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Hemorragias da Segunda Metade da Gestação

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As Hemorragias da Segunda Metade da Gestação são apresentações de diversas patologias que acontecem neste período, de modo que neste resumo abordaremos: descolamento prematuro de placenta, placenta prévia, ruptura uterina, ruptura de vasa prévia e ruptura do seio marginal.

Hemorragias da Segunda Metade da Gestação: deslocamento prematura placenta

Definição/ Epidemiologia

SE LIGA NO CONCEITO! Trata-se da separação da placenta, normalmente inserida, antes do nascimento do feto, entre 20-22 semanas de gestação.

Descolamento prematuro de placenta (DPP) diz respeito a separação da placenta normalmente inserida antes do nascimento do feto, entre 20-22 semanas de gestação.

É uma das principais emergências obstétricas e representa causa significativa de morbimortalidade tanto materna quanto fetal, com mortalidade perinatal 20 vezes maior, sendo que a maioria das mortes perinatais ocorre intra-útero. Além disso, a DPP é responsável por aproximadamente 10% doas partos prematuros.

Fisiopatologia

Independente da etiologia/fatores de risco, na maioria dos casos, o DPP está relacionado a um processo patológico crônico e inicia-se com a ruptura de vasos maternos na decídua basal, chegando até a zona de clivagem decíduo-placentária e iniciando a separação, havendo invasão do espaço retroplacentário e, onde há coleção sanguínea, ocorre um aumento na tensão (hipertonia) que leva ao descolamento de áreas próximas.

SE LIGA! Com a porção placentária descolada, o feto fica sem suporte de gases e nutrientes, o que compromete a vitalidade fetal, levando a morte do mesmo se o DDP for > 50%.

Parte do sangue coagula atrás da placenta, sendo eliminado apenas após o parto (hematoma retroplacentário), outra parte deste sangue descola as membranas provocando uma hemorragia externa (80% dos casos) ou fica retido em uma hemorragia oculta (20% dos casos).

Em algumas situações, a intensidade da hemorragia oculta leva a infiltração do sangue no miométrio, complicação denominada útero de Couvelaire, que pode dificultar a contração uterina o que possivelmente pode levar a atonia uterina pós-parto.

Vale ressaltar que a formação do hematoma leva a ativação da cascata de coagulação devido a liberação de tromboplastina. O consumo dos fatores de coagulação pelo hematoma desencadeia uma coagulopatia de consumo: a coagulação intravascular disseminada (CIVD), uma vez que estes coágulos esgotem os meios de coagulação normal pelo sangue, ocorre um aumento do processo hemorrágico.

Etiologia/ Fatores de risco

O fator de risco mais importante é o DPP prévio (aumenta o risco 3-15%) e a condição clínica mais comumente associada ao DPP são as síndromes hipertensivas, responsáveis por 50% dos casos, de modo que mulheres hipertensas têm 5 vezes mais risco de desenvolver o descolamento do que mulheres normotensas.

O tabagismo e a ingesta de álcool são fatores de risco modificáveis, sendo o primeiro associado a 2,5 vezes mais risco de descolamento. Além disso, causas mecânicas súbitas, como trauma abdominal, acidentes automobilísticos, brevidade de cordão e retração uterina intensa são importantes etiologias.

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