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Novo surto do Coronavírus, e agora? | Colunistas

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Em apenas poucas semanas
o Brasil inteiro está ouvindo falar sobre o tal “Coronavírus”. Essa “nova”
palavra está dando o que falar nos bate papos de rua, familiares e em vários
locais e, além disso, gerando grande preocupação. Mas afinal de contas, o que é
o tal Coronavírus? Eles são a segunda causa mais prevalente do resfriado comum,
estando os Rinovírus na primeira posição.

No final de dezembro de
2019, ocorreu um caso inexplicável de pneumonia em massa em Wuhan, China, o que
causou a preocupação do departamento de saúde competente. Em 31 de dezembro, o
Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças enviou uma equipe de resposta
rápida a Wuhan. As possíveis causas foram excluídas uma por uma, incluindo
influenza, influenza aviária, adenovírus, coronavírus da síndrome respiratória
aguda grave (SARS-CoV) e coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio
(MERS-CoV).

A investigação
epidemiológica apontou que a infecção do caso pode estar relacionada ao mercado
de frutos do mar da China no Sul de Wuhan. Em 1º de janeiro, o governo local
fechou o mercado de frutos do mar da China do Sul e desinfetou o mercado. Ao
mesmo tempo, foram necessárias busca ativa e vigilância de emergência dos
casos. Em 3 de janeiro, o governo chinês notificou a OMS da situação epidêmica

Em linguagem mais técnica
podemos dizer que eles vão vírions envelopados, tem genoma de RNA e entre
outras coisas. Mas o que mais importa agora é que apesar de ter sido
inicialmente uma ameaça localizada no interior do território Chinês, agora está
se tornando uma ameaça de escala global, com novos casos aparecendo a cada dia.

Outra grande preocupação
é que através da contaminação, o paciente infectado fica debilitado em poucos
dias, com saúde e bom estado geral comprometidos. Isso por si só levanta uma
série de impactos e prejuízos em várias áreas que em conjunto podem levar ao
caos, caso providências drásticas não sejam tomadas.

Os sintomas comuns no
início da doença são febre, tosse e mialgia ou fadiga. Sintomas menos comuns
são a produção de escarro, dor de cabeça, hemoptise e diarréia. A maioria dos
pacientes apresentam pneumonia com achados anormais na tomografia
computadorizada do tórax. As complicações mais frequentes incluem síndrome do
desconforto respiratório agudo, RNAemia, lesão cardíaca aguda e infecção
secundária.

Embora a maioria das
infecções por coronavírus humano seja leve, as epidemias dos dois
betacoronavírus, coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV) ,
e coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV), causaram
mais de 10.000 casos cumulativos nas últimas duas décadas, com taxas de
mortalidade de 10% para SARS-CoV e 37% para MERS-CoV. Os coronavírus já
identificados podem ser apenas a ponta do iceberg, com eventos zoonóticos
potencialmente mais novos e graves a serem revelados.

A transmissão acontece de
uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio do toque do aperto
de mão é a principal forma de contágio. Outras maneiras são: Gotículas de
saliva, espirro, tosse, catarro, objetos ou superfícies contaminadas como
celulares, mesas, maçanetas, brinquedos e teclados de computador etc. Um outro
grande problema levantado é que nesse surto a transmissão do agente causador
está ocorrendo no período chamado de incubação (em que os infectados não
apresentam sinais e sintomas da doença).

A realização do
diagnóstico ocorre através da coleta de materiais respiratórios por meio da
aspiração de vias aéreas ou indução de escarro. Para que seja feito o
diagnóstico é preciso a coleta de no mínimo duas amostras no paciente com
suspeita do coronavírus. Dessa forma, as duas amostras serão enviadas ao
Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Os exames realizados são os
chamados exames de biologia molecular que detectam o RNA (ácido ribonucleico) viral.

Como é de praxe em
infecções virais o tratamento é de suporte e sintomáticos. Ainda não existe
algo ou algum tratamento específico para infecções causadas virais em
humanos.Sempre indica-se que o paciente tenha repouso absoluto e hidratação,
além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas.

O fármaco antimalárico
cloroquina e seu derivado mais seguro hidroxicloroquina têm sido usados ​​desde
a década de 1940 para tratar doenças autoimunes. Mas o medicamento também
atraiu a atenção nas últimas décadas como um potencial agente antiviral,
atualmente como um possível tratamento para o coronavírus 2 da síndrome
respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) que causa o COVID-19. Relatórios da China
descobriram que a cloroquina poderia inibir o SARS-CoV-2 in vitro e mostraram
eficácia aparente no tratamento do COVID-19 em humanos . Um pequeno estudo não
randomizado na França também descobriu que a hidroxicloroquina é um potencial
tratamento promissor.

A prevenção é feita evitando-se o contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias aguda, higienizar a mão depois de tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal como talheres, pratos, copos, manter o ambiente ventilado e arejado, evitar contato próximo com animais em florestas, fazendas etc. E o mais importante, os profissionais da saúde devem sempre utilizar-se dos equipamentos de proteção individual!

Diego Andrade, Estudante de Medicina

Instagram: @diegoanddrade

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