas entre são áreas de fixação de músculos do pescoço e dorso. A linha nucal superior define o limite superior do pescoço. Internamente, o osso occipital forma as paredes da fossa posterior do crânio e acomoda o cerebelo. Na base do osso, está o forame magno, estrutura muito importante pois é o local de passagem dos nervos espinhais.
Ossos temporais
Os ossos temporais são irregulares e formam as regiões laterais inferiores do crânio e partes de assoalho. Cada osso temporal tem uma forma complexa e é dividido em três partes principais: parte escamosa, parte timpânica e parte petrosa.
O osso temporal possui esse nome pois é o primeiro local onde aparecem os cabelos grisalhos, sinal da passagem do tempo.
A parte escamosa margeia a sutura escamosa e tem um processo zigomático em forma de barra que se projeta anteriormente para encontrar o osso zigomático da face. Além disso, a parte timpânica circunda o meato acústico externo (ou canal auditivo externo), local por onde o som entra na orelha.
Já a parte petrosa contribui para a formação da base do crânio e forma uma cunha óssea entre o osso occipital posteriormente e o osso esfenoide anteriormente. O forame jugular está localizado onde a parte petrosa se une ao osso occipital e através desse forame passa a veia jugular interna (maior veia da cabeça) bem como os nervos cranianos IX, X e XI.
Também no osso temporal, através do canal carótico, passa a artéria carótida interna, principal artéria que nutre o encéfalo. Além disso, os nervos cranianos VII (facial) e VIII (vestibulococlear) passam pela face posterior da parte petrosa, no meato acústico interno.
Osso esfenóide
O osso esfenóide forma uma cunha central que se articula com todos os outros ossos da região. O esfenóide é composto por um corpo central e três pares de processos:
- As asas menores
- Asas maiores
- Pterigóides.
Dessa forma, as asas maiores projetam-se lateralmente a partir do corpo do esfenóide, formando partes da fossa média do crânio e da órbita. As asas menores, em forma de chifre, formam parte da fossa anterior do crânio e uma parte da órbita.
Portanto, os processos pterigóides, em forma de calha, projetam-se inferiormente a partir das asas maiores e servem como pontos de inserção para os músculos pterigóides, que ajudam a fechar a mandíbula na mastigação.
Assim, aberturas nesse osso permitem a passagem de várias estruturas da e para a órbita, como os nervos cranianos que controlam os movimentos dos olhos (III, IV e VI), o nervo óptico (II) e os ramos mandibular e maxilar do nervo trigêmio (V).

Osso etmoide
O etmoide está situado anterior ao osso esfenoide e posterior aos ossos nasais, formando a maior parte da área óssea medial entre a cavidade nasal e as órbitas. Dessa forma, sua superfície superior é formada pelas lâminas cribriformes (crivosas), horizontais e emparelhadas, que contribuem para formar o teto da cavidade nasal e o assoalho da fossa anterior do crânio.
Assim, as lâminas cribriformes são perfuradas pelos forames da lâmina cribriforme, local de passagem do I nervo craniano (nervo olfatório) que corre da cavidade nasal para o cérebro.
Além disso, o osso etmoidal ajuda na manutenção da posição do encéfalo dentro da cavidade craniana, a partir da crista etmoidal, estrutura localizada entre as duas lâminas cribriformes.
A lâmina perpendicular do osso etmóide forma o teto septo nasal. Em cada lado da lâmina perpendicular situa-se um delicado labirinto etmoidal, preenchido por células etmoidais (seio etmoide).

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Referências bibliográficas
- Moore, Keith L. Anatomia orientada para a Clínica. 7a edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
- Drake, et al. Gray’s Anatomia Clínica para Estudantes. 3aed.
- Goldman-Cecil. Medicina. 25aed.
- Marieb, Elaine; Wilhelm, Patricia; Mallatt, Jon. Anatomia Humana. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2014.
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