O Ministério da Saúde informou em 28 de outubro de 2026 que o teste molecular DNA-HPV para rastreamento do câncer do colo do útero já está disponível em 26 unidades da federação, com 153 mil amostras coletadas.
O Ministério da Saúde informou em 28 de outubro de 2026 que o teste molecular DNA-HPV para detecção precoce do câncer do colo do útero já está disponível no SUS em 26 unidades da federação. A implementação é gradual e todas as unidades da federação, com exceção do Espírito Santo, já receberam os materiais e iniciaram a realização de exames em pelo menos um município.
O que mudou
Segundo a pasta, o rastreamento por DNA-HPV identifica a presença do vírus, incluindo os tipos 16 e 18, antes do surgimento de lesões. Após resultado negativo, o exame permite intervalo de cinco anos até a próxima coleta, além de reduzir amostras insatisfatórias e agilizar a liberação dos resultados.
Os números divulgados pelo Ministério:
- 153 mil amostras coletadas no país, somando 2025 e 2026.
- 93 mil amostras processadas em 2026.
- 9.904 delas com resultado positivo para HPV de alto risco.
- 26 unidades da federação com exames em andamento.
- Cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do INCA.
A coleta é feita por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas pelo protocolo, o Ministério afirma que o exame também pode ser realizado por autocoleta, após instrução de um profissional de saúde. Os kits são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP/Fiocruz).
O Papanicolau permanece disponível e, de acordo com a pasta, segue sendo ferramenta segura e eficaz de prevenção enquanto a nova tecnologia é incorporada.
O que isso significa na prática
Para a atenção primária, o teste entra como mais uma opção de rastreamento no fluxo já existente na UBS, não como substituição imediata do preventivo tradicional, que a pasta mantém disponível durante a transição.
Pontos que o Ministério detalhou:
- A coleta ocorre na UBS, com possibilidade de autocoleta em situações previstas pelo protocolo, mediante instrução profissional.
- Resultado negativo permite intervalo de cinco anos até a próxima coleta, conforme a fonte.
- Resultado positivo para HPV de alto risco exige acompanhamento e encaminhamento para investigação e cuidado, segundo a pasta.
- O programa Agora Tem Especialistas é citado como apoio para ampliar oferta de consultas, exames e procedimentos especializados necessários ao diagnóstico e ao seguimento.
A capacitação foi feita nas 27 unidades da federação, com treinamentos presenciais e online para gestores e coordenadores da estratégia, que atuam como multiplicadores junto às equipes das UBS. O conteúdo inclui o novo protocolo, as orientações do INCA e a reorganização dos fluxos de atendimento.
O que ainda não está definido
A nota não detalha os critérios de elegibilidade por faixa etária ou grupo populacional, nem o intervalo de rastreamento após resultado positivo. Também não descreve o fluxo específico de confirmação diagnóstica, o tempo previsto para retorno do resultado ou o protocolo exato que autoriza a autocoleta. Não há informação sobre metas de cobertura, cronograma de expansão por estado ou financiamento da estratégia.
O Ministério afirma ainda que avalia outras tecnologias que atendam aos padrões de qualidade exigidos pelo SUS, sem indicar quais nem prazos.
Próximos passos
No Espírito Santo, o início da estratégia depende da conclusão das etapas de organização local, com previsão de envio de materiais ainda em 2026, segundo a pasta. Para os demais estados, a fonte não apresenta datas de novas fases de implantação.
A nota também registra cobertura vacinal contra o HPV de 87% entre meninas e 74% entre meninos de 9 a 14 anos em 2025, acima da média mundial segundo o Ministério.