1. Qual a importância do planejamento familiar?
É por meio dos vários métodos de contracepção que existem que é possível se fazer um planejamento familiar , onde os casais possuem o poder de escolher a quantidade de filhos que desejam ter, além do intervalos entre essas gravidezes.
Ademais, a saúde contraceptiva hoje é garantido por lei como um direito fundamental. Mulheres a partir dos 12 anos, têm direito à contracepção, isso independe da autorização e/ou presença de algum responsável.
2. Métodos hormonais
A contracepção hormonal pode ser feita usando o estrogênios, que no casos dos anticoncepcionais usa-se o estrogênios sintéticos, principalmente o etinilestradiol, que é cerca de 1000x mais potente do que os estrogênios naturais (estradiol e estriol). O papel dos estrogênios naturais no organismo da mulher é induzir o desenvolvimento de caracteres secundários e desenvolver o endométrio. Além disso, eles podem ter uma atuação no sistema nervoso central, onde estimulam um comportamento mais expansivo. Hoje a maioria dos anticoncepcionais orais combinados, os adesivos transdérmicos e o anel vaginal de hormônio utilizam o etinilestradiol.
Podemos usar estrogênios combinados com progestagênios, ou esses progestágenos podem ser utilizados de forma isolada. Hoje temos vários progestágenos disponíveis, e grande parte vem derivada do 19-nortestosterona.
O efeito colateral mais grave relacionado aos estrogênios é um aumento de risco de ocorrer um episódio de tromboembolia venosa, e como efeitos menos danosos eles podem causar enxaqueca , náuseas , alterações na libido e no perfil lipídico da paciente.
Anticoncepcionais orais combinados estão preferencialmente indicados em mulheres sadias, não fumantes, com menos de 35 anos de idade. Isso porque muitos dos efeitos nocivos desses fármacos se expressam predominantemente quando há condições adicionais de risco, como fumo, idade além de 35 anos, obesidade e hipertensão (Beral et al., 1999).
Os progestágenos usados de forma isolada, também denominados de minipílulas, são o acetato de noretindrona e levonorgestrel. Seu mecanismo de atuação envolve espessamento do muco cervical e ele não permite que haja implantação do embrião na cavidade endometrial.
As concentrações de progestágenos, isolados, não são suficientes para impedir que aconteça a ovulação, e é por isso que ela possui uma menor efetividade do que os anticoncepcionais combinados. E são recomendados quando existe alguma intolerância
ou contraindicação ao uso de estrogênios, e também quando a paciente está amamentando.

3. Métodos químicos
O DIU de cobre é o método químico com maior efetividade, ele consegue inibir a movimentação dos espermatozóides. Porém, esse método anticoncepcional depende bastante da tolerância da paciente, ele pode causar fortes cólicas.
Além do DIU temos nesse grupo os espermicidas, como por exemplo o nonoxinol, que possui diversas apresentações no mercado, no entanto eles possuem uma taxa de efetividade baixa, por isso são indicados como um complemento ao método de barreira. O nonoxinol atua causando rupturas na membrana das células do espermatozoide, isso faz com que ele se torne mais lento ou mesmo os mate. É importante ressaltar que ele só pode ser usado com o diafragma, se for utilizado com o preservativo masculino pode aumentar a chance desse indivíduo se contaminar pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).
4. Métodos de barreira
Nesse grupo temos como representantes o preservativo masculino e feminino, que conferem uma vantagem aos outros métodos citados até aqui. As camisinhas além de evitarem gravidez elas conseguem prevenir ISTs. Outro ponto positivo da camisinha é que ela geralmente não causa efeitos colaterais, somente em casos raros onde o indivíduo é alérgico ao látex.
O preservativo feminino, ainda é pouco utilizado, ele se trata de uma bolsa cilíndrica constituída de plástico fino, transparente, que tem dois anéis flexíveis em cada extremidade
Ela pode ser colocada antes do coito, e não se desloca quando ocorre a ereção peniana , outra coisa diferente em relação ao preservativo masculino é que ela não precisa ser retirada logo depois da ejaculação.
Além das camisinhas como método de barreira, também temos o diafragma, que se trata de um dispositivo de látex que cobre o colo do útero e tem formato de um capuz . Existem diversos tamanhos de diafragmas, e somente após uma avaliação com um ginecologista ele pode ser utilizado.
O diafragma é utilizado junto com o espermaticida. A paciente pode introduzi-lo antes do coito, e ele precisa permanecer por no mínimo 12 horas depois que a relação sexual teve fim. Esse método pode ser utilizado no banho, e se colocado da maneira correta não irá se deslocar.
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5. Métodos cirúrgicos
Pela legislação vigente no país , apenas pessoas com 25 anos ou que tenham mais de dois filhos vivos, e que não estejam em períodos gestacionais, nem nos 2 meses após o parto podem passar pelos procedimentos cirúrgicos que tem como objetivo a esterilização.
A vasectomia, esterilização masculina , é um procedimento mais simples e pode ser realizado em um ambulatório e por isso é preferida.
6. Contracepção de emergência
Aqui usa-se uma alta dose de progesterona , ou também pode ser feita a inserção do DIU. Porém, como se trata de um método utilizado após o ato sexual ele tem uma maior chances de falhas.
Qual a indicação de Anticoncepcionais Orais?
Anticoncepcionais orais combinados estão preferencialmente indicados em mulheres sadias, não fumantes, com menos de 35 anos de idade.
A partir de qual idade pode-se iniciar a prescrição de medidas contraceptivas?
Mulheres a partir dos 12 anos, têm direito à contracepção, isso independe da autorização e/ou presença de algum responsável.
Quais os métodos contraceptivos que estão disponíveis?
Existem métodos hormonais, a exemplo dos anticoncepcionais orais ou injetáveis, do adesivo transdérmico e do anel vaginal. Como também, há os dispositivos intrauterinos (DIU) e métodos de barreira, como a camisinha.
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Referências:
- Tratado de Ginecologia FEBRASGO / editores Cesar Eduardo Fernandes, Marcos Felipe Silva de Sá; coordenação Agnaldo Lopes da Silva Filho…[et al]. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
- Rotinas em Ginecologia – Fernando Freitas et al. – 6ª edição – Porto Alegre: Artmed, 2011.