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Diretriz da Prevenção de Doenças Cardiovasculares (ACC 2019)

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Desde 1980, o American College of Cardiology (ACC) e a American Heart Association (AHA) têm sintetizado literatura com evidência científica em protocolos clínicos com recomendações para uma melhor saúde do Sistema Cardiovascular.

Chamados de guidelines, estes protocolos são baseados em métodos rigorosos para avaliar e classificar evidências, promovendo uma base sólida para a entrega de informação de qualidade no cuidado cardiovascular.

A ACC e AHA promovem o desenvolvimento e publicação de manuais de prática clínica no assunto, sem suporte comercial. Ambas são constituídas de membros voluntários que dedicam seu tempo para escrever e revisar conteúdo.

10 Maiores Recomendações para a Prevenção Primária de Doença Cardiovascular

1. A maneira mais importante de prevenir a Doença Vascular Aterosclerótica, Insuficiência Cardíaca e Fibrilação é a promoção de um estilo de vida saudável ao longo da vida.

2. Uma abordagem de cuidados em equipe é uma estratégia eficaz para a prevenção de Doenças Cardiovasculares. Os médicos devem avaliar os determinantes sociais da saúde que afetam os indivíduos para informar decisões de tratamento.

3. Adultos entre 40 e 75 anos de idade que estão sendo avaliados para prevenção de Doenças Cardiovasculares devem ser submetidos a uma estimativa de risco para Doença Cardiovascular aterosclerótica sofrida nos últimos 10 anos e discussão de risco clínico-paciente antes de iniciar a terapia farmacológica, como terapia anti-hipertensiva, uma estatina ou aspirina. Além disso, avaliar outros fatores que aumentam o risco pode ajudar a orientar as decisões sobre intervenções preventivas em indivíduos selecionados, assim como a Angiotomografia Coronária com score de Cálcio.

4. Todos os adultos devem consumir uma dieta saudável que enfatize a ingestão de frutas, nozes, cereais integrais, vegetais ou proteínas animais e minimizar a ingestão de gorduras trans, carnes processadas, carboidratos refinados e bebidas açucaradas. Para adultos com excesso de peso e obesidade, aconselhamento e restrição calórica são recomendados para atingir as metas de IMC (Índice de Massa Corporal).

5. Os adultos devem se envolver em pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada acumulada ou 75 minutos por semana de atividade física de intensidade vigorosa.

6. Para
adultos com Diabetes Mellitus tipo 2, mudanças no estilo de vida, tais
como melhorar hábitos e atingir as recomendações de exercícios, são cruciais.
Se a medicação for indicada, a Metformina é a terapia de primeira linha,
seguida pela consideração de um inibidor do co-transportador de sódio-glicose 2
(Empagliflozina) ou um glucagon-like agonista do receptor de peptídeo-1
(GLP-1).

7. Todos
os adultos devem ser avaliados em todas as consultas de saúde quanto ao uso do
tabaco, e aqueles que fazem uso deste devem ser assistidos e fortemente
aconselhados a desistir do hábito.

8. A Aspirina
deve ser utilizada com pouca frequência na Prevenção Primária de rotina de Doença
Cardiovascular devido à falta de benefício em relação ao risco.

9. A
terapia com Estatina é o tratamento de primeira linha para a Prevenção Primária
de Doença Cardiovascular em pacientes com elevados níveis de colesterol de baixa
densidade (LDL ≥ 190 mg/dl), assim como nos diabéticos, nos que possuem entre
40 e 75 anos de idade, e naqueles que, através de entrevista, anamnese e exame
físico, estão também entre os pacientes considerados de risco.

10. As
intervenções não farmacológicas são recomendadas para todos os adultos com Hipertensão
Primária. Para aqueles que requerem terapia farmacológica, a Pressão Arterial
alvo deve geralmente ser < 130/80 mmHg.

Fatores de Risco nas Doenças Cardiovasculares

Qual é o papel da obesidade em relação à prevalência da Hipertensão? 

A obesidade pode estar associada à demais condicionantes como a “ausência de” ou pouca atividade física.

O erro alimentar, com refeições copiosas, ou de baixo valor nutritivo, ou então que são ricas em carboidratos e colesteróis, também é comumente associado ao indivíduo que se encontra acima do peso.

Soma-se a estes fatores a falta de autocuidado, que, quando presente, pode refletir hábitos de vida também prejudiciais à saúde que, em conjunto com os demais já citados, colaboram para o aumento da Pressão Arterial e do Risco Cardiovascular.

Qual a relação existente entre as condições de vida e a prevalência ou incidência dos fatores de Risco Cardiovascular?

Como a obesidade citada acima tem suas implicações, sendo consequência e causa, em demais hábitos de vida (como alimentação, atividade física e auto-cuidado), aspectos sociais, da mesma forma, influenciam fortemente a própria questão da saúde do indivíduo.

No contexto da educação, é sabido que aquele que detém maior conhecimento sobre o que come e sobre seu corpo tem maiores chances de nutri-lo melhor.

O salário é determinante também na boa alimentação, pois alimentos pouco nutritivos e essencialmente industrializados são alternativas comuns e baratas (salgadinhos, bolacha recheada, macarrão instantâneo…) àqueles que detém baixa renda.

O aspecto cultural (“do que se come”, “quando come” e “como come”) é outro ponto, dada as propriedades que também envolvem estes alimentos e hábitos, suas qualidades e malefícios na nutrição da comunidade.

Doenças Crônicas como as Cardiovasculares têm em sua incidência e prevalência na população aspectos que não envolvem exclusivamente o indivíduo, tal como ilustra McWhinney, em seu Manual de Medicina de Família e Comunidade, através do Modelo Biopsicossocial e de Hierarquia de Sistemas[CM1] [ES2]  de Engel:

Qual é a relação da HAS com as DCVs? 

A HAS está relacionada com o aumento de Doenças Cardiovasculares por uma série de fatores fisiopatológicos, sendo também causa e consequência destas.

Um exemplo é o Risco Coronário, com a possibilidade de dano em placa de ateroma previamente instalada, potencializado em situações de PA elevada (ocasionando isquemia).

Outra situação associada a elevação da Pressão Arterial é o risco em pacientes com aneurisma já instalado de delaminação de aorta.

Quais são as populações de alto risco para DCV e como devem ser tratadas? 

Negros com fatores de risco, obesos, sedentários, diabéticos, dislipidêmicos, tabagistas, etilistas, renais crônicos e usuários de cocaína e outras drogas que acometam o Sistema Cardiovascular  estão entre àqueles indivíduos com maior risco para DCV.

Aos adictos devem ser instruídas formas de conter tais hábitos, com a adoção de medidas conjuntas (alopáticas e comportamentais) no intuito de cessar o uso e evitar recorrências.

Obesos, sedentários, diabéticos e dislipidêmicos devem ser instruídos com MEV (Mudança no Estilo de Vida) e com a adoção de terapia medicamentosa se necessário. Pacientes com DRC devem ser acompanhados com medidas de suporte e de controle da PA que envolvem também algumas das medidas supracitadas.

Bibliografia

McEvoy J. W., Michos E. D., Miedema M. D., Munoz D., Smith S. C. Jr, Virani S. S., Williams K. A. Sr, Yeboah J., Ziaeian B. 2019 ACC/AHA guideline on the primary prevention of cardiovascular disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines. J. Am. Coll. Cardiol. 2019 .

McWhinney I. R. Manual de Medicina de Família e Comunidade. Porto Alegre: ARTMED; 2010.

Sugestão de leitura

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