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Fibras Cardíacas: Potencial de Ação e mais!

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Confira um artigo completo que falamos sobre o potencial das Fibras Cardíacas para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

O potencial das Fibras Cardíacas

O coração é realmente um órgão fascinante e ninguém pode discordar. Este órgão atua como uma bomba muito eficiente, durável e confiável, que distribui diariamente mais de 6.000 litros de sangue para todo o corpo e bate 30 a 40 milhões de vezes por ano, incessantemente, fornecendo nutrientes vitais aos tecidos e facilitando a excreção de resíduos.

Consiste em quatro câmaras, de modo que o átrio e o ventrículo esquerdo são parte da circulação sistêmica e o átrio e o ventrículo direito fazem parte da circulação pulmonar, atuando, assim, como uma bomba dupla. Para o bom funcionamento mecânico desta “bomba de sangue”, é necessário um eficiente sistema de condução de impulsos elétricos para permitir a despolarização do miocárdio e, consequentemente, a contração cardíaca.

Sistema de Condução Cardíaca (His-Purkinje)

O coração é dotado de um sistema especial para (1) gerar impulsos elétricos rítmicos que causam contrações rítmicas do miocárdio e (2) conduzir os impulsos rapidamente por todo o coração. Este sistema condutor que é responsável pela sincronia dos eventos do ciclo cardíaco.

Quando esse sistema funciona normalmente, os átrios se contraem aproximadamente um sexto de segundo antes da contração ventricular, o que permite o enchimento dos ventrículos antes de bombear o sangue para os pulmões e para a circulação periférica. Se átrios e ventrículos contraíssem ao mesmo tempo, o enchimento dos ventrículos não aconteceria.

Outra característica especial desse sistema é que ele faz com que as diferentes porções do ventrículo se contraiam quase simultaneamente, o que é essencial para gerar pressão, com o máximo de eficiência, nas câmaras ventriculares.

A imagem abaixo mostra o sistema especializado condutor e excitatório do coração, que controla as suas contrações. A figura mostra o nodo sinusal (também chamado nodo sinoatrial ou nodo SA), no qual são gerados os impulsos rítmicos normais; o feixe de Bachmann, que permite o acoplamento elétrico entre o átrio direito e átrio esquerdo; os feixes internodais, que conduzem os impulsos do nodo sinusal ao nodo atrioventricular (nodo AV); e o próprio nodo AV, no qual os impulsos vindos dos átrios são retardados antes de passar para os ventrículos, sendo esta pausa na condução essencial para que a sístole atrial não aconteça junto com a sístole ventricular, permitindo o enchimento dos ventrículos de forma mais eficiente.

O feixe AV (ou feixe de His) conduz os impulsos dos átrios para os ventrículos, e os ramos direito e esquerdo do feixe de fibras de Purkinje conduzem os impulsos cardíacos para todas as partes do miocárdio ventricular.

Imagem ilustrativa que mostra o Sistema de condução cardíaca.

Imagem: Sistema de condução cardíaca. Fonte: OpenSax College

Células Miocárdicas e seus Potenciais de Ação

Agora que vimos a progressão normal da condução elétrica no sistema His-Purkinje, vamos entender como este estímulo elétrico se origina, ou seja, como ocorre o surgimento dos potenciais de ação nas células miocárdicas. Um aspecto que chama a atenção quando se fala em potencial de ação cardíaco é a grande diversidade de formas dependendo da região do coração analisada.

Podemos identificar três tipos de células cardíacas, com diferentes propriedades eletrofisiológicas: (1) células musculares, presentes nas paredes atriais e ventriculares, são especializadas na contração, sendo responsáveis, assim, pelo acoplamento entre o impulso elétrico e a contração mecânica cardíaca; (2) células de condução que são especializadas na condução rápida de impulso elétrico e estão localizadas no sistema His-Purkinje, sendo essenciais para que o coração se contraia como um todo; e (3) células marca-passo, que têm propriedade de autodespolarização, sendo capazes de gerar o estímulo elétrico que se propagará pelo sistema cardíaco de condução, estando localizadas ao longo do sistema His-Purkinje, destacando-se as células marca-passo presentes no nodo sinusal.

Potencial de Repouso da Membrana dos Miócitos Cardíacos

Antes de falarmos do potencial de ação e o seu surgimento, é necessário o entendimento sobre os íons que definem o potencial de repouso das células miocárdicas.

SE LIGA NO CONCEITO! Por definição, o potencial de repouso de uma membrana é o potencial transmembrana da mesma quando se observa um fluxo nulo efetivo de correntes através desta. Ou seja, o número de cargas positivas que entram na célula deve ser exatamente igual ao de cargas positivas que saem dela. Tratando-se do coração, esta é a razão pela qual, durante a diástole, o potencial permanece estável ao longo do tempo em todas as células miocárdicas, exceto nos marca-passos, como veremos a diante.

O potencial transmembrana de uma célula depende, basicamente, das concentrações dos vários íons nas duas faces da membrana plasmática, portanto, dos potenciais de equilíbrio destes íons, e das condutâncias da membrana a estes íons, ou seja, da facilidade com que a membrana plasmática se deixa permear por cada um destes íons a cada momento. Deste modo, todos os íons presentes nos meios intra e extracelular podem contribuir para o potencial transmembrana de uma célula.

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