O novo coronavírus (SARS-CoV-2) tem se tornado o maior desafio global moderno. É causador da covid-19.
A classificação de pandemia, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), levou países a tomarem medidas para tentar frear a disseminação e consequente colapso do sistema de saúde vigente em seus domínios, o que levaria a um número imenso de mortos.
A principal medida é a quarentena por 14 dias, para diminuir a curva de infectados, e o pedido universal das lideranças competentes: “não saia de casa”.
O “lockdown” termo em inglês que em uma tradução livre é o bloqueio quase que geral das atividades coletivas sociais, está causando impacto positivo no enfrentamento da disseminação da covid-19.
O Ministério da Saúde brasileiro, por sua vez, adotou medidas que vão de encontro com as adotadas pelas maiores potências do mundo. Todavia, como o interior do Brasil está respondendo à disseminação da doença e medidas tomadas pelo ministério?
Nessa vertente, é de conhecimento amplo que o Brasil tem dimensões continentais e que o sistema único de saúde (SUS) não tem distribuição uniforme por todas as regiões.
Os Estados que mais sofrem com essa má abrangência fazem parte do Norte e Nordeste. Eles sofrem com falta de profissionais de saúde, falta de material e estrutura mínima necessários para prestar o melhor atendimento.
E agora surge mais um desafio, o covid-19. O quadro clínico de sintomas desta doença, em sua maioria, é leve ou assintomático, mas existem casos graves, onde se faz necessário uma abordagem em unidade de terapia intensiva. Pacientes mais graves geralmente tem comorbidades associadas ao quadro clínico do covid-19 e em sua maioria tem idade maior que 60 anos.
Dados e levantamentos apontam que várias regiões de saúde do Brasil não possuem nenhuma unidade de terapia intensiva (UTI) e que essa desigualdade pode contribuir para aumentar o número de mortes pelo coronavírus.
Os casos graves e a distribuição de leitos de UTI no Brasil
Segundo informe da Sociedade Brasileira de Infectologia (SIB), de cada 100 pessoas que tenham essa doença, por volta de 5 pessoas precisem de internação e terapia intensiva.
A média brasileira é de 2 a 3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes e se encaixa nos padrões recomendados pela OMS, mas a distribuição dessas unidades é desigual. O que acarreta na dificuldade de entregar o melhor atendimento à essas pessoas com quadro mais grave.
Diante dessa mazela, a prevenção de contaminação se torna a principal arma contra a nova doença.
Conduta em casos suspeitos de covid-19
Com programas de conscientização coletiva, informes municipais sobre como sua população pode atuar e promover educação em saúde.
Se você é profissional da saúde, médico, enfermeiro, agente de saúde e está atuando em regiões mais remotas, em cidades com menos de 10.000 mil habitantes, em unidades básicas de saúde ou hospitais de pequeno porte, você deve se orientar em relação ao manejo de pacientes mais graves com suspeita de covid-19 e onde é a referência do seu serviço para encaminhar esse paciente para o local mais adequado possível.
Infelizmente há regiões como a do Rio Madeira, no leste do Amazonas, onde não há sequer um leito de UTI e a população na região é de quase 200 mil habitantes. Por isso a importância do “lockdown” e das medidas de segurança em saúde coletiva.
Orientações do Ministério da Saúde
Para auxiliar no melhor manejo e orientações, o site do Ministério da Saúde tem publicações para o profissional que vai atuar nas mais diversas frentes de atendimento.
Apresenta fluxogramas para nortear os atendimentos como em casos suspeitos, em casos de atendimento de urgência por sintomas respiratórios, sobre o manejo clínico em gestante e crianças com suspeita de covid-19, além do protocolo de manejo clínico do coronavírus (covid-19) na Atenção Primária de Saúde.
O que provavelmente vai ser a realidade do atendimento em regiões mais distantes de grandes centros de referência. Traz ainda informações sobre como usar de forma correta os equipamentos de proteção individual (EPIs) no intuito de reduzir ao máximo de infecções, afinal, muitas regiões do Brasil contam com equipe pequena de médicos e enfermeiros em serviço, logo se a infecção destes profissionais acontecer haverá necessidade de ser afastados de suas funções e precisar de substituição.
E se não tiver outra equipe médica disponível? Pode ser uma realidade em diversas cidades do interior do Brasil.
No fluxograma abaixo trago o atendimento
preconizado pelo Ministério da Saúde para atendimento em UBS:


Confira o vídeo:
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Autor: Caique Ferreira, Estudante de Medicina
Instagram: @caique_ferreira