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UFMA - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PRESIDENTE DUTRA - 2012
Paciente vitima de atropelamento dá entrada no pronto-socorro, com quadro de choque hemorrágico grau III (conforme a ATLS), com fraturas de costelas em base do hemitórax direto, hemopneumotórax à direita e sinais evidentes de hemorragia intra-abdominal ativa com traumatismo cranioencefálico e escore de coma de Glasgow 10. Levado à laparotomia exploradora, onde evidenciou-se lesões graves e sangrantes do fígado e do complexo duodeno-pancreático, explosão esplênica, assiciado à grande hematoma perirrenal direito. Optou-se por medidas de “controle de danos” (damage control). Assinale a alternativa INCORRETA:
A expansão volêmica agressiva não representa fator de risco para síndrome compartimental abdominal, sendo recomendada sem restrições nos pacientes politraumatizados.
A decisão de realizar procedimetos para "controle de danos" deveria ser feita precocemente durante a cirurgia, antes mesmo do desenvolvimento de hipotermia, acidose e coagulopatia, pois aguardar o desenvolvimento dessa tríade reduz o sucesso cirúrgico da intervenção.
A cirurgia abdominal para "controle de danos" tem como prioridades o controle mecânico de hemorragias e da contaminação cavitária com interrupção do procedimento operatório antes do tratamento definitivo de todas as lesões.
O empacotamento com compressas (packing abdominal) representa uma estratégia operatória para controle da hemorragia, especialmente de fígado, retroperitôneo e cavidade pélvica.
A medida da pressão intra-abdominal é recomendada nos pacientes indicados para cirurgia de "controle de danos" (damage control), devido ao risco de desenvolvimento de hipertensão (intracavitária) e/ou síndrome compartimental abdominal.