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O elo entre a síndrome de Down e a leucemia | Colunistas

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1. Definição:

A síndrome de Down é uma alteração genética caracterizada pela presença adicional de um cromossomo 21 nas células, totalizando um genótipo com 47 cromossomos ao invés de 46.

Esse excesso de material genético traz algumas características, como: olhos oblíquos, baixa implantação da orelha, língua protusa, baixa estatura, prega palmar única, déficit cognitivo e tônus muscular diminuido.

Além disso,
essa trissomia cromossômica aumenta consideravelmente o risco de neoplasia maligna no individuo, principalmente
o cancêr das células sanguíneas, como a leucemia.

2. Correlação clínica:

Ainda não se sabe ao certo, mas acredita-se que a trissomia do 21 seja a responsável pela transformação maligna de células hematopoiéticas.

Para entender esse elo, precisa-se compreender sucintamente a função de genes como GATA 1, 2 e 3. O GATA1 é importante para o desenvolvimento de células eritrocíticas e megacariocíticas; o GATA2 é crucial para a proliferação e manutenção de células pluripotentes, e de progenitores multipotentes; e o GATA3 contribui para o desenvolvimento de células T.

Mutações em vários genes no cromossomo 21 já foram identificadas em leucemias e muitos desses genes são reconhecidos como codificadores de fatores transcricionais, atuantes em várias etapas da hematopoiese.

Deste modo, deve haver uma contribuição de genes presentes no cromossomo 21 que cooperem com mutações no GATA1 para causarem a leucemogênese.

(https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/12101/1/2012_LilianBarrosQueiroz.pdf, acessado em 31/05/2020)

O subtipo de leucemia presente no portador da síndrome de Down varia de acordo com a idade de aparecimento da doença. No RN, a leucemia mais frequente é a leucemia transitória.

Nos três primeiros anos, a leucemia mielóide é a mais comum; depois dos três anos de idade, aproximadamente, 80% são casos de leucemia linfocítica ou linfóide.

2.1. Leucemia linfóide e mielóide + trissomia do 21:

As leucemias linfóide e mielóide se
diferem quanto à linhagem celular acometida. A linfóide acomete células que
produziriam linfócitos, enquanto a mielóide acomete células que formariam os
leucócitos, hemácias ou plaquetas.

Nos dois quadros de leucemia, há a superprodução dos blastos, os precursores mais
imaturos de todas as células sanguíneas. Além disso, o aumento excessivo no número
dos blastos ocupa o espaço das outras células sanguíneas, reduzindo a
quantidade de hemácias e plaquetas.

Independentemente da síndrome de Down, o
quadro clínico é formado pelo acometimento das três classes de células
sanguineas (plaquetas, hemácias e leucócitos) e pode cursar com palidez, dor óssea,
petéquias, febre, fraqueza, fadiga e manifestações hemorrágicas.

2.2. Leucemia transitória + trissomia do 21:

A leucemia transitória, frequentemente presente no RN portador de síndrome de Down, conta com um quadro similar ao da leucemia, mas desaparece espontaneamente em semanas ou meses.

Apesar de não trazer grandes danos, o RN portador de leucemia transitória tem chances maiores de desenvolver um quadro de leucemia posteriormente, tornando necessário uma atenção redobrada do médico e dos pais.

Estudos da medula óssea de pacientes com síndrome de Down e leucemia transitória revelaram a possibilidade de haver outras anormalidades cromossômicas nos pares 1, 5 e 11, além da trissomia do 21.

Esses achados sugerem uma doença clonal leucêmica ou pré-leucêmica que tendem a regredir devido a ações hormonais que permitem que as células hematopoéticas normais adquiram dominância sobre a célula anormal. (SANT’ANNA, Anna L., 2002).

3. Diagnóstico:

O diagnóstico da leucemia no portador da síndrome de Down deve ser iniciado a partir dos sintomas relatados. Através do exame clínico e do hemograma, levanta-se a suspeita de leucemia na presença de anemia, plaquetopenia e leucocitose.

Para confimar o diagnóstico, é necessario realizar um mielograma e uma posterior analise microscopica da medula.

O estudo
medular que apresente acúmulo de células indiferenciadas e imaturas confirmará
o diagnóstico para leucemia.

4. Tratamento:

O tratamento em crianças é feito prioritariamente com a quimioterapia. Em casos extremos, pode associar-se ao transplante de medula óssea.

Os estudos demonstram que pacientes leucêmicos portadores de síndrome de Down possuem uma resposta melhor à quimioterapia em relação aos outros pacientes leucêmicos.

Provavelmente, isso se deve a ação do quimioterápico Aracetin, que atua através da enzima de metabolização do cromossomo 21. Dessa maneira, os portadores da trissomia do 21, codificam essa enzima em maior quantidade.

5. Conclusão:

Diante do elo entre a síndrome de Down e a leucemia, é necessário pesquisar a leucemia transitória na avaliação do RN.

Os pais precisam ser orientados dos principais sinais que costumam se manifestar até os 5 anos: astenia, fadiga e hematomas frequentes. Dessa forma, o diagnóstico poderá ser realizado de maneira mais precoce.

Assim, com o acompanhamento médico e orientação familiar adequados, garante-se um melhor prognóstico para o paciente leucêmico portador da trissomia do 21.

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