Dica do autor: A pars distalis, também conhecida como lobo anterior da hipófise ou adeno-hipófise, é a principal região produtora de hormônios da hipófise. Histologicamente, essa estrutura é composta por células epiteliais endócrinas organizadas em cordões ou ninhos celulares, intensamente vascularizadas por capilares sanguíneos fenestrados, o que facilita a liberação dos hormônios produzidos diretamente na circulação. Essas células são classificadas com base em suas características de coloração e função hormonal em acidófilas (somatotrofas e lactotrofas), basófilas (gonadotrofas, tireotrofas, corticotrofas) e cromófobas. A íntima relação entre essas células e os vasos capilares permite a eficiente liberação de hormônios tróficos, que atuam sobre outras glândulas-alvo. Essa organização contrasta fortemente com outras regiões da hipófise, como a pars nervosa, que é composta principalmente por axônios e pituícitos. Portanto, entender essa estrutura microscópica é essencial para diferenciar lesões hipofisárias funcionais e não funcionais, como no caso clínico apresentado.

Fonte: JoseLuisCalvo/Shutterstock.com (adaptado)
Alternativa A: INCORRETA. A descrição remete à pars nervosa da neuro-hipófise, não à pars distalis. A pars distalis não é composta por células pavimentosas nem está relacionada à condução axonal. Essa estrutura possui células endócrinas, não neurais.
Alternativa B: INCORRETA. A alternativa descreve características da glândula pineal, como a presença de células gliais (pinealócitos) e a secreção de melatonina, que está associada ao ritmo circadiano. Essa estrutura não faz parte da adeno-hipófise, portanto, não se relaciona com a histologia da pars distalis.
Alternativa C: CORRETA. Esta alternativa descreve com precisão a histologia da pars distalis: presença de células epiteliais cuboides ou poligonais, organizadas em cordões ou ilhas, com intensa vascularização por capilares fenestrados, o que é essencial para a liberação dos hormônios diretamente na corrente sanguínea.
Alternativa D: INCORRETA. A presença de fibras colágenas e adipócitos é uma característica mais típica da medula óssea ou tecido conjuntivo e não representa a estrutura da pars distalis. Além disso, a adeno-hipófise é predominantemente composta por tecido glandular epitelial, e não adiposo.
Alternativa E: INCORRETA. Essa descrição se refere à pars nervosa da hipófise (neuro-hipófise), onde há terminações axonais não mielinizadas provenientes do hipotálamo e pituícitos, células de suporte semelhantes a astrócitos. A pars distalis não possui essas estruturas, pois ela é de origem epitelial e tem função secretora independente do hipotálamo.
Resposta correta: Alternativa C.
Referências:
Junqueira, L. C., & Carneiro, J. (2013). Histologia Básica: Texto e Atlas. 12ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
Ross, M. H., & Pawlina, W. (2011). Histologia: Texto e Atlas. 6ª ed. Porto Alegre: Artmed.
Gartner, L. P., & Hiatt, J. L. (2017). Color Atlas of Histology. 7ª ed. Wolters Kluwer.
