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Hemorragia no trans-operatório de placenta percreta

Imagem de um médico atendendo um paciente no consultório

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RESUMO – RELATO DE CASO – HEMORRAGIA NO TRANS-OPERATÓRIO DE PLACENTA PERCRETA COM INVASÃO DE BEXIGA

Júlia de Melo Koneski (Koneski, JM) – Universidade do Sul de Santa Catarina

Djulie Anne de Lemos Zanatta (Zanatta, DAL) – Hospital Regional de São José 

Natalia Vidal Lucena (Lucena, NV) – Hospital Regional de São José 

Rodrigo Dias Nunes (Nunes, RD) – Hospital Regional de São José

 

Introdução: A implantação anormal da placenta (IAP) no miométrio pode ser uma condição com alta morbimortalidade. A invasão da placenta em órgãos adjacentes é denominada Placenta Percreta (PP) e a detecção precoce é fator essencial para assegurar manejo adequado.

 

Relato do caso: Relato de paciente feminina, 35 anos, G3P2 IG 32+1, que buscou a emergência obstétrica devido a perda líquida. Ao exame físico apresentava-se normotensa, afebril, sem sangramento vaginal e batimento cardíaco fetal (BCF) normal. Ultrassom (US) realizado na ocasião demonstrou placenta prévia e índice de líquido amniótico (ILA) de 2cm. Posteriormente apresentou sangramento vaginal, sendo então encaminhada à cirurgia e evidenciado PP com invasão vesical. Por incisão transversal uterina foi retirado o feto. A equipe cirúrgica tentou desfazer as aderências, mas evidenciou-se grande sangramento. Devido a dificuldade de hemostasia, foi realizada histerectomia subtotal, com permanência de segmentos placentários aderidos à bexiga, e fechamento com Bolsa de Bogotá (BB). No trans-operatório foi necessária transfusão sanguínea, e após, a paciente foi encaminhada a UTI. Dois dias depois, foi realizada nova laparotomia para remoção da BB e no pós-operatório iniciado 100mg de metotrexato em dias alternados.

 

Comentários: A incidência de IAP tem aumentado ao longo dos anos, e parece ter relação com o aumento de cesareanas. D’Antonio et al. observaram que o US tem sensibilidade de 90,72% e especificidade de 96,94%, concluindo-se que apresenta alta precisão para o diagnóstico.

Devido à grande possibilidade de sangramento e alto risco cirúrgico, nos casos graves é geralmente necessário ressecção seguida por histerectomia. Uma revisão por Michael C et al. sobre inovações em atendimento cirúrgico discutiu o fato da BB ser um método eficiente de fechamento temporário do abdome.  Em nossa paciente, a BB realizada estabilizou a hemorragia. Nos casos de IAP é necessária equipe bem treinada e assistência adequada para possíveis complicações.

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