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Ministério da Saúde amplia faixa de mamografia no SUS e anuncia 23 novos medicamentos oncológicos

Ministério da Saúde amplia faixa de mamografia no SUS e anuncia 23 novos medicamentos oncológicos

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O Ministério da Saúde informou que a faixa de mamografia de rastreamento no SUS passou a abranger mulheres de 40 a 74 anos e que até dezembro ofertará 23 novos medicamentos oncológicos.

O Ministério da Saúde publicou em 29 de outubro de 2026 um balanço das ações de acesso à mamografia e ao tratamento do câncer de mama no SUS, dentro do Outubro Rosa. Segundo a pasta, a rede pública realizou 4,4 milhões de mamografias em 2025, crescimento de quase 30% em cinco anos, e a faixa etária do rastreamento foi ampliada.

O que mudou

O documento afirma que a faixa de mamografia sem sinais ou sintomas passou a abranger mulheres de 40 a 74 anos. A mudança ocorreu em 2025; antes, a faixa ia de 50 a 69 anos. Mulheres de qualquer idade podem fazer o exame pelo SUS quando houver indicação médica, segundo a pasta.

Os números apresentados pelo Ministério:

  • 2,66 milhões de mamografias de rastreamento em 2025 na faixa a partir dos 50 anos, 65% do total e o maior número da série histórica.
  • Aumento de 25,3% nas mamografias entre mulheres de 41 a 49 anos.
  • 63,6 mil cirurgias relacionadas à doença em 2025, alta de 13,7% em relação a 2023.
  • 19,4 mil reconstruções mamárias em 2025, número superior ao de mastectomias (18,3 mil).
  • Radioterapia passou de 164,7 mil para 189,9 mil procedimentos, e quimioterapia, de 4,1 milhões para 4,7 milhões, ambos com alta de 15%.
  • 176 hospitais habilitados de alta complexidade em oncologia.

A pasta informa ainda que o valor de referência pago por reconstrução mamária passou de R$ 700 para R$ 4,5 mil, com investimentos de R$ 40,2 milhões, e que a oferta do procedimento abrange casos de retirada total ou parcial da mama.

Sobre diagnóstico, o Ministério cita o Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer, parceria com o Inca e o A.C.Camargo Cancer Center que usa telemedicina na análise de amostras de tecido, com capacidade prevista de mil laudos por dia e 400 mil exames por ano. A meta declarada é reduzir o tempo médio de diagnóstico de 25 para cinco dias. Pelo Pronon, foram destinados R$ 26,16 milhões a equipamentos para biópsias guiadas por imagem.

No tratamento, o documento afirma que o SUS oferece cirurgia, radioterapia e medicamentos, com indicação conforme tipo de tumor, estágio e condições clínicas, de forma isolada ou combinada. Até dezembro, segundo a pasta, serão ofertados gratuitamente 23 novos medicamentos oncológicos de alta tecnologia, e foi incorporado um teste genético de alta precisão para identificar mutações hereditárias ligadas à doença.

O que isso significa na prática

Para quem atende na atenção primária, o documento mantém a UBS como porta de entrada: acolhimento, orientação sobre fatores de risco, avaliação de alterações nas mamas e encaminhamento para exames e serviços especializados. A pasta orienta que histórico pessoal e familiar sejam informados à equipe para avaliação de acompanhamento individualizado.

O texto também reforça que alterações como caroço na mama ou na axila, mudança no formato do mamilo, saída espontânea de líquido e alterações persistentes na pele devem levar a mulher à UBS sem esperar a mamografia de rotina.

Na ponta especializada, o anúncio mexe com fluxo de laudos (a rede de telemedicina ainda em operação, com meta declarada de reduzir o tempo de diagnóstico) e com o volume de procedimentos cirúrgicos e de reconstrução, cujo valor de referência foi reajustado. A pasta cita ainda as carretas da Saúde da Mulher, do programa Agora Tem Especialistas, com mamografias, ultrassonografias, biópsias e consultas: mais de 189 mil mulheres atendidas em todas as unidades da Federação e 53 municípios que zeraram a fila de mamografias.

O que ainda não está definido

O documento não lista quais são os 23 medicamentos oncológicos previstos para até dezembro, nem indica critérios de elegibilidade, protocolos ou datas de incorporação. Também não detalha o teste genético incorporado (indicação, público-alvo e fluxo de acesso), não informa quando a meta de cinco dias para diagnóstico deve ser alcançada e não descreve o cronograma de expansão das carretas. Não há, no material, informação sobre impacto orçamentário total das medidas.

Próximos passos

A única data explicitada na fonte é dezembro, prazo citado para a oferta dos 23 medicamentos oncológicos. Os demais prazos não constam do documento.

Fontes

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