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Um paciente de 48 anos com coinfecção por HIV e hepatite B crônica está em tratamento antirretroviral com tenofovir, lamivudina e efavirenz. Após vários anos de terapia bem-sucedida, exames recentes mostram um aumento na carga viral de hepatite B, enquanto a carga viral do HIV permanece suprimida. Testes genotípicos revelam mutações na polimerase do HBV que conferem resistência à lamivudina. Considerando o cenário de resistência cruzada entre antivirais usados para o tratamento do HIV e da hepatite B, qual é a explicação mais plausível para o aumento da carga viral de HBV, e qual seria a melhor estratégia terapêutica para manejar essa situação?

A

Mutações na polimerase do HBV que conferem resistência cruzada à lamivudina e potencialmente a tenofovir, sugerindo a adição de entecavir ao regime

B

Desenvolvimento de resistência ao tenofovir no HBV, com escape virológico, exigindo a troca por tenofovir alafenamida (TAF) para evitar resistência cruzada com o HIV

C

A resistência ao HBV pode ser atribuída à monoterapia funcional com lamivudina, sugerindo a troca de lamivudina por emtricitabina, que tem menor propensão à resistência

D

O aumento da carga viral de HBV é provavelmente devido à baixa adesão ao efavirenz, que também afeta o controle do HBV, sugerindo intensificação do suporte de adesão ao tratamento

E

Mutações no HIV que conferem resistência ao efavirenz, levando a falha virológica cruzada com o HBV, sugerindo a substituição por dolutegravir

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