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Novo estudo sobre atuação em casos de traumatismo craniano

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Acompanhe o novo estudo sobre casos de traumatismo craniano!

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou a elevação de algumas enzimas em situações onde ocorre trauma craniano. Dessa forma, se confirmado o estudo, será possível identificar o grau de intensidade desse tipo de trauma em pacientes. E, dependendo do nível indicado, identificar as situações em que seja necessária a realização de exame tomográfico.

O estudo foi publicado na revista científica Neurological Sciences, da Sociedade Italiana de Neurologia.

De acordo com o neurocirurgião Rodrigo Faleiro, um dos pesquisadores que participaram do estudo, estando a enzima em níveis normais, a tendência é de que o trauma seja “de baixa intensidade”, não sendo então necessário fazer a tomografia.

“Apenas com um exame de sangue, você pode determinar se o trauma foi importante ou não”, explica o neurocirurgião. Ele se refere à pesquisa que foi conduzida pelo grupo de estudo de lesões encefálicas traumáticas de Minas Gerais, que reúne pesquisadores da Faculdade de Medicina e do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG; da Santa Casa de Belo Horizonte; e do Hospital João XXIII.

Traumatismo craniano: veja mais detalhes sobre a importância da pesquisa

Segundo a UFMG, a investigação é inédita em humanos. Até então tinha sido feita apenas em animais.

Faleiro, que é médico do Hospital João XXIII, explica que esse exame pode ser usado em situações onde atletas tenham apresentado concussão durante atividade esportiva, como uma partida de futebol.

“[Nessa situação,] podemos dosar a enzima. Se ela estiver aumentada, levaria à necessidade de afastamento. E se estiver normal, o jogador poderia continuar na competição”, exemplificou ele.

O médico, no entanto, pondera que esta é apenas uma das perspectivas que o estudo abre. “Ainda está um pouco longe de se incorporar na rotina do hospital, mas, se em algum momento, o exame de sangue mostrar um custo-benefício interessante, isso pode ser usado na triagem dos pacientes”, complementou o neurologista. Reforçando os caminhos que a pesquisa abre para novas abordagens de traumatismo cranioencefálico.

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Resumo do estudo sobre enzimas que sobem em casos de traumatismo craniano

O traumatismo crânio-encefálico (TCE) é um grave problema de saúde pública, afetando anualmente 69 milhões de pessoas em todo o mundo.

O TCE leve (mTBI) compreende a maioria dos casos e continua sendo a gravidade do TCE mais negligenciada. Sua intrincada fisiopatologia envolve processos celulares e moleculares complexos que permanecem incompreendidos. Embora o sistema renina-angiotensina (RAS) tenha seus papéis bem conhecidos na regulação da pressão arterial e no equilíbrio hídrico, evidências acumuladas demonstram sua expressão e sinalização ativa no sistema nervoso central.

Nos últimos anos, estudos pré-clínicos têm apoiado o papel do RAS no mTBI. No entanto, particularmente para o TCE humano, ainda faltam evidências.

Aqui, investigamos os níveis periféricos de angiotensina II (Ang II) e enzima conversora de angiotensina (ECA), componentes do eixo clássico do RAS, assim como angiotensina-(1–7) [Ang-(1–7)] e ACE2, componentes do eixo contrarregulatório do RAS, em 28 pacientes com TCEm e 24 controles saudáveis. Nas primeiras 24 h, os pacientes com mTBI apresentaram ECA mais baixa (p  = 0,0004) e ACE2 ( p  = 0,0047) e um aumento nos níveis de Ang II ( p  = 0,0234) e Ang-(1-7) ( p  = 0,0225) em comparação com os controles.

Curiosamente, em 30 dias de acompanhamento, os pacientes com mTBI aumentaram os níveis de ECA ( p  = 0,0415) e ACE2 ( p  = 0,0416), juntamente com uma diminuição na Ang II ( p  = 0,0039) e Ang-(1-7) ( p  = 0,0015) em comparação com suas medidas 24 h após o TCE.

Além disso, nossa análise da curva operacional do receptor (ROC) demonstrou que a concentração de ECA foi um bom preditor do diagnóstico de mTBI (AUC = 0,798, p < 0,0001). O estudo atual fornece a primeira evidência clínica do envolvimento da molécula RAS no mTBI e seu possível papel como biomarcadores discriminantes.

Fonte: Agência Brasil e Springer Link

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