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Derrame Pleural: o que é e como tratar? | Colunistas

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Para
entender o derrame pleural é necessário ter em mente a estruturação da pleura.
Esta é uma membrana contínua formada por única camada de células mesoteliais
que adere à superfície externa do parênquima pulmonar, ao mediastino, ao
diafragma e à superfície interna do arcabouço ósseo do tórax.

De
acordo com esses trajetos, a pleura pode ser denominada visceral ou parietal, e
o espaço entre elas cavidade pleural. Por sua vez, o acúmulo de excesso de
líquido, pus ou sangue nesta cavidade é denominado derrame pleural.

É
uma condição que pode estar presente em mais de 50 doenças, tanto de causas
pulmonares quanto extra-pulmonares. Dentre as causas mais comuns de derrame
pleural em nosso país encontra-se: tuberculose, insuficiência cardíaca,
pneumonias e neoplasias.

1. COMO OCORRE A DOENÇA?

O
derrame pleural decorre do desequilíbrio entre produção e absorção do líquido
pleural. Podendo ocorrer mais de um mecanismo:

  • Aumento da
    entrada de líquido no espaço pleural: por meio do aumento da pressão
    hidrostática ou diminuição da pressão oncótica; aumento da permeabilidade
    capilar pleural ou diminuição da pressão no espaço pleural.
  • Fatores que
    dificultam a saída de líquido do espaço pleural: estão relacionados à redução
    da função linfática pleural.
  • Passagem de
    líquido da cavidade abdominal para o espaço pleural: por exemplo como ocorre na
    pancreatite.

2. COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR O DERRAME
PLEURAL?

O
quadro clínico consiste nos sintomas de dor pleurítica, dispneia (a intensidade
depende do volume acumulado e da velocidade de formação) e tosse seca. A
clínica do paciente pode caracterizar também por sinais e sintomas peculiares a
enfermidade que está determinando o derrame.

Ao
exame físico poderá ser encontrado:

  • Expansibilidade
    torácica diminuída;
  • Redução ou
    abolição – do frêmito toracovocal e do murmúrio vesicular;
  • Estertores
    finos;
  • Macicez ou
    submacicez à percussão;
  • Sopro
    respiratório e ausculta da voz anasalada ou voz “caprina”, percebida no limite
    superior do derrame.

A
radiografia de tórax geralmente é suficiente para diagnosticar a presença do
derrame. Pode ser visualizado na radiografia Póstero-anterior (PA): opacificação
do parênquima pulmonar, velamento do seio costofrênico, sinal do menisco,  desvio do mediastino para o lado oposto,
atelectasia homolateral. Já a radiografia de decúbito lateral, com raios
horizontais (incidência de Laurell) ajuda a estimar o tamanho do derrame e se
ele está livre ou localizado.

A
tomografia computadorizada de tórax pode ser usada na avaliação de diagnóstico
etiológico, e diferenciação de empiema e abscesso. A ultrassonografia é útil
para avaliar septações e também para guiar a toracocentese.

Por meio da toracocentese diagnóstica, é analisado o líquido pleural com contagem diferencial de células, citologia, proteína, lactato desidrogenase (LDH), glicose, pH, coloração de Gram e cultura, exames séricos também são realizados (proteínas totais, LDH, albumina, glicose, hemograma) e outros exames complementares, considerando a suspeita clínica para o caso, ao depender do derrame ser exsudativo ou transudativo, sendo que os critérios  de Light podem ajudar a diferenciá-los:

http://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/7652/9189

Causas comuns de derrames:

O tratamento do derrame pleural baseia-se na toracocentese de alívio, aliado ao manejo da causa base.

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Autora:
Hiolanda G. Piler

Instagram:
@hiolandapiler

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