Em todo o mundo, e apesar dos métodos contraceptivos, o número de gravidezes indesejadas é elevado. Por isso temos a contracepção de emergência, que é um método que visa prevenir uma gestação, mas você sabe como ele funciona?
Abordamos os contraceptivos (como os de barreira, comportamentais, intrauterinos…) no primeiro módulo do nosso Super Material de Ginecologia, disponível no SanarBooks, de onde vamos tirar essas informações.
Os métodos de emergência podem ser indicados no caso de ato desprotegido, falha do método contraceptivo ou em casos de violência sexual.
Os mecanismos de ação variam de acordo com o período do ciclo menstrual no qual é utilizado. Se for na primeira fase do ciclo, por exemplo, antes do pico do LH, ele altera o desenvolvimento folicular. Assim, impede ou retarda a ovulação.
Já se for utilizado na segunda fase do ciclo, depois da ovulação, ele modifica as características do muco cervical. Assim, o deixa mais viscoso, alterando o transporte dos espermatozoides.
Atualmente, temos vários métodos de emergência disponíveis. Os mais conhecidos são o Método Yuzpe e o Contraceptivo de Levonogestrel Isolado. Ambos são igualmente eficazes e podem ser utilizados até 5 dias após o ato.
Contudo, e nas duas formas, a eficácia é inversamente proporcional ao tempo desde a atividade. Por isso, é recomendado o uso em até 72 horas.
Contraceptivo de Levonogestrel Isolado
Nesse método é necessário ingerir o levonogestrel em uma dose única de 1.5 mg ou em doses fracionadas. No caso do uso fracionado, elas devem respeitar o intervalo de 12 horas. Independente da escolha, ambas as formas tem a mesma eficácia.
Pela comodidade posológica e menos efeitos colaterais, esse é o método mais indicado.
Método Yuzpe
É um contraceptivo combinado. Por isso, consiste no uso de duas doses de 100 mcg de etinilestradiol e 500 mcg de levonorgestrel. As doses tem intervalo de 12 horas, sendo que a primeira deve ser tomada o mais próximo possível da atividade.
Efeitos da contracepção de emergência
A curto prazo os contraceptivos apresentam alguns efeitos adversos. Náuseas, vômitos, cefaleia e aumento da sensibilidade mamária, por exemplo, são comuns.
Contudo, a longo prazo, o uso repetido desses métodos pode estar relacionado a diminuição da sua eficácia.
Além disso, e apesar dos contraceptivos de emergência possuem pouco efeito nas menstruações posteriores, há casos de uso repetidos que acentuaram distúrbios menstruais. Em 60% dos casos, o próximo ciclo ocorre no período habitual.
A única contraindicação é a gravidez documentada.
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