O comportamento em sociedade, exige de seus participantes a prática norteadores das principais regras dispostas para a vida em comunidade. Desde a Grécia Antiga, os conceitos filosóficos apresentados já eram amplamente discutidos e colocados como prática ideal por Aristóteles, Platão e Sócrates. Embora fossem filósofos do mesmo período, não havia um consenso estabelecido sobre os norteadores para a vivência na pólis. Sócrates racionalizou a Ética, Platão colocou cotidiana da ética e da moral, conceitos filosóficos de significados distintos, que são a concepção metafísica e a doutrina da alma a frente da ética, por fim, Aristóteles associou o homem político, social que vive na pólis a idealização de ética.
Embora fossem filósofos do mesmo período, não havia um consenso estabelecido sobre os norteadores para a vivência na pólis. Sócrates racionalizou a Ética, Platão colocou cotidiana da ética e da moral, conceitos filosóficos de significados distintos, que são a concepção metafísica e a doutrina da alma a frente da ética, por fim, Aristóteles associou o homem político, social que vive na pólis a idealização de ética.
A partir da modernização das
sociedades, toda e qualquer relação passou a ser pautada em princípios
sociológicos que são perpassados por intermédio das influências das comunidades
que compõem o todo social. Todos são doutrinados desde o primeiro momento do
nascimento junto à família, ao passar pela igreja, pela escola e por fim ao
chegar no cotidiano da profissão ao qual pode ou não escolher.
Frente a toda essa filosofia, surgem
os códigos de ética que pautam as diversas profissões que solidificam a base
social. Não obstante o Conselho Federal de Medicina através das necessidades
apresentadas pelo corpo social que diretamente
se envolve com o mundo médico formulou em dois anos o Código de Ética dos
Estudantes de Medicina, a partir de então não somente a profissão médica se
pauta em um código social, como também a academia médica passa a respeitar
códigos que visam a aplicação equânime da diferença entre certo e o errado.
A partir de agora, acadêmicos de
medicina espalhados pelo Brasil devem se pautar em um novo cânon que é
subdivido em 45 artigos dispostos em seis eixos, que pautam como deve acontecer
as relações entre os estudantes de medicina e a sociedade que o cerca.
Interessante é perceber que esse mesmo código não deixará de ser do
profissional pois aliás, deve-se destacar que o médico é um eterno estudante.
Continuamente, a caracterização do
médico como disposta no parágrafo anterior está amplamente citada no capítulo
que aborda sobre os princípios fundamentais. Em seguida, o primeiro eixo
norteia a relação do discente com as instituições de ensino e saúde, neste eixo
os artigos abordam deveres do estudante que pode cobrar por mudanças essenciais
na instituição de ensino, assim como deveres de estudante que aborda sobre
respeito para com os demais integrantes do ambiente de aprendizado bem como a
ciência de ser participante de um sistema de saúde de acesso universal pautado
na equidade.
Do segundo eixo em diante, o
protagonista é como disposto nada mais nada menos que o estudante de medicina,
que deve saber se portar frente ao cadáver de estudo, frente às necessidades
interpessoais próprias e de terceiros, fielmente disposto a suprir e adequar da
melhor maneira possível as responsabilidades com estudo e formação, se portar
de maneira adequada frente a sociedade enquanto discente da área de saúde e por
fim saber estabelecer relações baseadas na ética, moral e justiça quando
colocados em campo multiprofissional.
Finalmente, enquanto futuros médicos e médicos atuantes todos devem ser sapientes para saber se portar frente ao corpo social que se encontra cotidianamente doente e necessita de uma abordagem digna e humana. A medicina não é somente a elitização disposta pelo corpo social durante a evolução da sociedade, pois como disposto no item II dos princípios fundamentais do Código de Ética dos Estudantes de Medicina; a escolha pela medicina exige compromissos humanísticos e humanitários, com promoção e manutenção do bem-estar físico, mental e social dos indivíduos e da coletividade.