1. Luvas e máscaras nos protegem da transmissão da doença.
VERDADE. O uso da máscara é recomendado
apenas para casos confirmados e suspeitos, sendo a máscara cirúrgica suficiente
para proteção. Já os profissionais de saúde devem usar a máscara N-95. A máscara protege contra a doença, mas não a
evita. Existem outras formas de contrair o coronavírus, mesmo estando de
máscara. Isso pode ocorrer por meio do contato das mãos em superfícies
contaminadas em até 24 horas após a eliminação do vírus, por isso é importante
evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos.
2. O vírus não resiste ao calor e morre se exposto a temperaturas de 26 a
27 graus. Só sobrevive na mão por 10 minutos.
MITO. Não há qualquer comprovação
sobre isso. O coronavírus pode persistir nas superfícies por algumas horas ou
até vários dias. Depende do tipo de superfície, temperatura ou umidade do
ambiente.
O vírus
pode se manter vivo em superfícies inanimadas por um período de 4 a 8 horas. A
meia vida média estimada é de: 6,8 horas no plástico; 5,6 horas no aço
inoxidável; 3,5 horas no papelão ; 1,1 horas no aerossol e 0,8 horas no cobre.
MITO. De acordo com estudo realizado
pelo Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CCDC), a taxa geral de
mortalidade do coronavírus é cerca de 2,3%. Sendo que em pessoas com idade
superior a 80 anos pode alcançar a taxa de 14,8%.
Em
comparação a outros coronavírus já registrados, como a síndrome respiratória
aguda grave (Sars) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers), o novo
coronavírus não é tão mortal. Apesar disso, o Sars-Cov2 possui alta taxa de
transmissibilidade e alta taxa de mortalidade em idosos. O conjunto destes
fatores, somada à ausência de tratamento específico, favorece a possibilidade de um grande número
de casos em um curto período de tempo, podendo provocar a sobrecarga dos
sistemas de saúde.
4. O exame que detecta o Sars-Cov2 é disponibilizado atualmente apenas para
casos sintomáticos.
VERDADE. De acordo com a Organização
Mundial de Saúde (OMS), o teste deve ser realizado apenas por indivíduos
sintomáticos que possuem indicação médica, tendo em vista o número limitado de
kits disponíveis. O teste molecular para detecção do SARS-Cov2 (RT-PCR) é feito
por meio da coleta de amostras clínicas respiratórias – swab de nasofaringe,
aspirado traqueal ou lavado brônquico.
VERDADE. Nos estágios iniciais da infecção
(período sem sintomas), é possível que o vírus não seja detectado. Por isso, é
recomendado repetir o teste cerca de 14 dias após o primeiro.
6. O contato com a carne de animais silvestres, pode ser uma via de
transmissão.
VERDADE. Além do contágio entre os
humanos, existe também a possibilidade de contágio através de animais
silvestres como morcegos e cobras. Estudos mostraram que a origem do vírus está
relacionada ao mercado de frutos do mar em Wuhan, mas associações animais
específicas ainda não foram confirmadas.
7. A cloroquina/hidroxicloroquina
tem potencial no tratamento e até mesmo de cura.
MITO. Ainda é cedo para concluir.
Estudos preliminares parecem sugerir um efeito benéfico da cloroquina no
tratamento de formas mais graves de covid-19, mas ainda não há comprovação
científica. Até o momento não há tratamento medicamento específico para a
infecção causada pelo Sars-Cov2. Entretanto, medidas de suporte devem ser
implementadas de acordo com o caso.
VERDADE. Mas, apesar das semelhanças,
existem alguns fatores que os distinguem: os principais sintomas que
diferenciam o novo coronavírus de um simples resfriado é a febre (83%), tosse
(82%) e falta de ar (31%). Pode apresentar também: dor muscular (11%), confusão
(9%), dor de cabeça (8%), dor de garganta (5%), rinorréia (4%), dor no peito
(2%), diarréia (2%) e náusea e vômito (1%). As complicações mais comuns são
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), lesão cardíaca aguda e infecção
secundária.
MITO. Não há nenhum medicamento, vacina ou suplemento vitamínico que
previna ou trate o novo coronavírus, até o momento.
10. O uso de medicamentos como IECA e BRA por pacientes infectados pelo
Sars-Cov2 gera maiores complicações.
MITO. Ainda não há evidências a respeito da associação desses fármacos e maior risco de pior prognóstico, bem como não existem estudos consistentes que sugerem malefício ou benefício do uso de IECA e BRA em pessoas com covid-19. Pacientes infectados pelo Sars-Cov2 que tenham diabetes, hipertensão ou insuficiência cardíaca e estejam em uso desses medicamentos devem ser acompanhados adequadamente. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda a avaliação individualizada do paciente em relação ao risco cardiovascular da suspensão dos fármacos versus o risco potencial de complicações da doença causada pelo coronavírus.
Confira o vídeo:
Confira também esses temas relacionados:
- Ficha Clínica COVID- 19 – Yellowbook
- Guia de Conduta Médica para COVID-19
- Aula grátis de Coronavírus com Álvaro Costa – Sanarflix
- Caso Clínico de Covid-19
- Linha do tempo no Brasil
Autora: Hiolanda Piler, Estudante de Medicina
Instagram: @hiolandapiler
Perfil: @hiolanda-pile