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Doença de Parkinson: manifestações clínicas, manejo e avanços

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Doença de Parkinson: tudo o que você precisa saber para sua prática clínica!

Há cerca de 207 anos, em 1817, James Parkinson publicou um ensaio científico descrevendo, pela primeira vez, uma doença que chamou de “shaking palsy”, ou “paralisia agitante”.

Embora a doença tivesse alguns de seus sintomas relatados na literatura médica desde muito antes, foi apenas com Parkinson que a “paralisia agitante” ganhou uma publicação científica que a descrevesse, bem como o próprio batismo. Assim, considera-se o artigo de Parkinson como a “descoberta” da patologia em questão.

Confira o texto produzido pelo Dr. Carlos Eduardo Passos, Neurologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e coordenador da pós graduação em Neurologia da Faculdade Sanar Cetrus!

Descoberta da “paralisia agitante”

Apenas na segunda metade do século XIX a “paralisia agitante” começou a ser mais estudada e diferenciada de outras doenças que compartilhavam alguns dos seus sintomas. Dessa forma, essa mudança muito se deve ao trabalho do médico francês Jean-Martin Charcot, considerado o pai da neurologia moderna.

Embora Charcot tenha sido vital no estudo de inúmeras patologias ligadas ao cérebro, inclusive a “paralisia agitante”, acreditava que a doença fosse uma neurose, já que não encontrava causa estrutural para ela.

Assim, apenas nos anos 1960 foi associada a redução da produção do neurotransmissor dopamina em circuitos subcorticais e definidas com mais exatidão as características da doença. Graças a todos esses estudos, a Doença de Parkinson hoje é bastante conhecida e tratável a longo prazo.

Parkinson: quais os sintomas?

A Doença de Parkinson pode ser basicamente caracterizada por tremores de repouso, lentidão nos movimentos (bradicinesia), rigidez e instabilidade postural nas articulações, havendo ainda sintomas não motores.

Os sintomas aparecem mais comumente depois dos 60 anos de idade. Dessa forma, trata-se do distúrbio de movimento mais encontrado na população idosa, sendo responsável por aproximadamente 3 em cada 4 atendimentos em centros especializados em transtornos do movimento e acometendo, no total, cerca de 400 mil pessoas só no Brasil.

Além disso, embora a Doença de Parkinson seja mais comum em idosos, os sintomas podem aparecer precocemente a partir dos 40 ou 50 anos de idade (ou, em casos bem mais raros, até antes). Assim, em qualquer situação, deve-se buscar atendimento especializado para garantir um diagnóstico rápido, visto que o tratamento precoce da doença pode retardar a piora dos sintomas por anos.

Tratamento da doença de Parkinson

Ainda que os estudos sobre a doença ainda não tenham descoberto uma cura, pode-se tratar o Parkinson com bastante sucesso, mantendo por vários anos um padrão de vida funcional para o paciente.

O tratamento pode envolver medicamentos como:

  • Levodopa/carbidopa
  • Levodopa/benzerasida
  • Pramipexo
  • Amantadina
  • Selegilina
  • Tolcapona
  • E entacapona.

Vale lembrar que pode-se obter esses medicamentos pelo SUS mediante procedimento adequado. Assim, a escolha de quais medicamentos utilizar cabe ao médico especialista, que levará em conta o estágio da doença, os sintomas, efeitos colaterais, idade do paciente, entre vários outros fatores possíveis.

Marca-passo cerebral

Uma alternativa que ganhou força nos últimos anos, para pacientes entre 5 e 10 anos após o diagnóstico, é a cirurgia para implante de marca-passo cerebral (ou deep brain stimulation, DBS), que age sobre áreas do cérebro afetadas pela doença e pode regredir em pelo menos cinco anos o avanço dos sintomas.

Assim, estudos clínicos e relatos de pacientes demonstram que o DBS pode melhorar significativamente a qualidade de vida, reduzindo a necessidade de medicamentos e permitindo uma maior independência.

Equipe multi e apoio familair

Também é importante trabalhar na manutenção da capacidade funcional do paciente, o que pode envolver fisioterapia, fonoaudiologia, acompanhamento psicológico e terapia ocupacional.

participação e apoio da família do paciente, claro, é fundamental, como em muitas outras patologias.
Por fim, a Doença de Parkinson, mesmo necessitando de muitos estudos ainda para que seja totalmente entendido (e, naturalmente, descoberta a cura), consiste em uma patologia tratável, com a qual os pacientes podem conviver por muitos anos de maneira funcional.

Sobretudo, o mais importante é riscar o preconceito da equação e garantir aos pacientes uma vida inclusiva e acessível em todos os aspectos!

Referências bibliográfica

Autoria

Dr. Carlos Eduardo Borges Passos Neto

193674 CRM/SP

RQE: 121893

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