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Incisão de Rocky-Davis na Apendicectomia | Colunistas

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            A incisão de Rocky-Davis é uma forma de se iniciar a apendicectomia aberta, na vigência de apendicite aguda. Além dela, a incisão de McBurney ou uma incisão de linha média subumbilical também podem ser realizadas, sendo a última mais escolhida quando há dúvida diagnóstica ou presença de um grande fleimão.

Apendicite aguda

            A apendicite aguda é a emergência cirúrgica geral mais comum do trato digestivo, sendo seu diagnóstico basicamente clínico, com exames laboratoriais e de imagem usados de forma complementar. Sua fisiopatologia baseia-se na obstrução do lúmen do apêndice pela presença de fecalito ou apendicolito, hiperplasia linfoide, parasitas ou neoplasia. Dessa forma, há um supercrescimento bacteriano, com distensão luminal, que pode levar a isquemia de mucosa, necrose e perfuração, se não tratada.

            Diante disso, a sintomatologia típica se inicia com dor periumbilical, seguido de anorexia e náuseas. A dor, então, migra para o quadrante inferior direito, sendo esse caráter migratório o sintoma mais confiável de apendicite aguda. Pode haver um episódio de vômito, febre e leucocitose. Assim como alguns pacientes podem apresentar sintomas urinários devido à inflamação dos tecidos periapendiculares adjacentes e, ainda, desenvolver íleo adinâmico ou, ocasionalmente, diarreia.

Tratamento cirúrgico

A maioria dos pacientes é tratada por remoção cirúrgica imediata do apêndice – a apendicectomia. Há uma discussão atual comparando a cirurgia laparoscópica com a cirurgia aberta, porém com diferenças globais nos resultados ainda pequenas. Decerto, há um crescimento na realização de apendicectomias laparoscópicas. Em pacientes com diagnóstico duvidoso, por exemplo, a laparoscopia diagnóstica costuma ser útil, uma vez que permite examinar o restante do abdome e pelve, à procura da verdadeira causa dos sintomas.

Por outro lado, a apendicectomia aberta ainda é bastante utilizada e pode ser iniciada pela incisão de Rocky-Davis ou McBurney (figura 1). A incisão na linha mediana subumbilical costuma ser escolhida na vigência de um grande fleimão ou dúvida diagnóstica, uma vez que facilita sua ampliação e melhor abordagem da cavidade abdominal.

 Incisão de Rocky-Davis

Trata-se de uma incisão transversa, realizada a cerca de 2 cm abaixo da cicatriz umbilical, na linha médio-clavicular, com cerca de 5 cm de extensão.

Figura 1: À esquerda incisão de McBurney; à direita incisão de Rocky-Davis

Incisão de McBurney

É a mais usada para acessar o apêndice vermiforme. Trata-se de uma incisão oblíqua, perpendicular à linha imaginária que une a cicatriz umbilical à crista ilíaca anterossuperior, contendo o ponto de McBurney, de comprimento variando de 5 a 10 cm, conforme espessura do panículo adiposo.

Complicações da cirurgia

Os casos operados precocemente apresentam poucas complicações pós-operatórias. As mais frequentes são: abscesso de parede, abscessos intracavitários, as deiscências de planos de parede abdominal com evisceração ou eventração, as hérnias incisionais, hemorragias intracavitárias, sepse e condições mais raras como fístulas enterocutâneas.

Conclusão

            A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo e o tratamento cirúrgico precoce tem impacto positivo no desfecho do paciente. Com uma forte suspeita ou confirmação do diagnóstico, a incisão cirúrgica mais comumente usada é a de McBurney, podendo ser também a de Rocky-Davis, sendo a primeira oblíqua e a segunda transversal em topografias semelhantes. Se houver incerteza diagnóstica, a incisão mediana infra umbilical deve ser preferida, pela possibilidade de ampliação da incisão e melhor visualização da cavidade abdominal.

Autora: Izabel Tróia

Instagram: @izabeltroia.med


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências:

SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 19.ed. Saunders. Elsevier.

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