Tentando aprender mais sobre Endocardite Infecciosa? Então você chegou no lugar certo! Montamos aqui um resumo ideal para estudantes de medicina, com introdução, aspectos clínicos e diagnóstico.
Para isso tiramos todas as informações (e parte de textos na íntegra) do terceiro capítulo do nosso novo livro: o Manual Prático de Infectologia!
Introdução a Endocardite Infecciosa
A endocardite é uma infecção do endotélio cardíaco. Por muitos anos ela
esteve associada a alto índice de letalidade. Contudo, com o advento da antibioticoterapia e com o diagnóstico precoce, essa doença pode ser curada
na maioria dos casos.
Sua incidência é por volta de 20 a 50 casos por milhão, em pacientes que não fazem uso de drogas intravenosas. Nos que fazem o uso, a incidência pode até dobrar.
É importante ressaltar que o acometimento infeccioso pode atingir qualquer parte do endotélio e até mesmo tecidos vasculares extracardíacos. Mas, em geral, é mais prevalente nas válvulas cardíacas.
Categorias de Endocardite: Aguda e Subaguda
Tradicionalmente, a endocardite pode ser dividida em duas categorias: aguda ou subaguda. Essa classificação é realizada de acordo com a clínica, o tipo de lesão valvar e a população acometida.
De modo geral, podemos dizer que a endocardite aguda tem: uma virulência elevada; destruição valvar rápida; válvulas cardíacas previamente íntegras; letalidade alta quando não identificada; febre alta; duração de sintomas variando de dias até 6 semanas.
Já a endocardite subaguda apresenta como características: virulência e letalidade baixas; destruição valvar lenta; válvulas previamente danificadas; febre baixa; duração dos sintomas maior que 6 semanas.
Aspectos clínicos
A apresentação clínica é bastante variável. Ela depende do micro-organismo envolvido, da adequação do tratamento estabelecido e dos fatores de risco do paciente.
Os principais sintomas e sinais clínicos da doença incluem: febre; sopro cardíaco; calafrios; sudorese; embolização séptica (nódulos de Osler e Manchas de Janeway).
Diagnóstico da Endocardite Infecciosa
O diagnóstico de endocardite infecciosa é baseado em: critérios clínicos;
laboratoriais (provas de atividade inflamatória, hemoculturas e plaquetopenia); e dados do ecocardiograma.
Ele é feito a partir de uma suspeita inicial, baseada no quadro clínico e na evidência de fatores de riscos associados à endocardite infecciosa.
Diagnóstico segundo critérios de DUKE – Modificados por Baddour, 2005
Vale lembrar que a American Heart Association (AHA) tem preconizado e validado a utilização dos critérios modificados de DUKE para diagnóstico em caso de suspeita clínica de endocardite.
São utilizados critérios clínicos, laboratoriais e exames de imagem que são caracterizados como critérios maiores e menores para o diagnóstico.
Para conferir esses e outros tópicos de Endocardite Infecciosa de forma completa, assim como outros temas em Infectologia, confira o Manual Prático de Infectologia.
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