O Ministério da Saúde anunciou em 17 de setembro de 2026 que incorporará as chamadas canetas emagrecedoras (análogos de GLP-1) ao Sistema Único de Saúde de forma responsável. Segundo a pasta, o medicamento será oferecido gratuitamente após definição de protocolo clínico, com base em estudos conduzidos em parceria com instituições de saúde.
O que mudou
O Ministério da Saúde informou que já existem 14 produtos registrados no Brasil para o combate à obesidade, o que reduziu os preços no mercado privado de R$ 1,7 a R$ 2 mil para R$ 300 a R$ 400. A pasta destacou que conduz estudo denominado Real-Bari no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), que acompanhará 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades.
Conforme a fonte, o protocolo de pesquisa foi elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do GHC para garantir segurança aos participantes e estabelecer diretrizes de acompanhamento contínuo por médicos especialistas.
O Ministério da Saúde informou que a incorporação será direcionada a públicos específicos: pacientes em fila de cirurgia bariátrica (avaliando se o medicamento pode controlar a obesidade sem necessidade de cirurgia), pessoas com obesidade e problemas cardíacos, e mulheres que tiveram câncer de mama (avaliando redução de risco de recorrência).
O que isso significa na prática
O estudo em andamento estabelecerá critérios para prescrição dos análogos de GLP-1 no SUS. Segundo a fonte, o acompanhamento inclui protocolo específico de pesquisa e acompanhamento contínuo por especialistas. A pasta reafirmou que o medicamento não será incorporado como "milagre estético", mas como tratamento para situações clínicas definidas.
O primeiro paciente acompanhado no GHC, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, perdeu seis quilos e reduziu circunferência abdominal, além de relatar mudanças em hábitos de vida.
O que ainda não está definido
A fonte não especifica quando o protocolo clínico final estará pronto, qual será a prioridade de acesso entre os públicos mencionados, nem os critérios de elegibilidade detalhados para prescrição dos análogos de GLP-1 no SUS após incorporação.
Próximos passos
O Ministério da Saúde informou que conduzirá o estudo Real-Bari para acompanhar os 250 pacientes, mas não forneceu cronograma específico para conclusão do estudo ou disponibilização nacional do medicamento no SUS.

