O principal modulador do receptor 5-HT2A é a mirtazapina. A mirtazapina bloqueia não somente os receptores α-adrenérgicos, como também outros receptores, incluindo os receptores 5-HT2C, que contribuem para sua ação antidepressiva.
O bloqueio de receptores α-adrenérgicos aumentará a liberação tanto de norepinefrina quanto de 5-HT; entretanto, através do bloqueio simultâneo dos receptores 5-HT2A e 5-HT3 ocorrerá a redução dos efeitos adversos mediados por esses receptores (ex., disfunção sexual e náuseas), mas deixará intacta a estimulação pós-sináptica dos receptores 5-HT1A. Também bloqueia os receptores H1 da histamina, o que pode causar sedação.
Quais as drogas
Mirtazapina: aumento da atividade noradrenérgica e serotoninérgica central (ANES – antidepressivos noradrenérgicos e específico serotoninérgico. Além disso, tem antagonismo dos receptores alfa-2 pré-sinapticos, aumentando a transmissão noradrenérgica. São antagonistas 5HT2 e 5HT3 pós-sináticos. Apresentam afinidade pelos receptores histamínicos H1, o que explica o efeito sedativo importante. Além disso, está relacionado ao ganho ponderal. São úteis para pacientes que não respondem a apenas 1 antidepressivo.
Farmacocinética
A mirtazapina é rapidamente absorvida após administração oral. Sua biodisponibilidade absoluta é de aproximadamente 50%, após dose única ou múltipla. A presença de alimentos no estômago ou refeições ricas em gorduras não exercem efeitos significativos na sua absorção.
A mirtazapina é extensamente metabolizada no fígado. As principais vias de biotransformação no homem são a desmetilação e a oxidação, seguidas pela conjugação. A meia-vida da mirtazapina é de aproximadamente 20 a 40 horas e, após 3 a 5 dias de uso, atinge o seu estado de equilíbrio.
A mirtazapina e seus metabólitos são eliminados através das fezes e da urina, poucos dias após a administração oral. Aproximadamente 100% da dose é excretada em 4 dias.
Farmacodinâmica
A mirtazapina aumenta a liberação de noradrenalina através do bloqueio dos autorreceptores alfa-2 e aumenta a liberação de serotonina através de dois mecanismos: estimulação dos receptores alfa1-adrenérgicos e bloqueio dos heterorreceptores alfa-2-adrenérgicos nos terminais serotoninérgicos (prevenindo a ação inibitória da NA na liberação de 5-HT). A estimulação do sistema serotoninérgico dá-se, basicamente, por sua ação nos receptores 5-HTIA, pois sua ação nos receptores 5-HT2 e 5-HT3 é de bloqueio. Possui também propriedades anti-histaminérgicas.

Efeitos adversos
A ação anti-histaminérgica pode promover sonolência, sedação excessiva, aumento de apetite e de peso. Algumas reações incomuns também podem ocorrer, tais como: depressão da medula óssea, hipotensão ortostática, edema e tremores. Em altas doses, demonstrou baixo potencial de toxicidade.
Contraindicações
Estudos iniciais mostram boa tolerabilidade com a mirtazapina e nenhuma contraindicação absoluta. Em pacientes com insuficiência renal ou hepática, sua dose deve ser reduzida. Sua segurança ainda não foi estabelecida em crianças, mulheres grávidas e lactantes, por isso deve ser evitada nesses casos. Pode promover viradas maníacas em pacientes
bipolares e desencadear síndrome serotoninérgica, se usados juntamente com IMAO ou outro agente serotoninérgico.
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Perguntas Frequentes:
1 – Quais são os efeitos adversos da mirtazapina?
A ação anti-histaminérgica pode promover, principalmente: sonolência, sedação excessiva, aumento de apetite e de peso, além de outras reações mais incomuns.
2 – Existe alguma contraindicação ao tratamento com mirtazapina?
Estudos iniciais mostram boa tolerabilidade com a mirtazapina e nenhuma contraindicação absoluta. Em pacientes com insuficiência renal ou hepática, sua dose deve ser reduzida.
3 – Quais são os neurotransmissores associados à mirtazapina?
A mirtazapina aumenta a liberação de noradrenalina através do bloqueio dos autorreceptores alfa-2 e aumenta a liberação de serotonina através de dois mecanismos: estimulação dos receptores alfa1-adrenérgicos e bloqueio dos heterorreceptores alfa-2-adrenérgicos nos terminais serotoninérgicos.
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