O Ministério da Saúde anunciou R$ 3,95 bilhões em imunidade tributária para projetos do Proadi-SUS no triênio 2027-2029, com sete hospitais de excelência participantes.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (29) R$ 3,95 bilhões em recursos para novos projetos do próximo ciclo do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). O anúncio ocorreu durante visita ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP), segundo informou o Ministério da Saúde.
O que mudou
O novo ciclo do Proadi-SUS prevê R$ 3,95 bilhões em imunidade tributária para projetos dos sete hospitais de excelência participantes no triênio 2027-2029. O valor representa alta de 18,6% em relação ao ciclo anterior, de acordo com a pasta.
Participam do programa:
- Hospital Israelita Albert Einstein
- Hospital Sírio-Libanês
- Beneficência Portuguesa de São Paulo
- Hcor
- Hospital Moinhos de Vento
- Hospital Alemão Oswaldo Cruz
- A.C. Camargo Cancer Center
O Einstein responde por 41 projetos, com R$ 1,68 bilhão estimado, incluindo iniciativas em saúde digital, inteligência artificial, transplantes, alta complexidade e pesquisa. O hospital também tem uma plataforma de inteligência clínica com financiamento de R$ 300 milhões aprovado pela Finep.
Segundo Padilha, o primeiro foco do novo ciclo é apoiar a transformação digital do SUS, por meio da rede de hospitais inteligentes, da conexão de equipamentos, da inteligência artificial e da telessate. A segunda prioridade é a adaptação do SUS às mudanças climáticas, com o AdaptaSUS, que prevê investimentos em áreas mais vulneráveis e no padrão construtivo das unidades de saúde.
O Ministério da Saúde afirma que, desde sua criação, o programa beneficiou diretamente mais de 11 milhões de brasileiros em mais de 5,5 mil municípios e capacitou mais de 750 mil profissionais de saúde.
O que isso significa na prática
Para os hospitais filantrópicos de referência que integram o programa, o novo ciclo define o volume de projetos e o horizonte de execução: o triênio 2027-2029. A fonte não detalha cronograma de chamamento, critérios de seleção nem distribuição dos recursos entre as instituições além do caso do Einstein.
Para médicos que atuam nessas instituições, o programa aparece como via de financiamento de projetos assistenciais, de pesquisa e de infraestrutura digital. A fonte não descreve como profissionais são alocados nos projetos, nem regras de contratação ou de participação.
Na agenda do ministério, a visita incluiu o Instituto do Coração (InCor), do HCFMUSP. A pasta atribui ao programa Agora Tem Especialistas o aumento de 44,3% nas cirurgias eletivas realizadas pelo SUS no InCor entre 2023 e 2025, de 9.350 para 13.497 procedimentos. Entre 2023 e 2026, foram destinados R$ 81,24 milhões em recursos federais à instituição, além de R$ 43,72 milhões para equipamentos e materiais permanentes e financiamento anual estimado em R$ 37,16 milhões para leitos de UTI.
O que ainda não está definido
A fonte não informa o cronograma de aprovação e de início dos projetos do triênio 2027-2029, nem os critérios de elegibilidade das iniciativas. Também não detalha como será feita a prestação de contas dos recursos de imunidade tributária nem o valor destinado a cada um dos sete hospitais, com exceção da estimativa do Einstein.
Próximos passos
O período de execução dos projetos é o triênio 2027-2029, conforme o Ministério da Saúde. O ministério não divulgou, na publicação, datas para divulgação de editais ou de seleção de novas iniciativas.