Área do desafio: Emergência
Apresentação do caso: Laura, feminino, 58 anos, natural e procedente de Salvador. Foi levada até o pronto atendimento do Hospital Universitário da LIET por seus familiares, apresentando formigamentos, espasmos musculares intensos e dispneia há cerca de 3 horas.
Apresentava diarréia há 4 dias, sem outros sintomas associados. Diabética e hipertensa encontra-se em uso de hidroclorotiazida, verapamil e metformina. Asmática, utilizou Aerolin (spray) há cerca de 6 horas para controle de uma crise. Ao exame físico, apresentava-se taquipneica, taquicárdica, afebril e acianótica, lúcida e orientada no tempo espaço, normotensa.
Apresentava-se com mucosas secas, e tempo de enchimento capilar aumentado. Foi admitida para realização de exames laboratoriais e seguimento diagnóstico e terapêutico.
Questões:
- Qual distúrbio hidroeletrolítico é o mais provável nesse caso?
- Qual a importância dos medicamentos utilizados pela paciente para seu quadro
clínico? - Quais alterações podem ser visualizadas pelo ECG?
- Quais as principais causas desse distúrbio?
- Existe outro distúrbio hidroeletrolitico que frequentemente está associado ao do caso
descrito. Qual?
Gabarito:
- Hipocalemia
- Por serem causa importante desse distúrbio, medicamentos utilizados pela paciente
como agonistas β₂ adrenérgicos, verapamil, diuréticos e outros tipos de fármacos
como glicocorticóides, mineralocorticóides e antibióticos (ampicilina, penicilina)
dentre outros devem sempre ser pensados nessas situações. - Diminuição da amplitude das ondas T, aumento de duração de QRS, ondas U
proeminentes, depressão de ST, aumento de duração e amplitude de onda P, fusão de
onda T e U (em hipocalemia grave). - Além das causas medicamentaosas, citam-se: ICC, paralisia hipocalêmica periódica,
alcalose, hipotermia, perdas como diarreia, vômitos, baixa ingestão como na anorexia
ou por distúrbios endocrinológicos como hipercortisolismo, hiperreninemia,
hiperaldosteronismo e acidose tubular renal. - Hipomagnesemia